terça-feira, 17 de novembro de 2009

Veneza, Itália

Li uma reportagem sobre o "Funeral de Veneza" (manifestação em protesto contra o êxodo de seus habitantes e as dificeis condiçoes de moradia na ilha) e vi que a coisa esta feia por la. Hoje, apenas 60 mil pessoas suportam viver na cidade que recebe 12 milhões de turistas por ano. Antes que os ratos, o lixo e os pombos devastem a cidade, inclua Veneza no seu roteiro de viagens.

Viajar pela Europa pagando bons preços nas passagens aéreas é possivel se você se organizar com antecedência. Pesquise na Easyjet e Ryanair, da para conseguir tarifas realmente baixas, por menos de 10 euros mesmo - principalmente pela Ryanair, que infelizmente não voa a partir de Lyon. Apenas fique atento aos volumes e pesos das bagagens, porque para conseguir esses preços, é preciso voar apenas com uma mala de mão e peso limitado.

Se hospedar em Veneza é muito caro e os hoteis são antigos. Decidimos ficar em Mestre, fora da ilha. O bilhete de ônibus do aeroporto Marco Polo até o nosso hotel custou 3€. Essa é uma otima ideia porque os trens para Veneza saem de Mestre a cada 10min e o bilhete custa apenas 1€. O dinheiro que você economizar em hospedagem sera gasto de qualquer maneira, pois tudo la é muito caro e fora os sorvetes artesanais que tomamos o tempo todo, não gostamos de nada que comemos na cidade. O unico restaurante que recomendamos é o de Mestre: Hostaria Vite Rossa (tel: 041 5314421). Comida deliciosa e uma galera descolada bebendo vinho e conversando na entrada, MPB entre a boa musica. Mas para conseguir uma mesa, é preciso marcar com antecedencia - seu hotel pode fazer isso por você.


Acorde bem cedo se quiser evitar andar pelas ruelas tropeçando em turistas. De manhã as ruas ficam mais vazias e da até para tirar fotos lindas sem aquele monte de japonês atras de você. Compramos um mapa para nos achar naquele labirinto, mas gastamos dinheiro a toa. Não da para entender muita coisa e percebemos que bom mesmo é ficar perdido, andando sem rumo pelos canais que me deixavam cada vez mais curiosa sobre a vida que os moradores levam ali. Poucas ruas, muita agua. Como eles carregam as compras para casa? Como fazem mudança? A vida la é tão diferente, que intriga mesmo.

O ponto turistico mais esperado é a praça San Marco, onde todos os pombos do universo se juntam com olhares de cachorro pidão, esperando os restinhos de comida dos turistas mais solidarios. O aglomerado de pessoas na praça me incomodou um bocado, então tirei as fotos que precisava tirar e logo sai dali. Importante: para visitar a Basilica de San Marco, considerada uma das catedrais mais exoticas da Europa, é preciso, além de muita paciência para enfrentar a fila gigantesca, estar decentemente vestido! Se viajar no verão, quando faz um calor insuportavel e fica dificil não usar roupas curtas, leve um lenço para se cobrir ,ou então eles barram mesmo. A visita é gratis.

Você não esteve em Veneza se não andou de gôndola. Vale a pena programar este gasto com antecedência. O passeio pode custar de 80 a 100€, depende do lugar. Como ja tinhamos recebido a dica de um casal de amigos que esteve la pouco antes de nos, pesquisamos muito e pechinchamos na cara dura com todos os gondoleiros que encontramos no primeiro dia. So no segundo fizemos o passeio, por 60€ - mas se eu oferecesse 50€ acho que ele aceitaria.


Se a grana estiver curta mesmo, existem outros meios para passear sobre as aguas, mas sem tanto romantismo. O traguetto é como a gôndola, mas custa apenas 0,50€. Tipo um lotação das aguas, que transporta varias pessoas de um lado para o outro. Se você estiver no clima, até que pode ser divertido. No ultimo dia tinhamos algumas horas antes de pegar o avião e decidimos andar de vaporetto (transporte publico mais confortavel e seguro) pelo Grande Canal. Apesar de achar que o melhor jeito de conhecer Veneza é caminhando, recomendo um desses passeios sobre as aguas. O bilhete pode ser usado por 1h e custa 6,50€. Passar embaixo da Ponto Rialto é um dos pontos altos do percurso.


As tradicionais mascaras estão por toda parte! Nas lojas especializadas e também nos camelôs. Aconselho a comprar depois do primeiro dia, quando ficamos mais habituados com a beleza das peças e evitamos gastar mais que o necessario. As nossas ficaram mais baratas depois do desconto chorado que o Léo conseguiu: 13€ a dele e 10€ a minha.


Mas existe uma variedade de preços e estilos enorme, desde as pequenas que custam 3€ até as de cristais Swarovski que podem passar dos 5 mil euros! As artesanais também são lindas de morrer.


Ficamos quase 4 dias na cidade e achamos um pouco cansativo, é tudo muito lindo mas 2 dias inteiros bem aproveitados são suficientes para ver tudo. Faltou so dar um pulo em Murano para ver os artesãos trabalhando nas peças lindas, tão caracteristicas de la.
 
 
 
 
 
 

11 comentários:

Leonardo disse...

Ja me deu saudade de Veneza...

vanessa disse...

Que o mundo acabe em Veneza e que eu esteja viva pra ver o fim...
Lindas fotos, texto muito bom, e dicas que seguirei BREVEMENTE!
hehehe

Ana disse...

Um dia hei de conhecer...
Essas fotos são mágicas! Fico imaginando o que deve ser de perto.

Neide disse...

Oi Mirele!
Tb adorei Veneza, andei demais la a pe e de vaporeto. realmente é uma cidade diferente demais! gostei muito!

Mirelle disse...

Meninas que não foram, programen-se!

Neide, vale a pena pensar em voltar de novo não é?

Renata Morais disse...

Realmente, fui há pouco tempo..mas já to c vontade de voltar!!Vale muito a pena e tem uma ilha para quem tiver com mais tempo, Murano que é uma graça. Parece uma vila com casas de veraneio e coisas linda de cristal Murano, super em conta. Só qdo voltei ao Brasil me dei conta de como são caros esses pequenos jarrinhos, anjinhos e taças. E a grosseria peculiar da maioria dos italianos tb pode ser vista fácil.No meu caso logo de cara no primeiro dia a vendedora da bilheteria soltou os cachorros em cima de mim porque pedi bilhetes de ida e volta(ela n entendeu) do vaporeto e qdo me deu só os de ida e eu devolvi...nossa começou a gritaria, em italiano,dizendo que devia ter dito antes, de ida e volta e n ida somente, que ela n podia adivinhar e outras cositas más,e como xingamentos em qqeur língua a gente entende..rsrsrs, fiquei c cara de paisagem e olhando p o lado para ver se o gerente chegava e nada, acho que o gerente daria razão a ela!!!Mas nada tira o encanto e a curiosidade desse lugar e de quem vive nele!!!

Bruna disse...

Olá Mirelle, já acompanho seu blog há tempos e hj resolvi postar, mesmo nesse post antigo.
Tinha reservado hotel em Veneza, ai lembrei desse texto e vim dar uma olhada nas suas dicas, vi vc falando sobre o hotel em Mestre e fui pesquisar. Acabei cancelando a reserva em Veneza e economizando 100 euros por ficar em Mestre,w com um hotel muito melhor.
Obrigada pelas dias, adoro seu blog!

Isabela Sady disse...

Estive em Veneza com meus pais, irmão e amigos em 1997.
Ficamos 2 dias mas não aproveitamos muito. Estava frio demais, -5.C e conhecemos o que estava a nosso alcance.
Meus pais acabaram indo sozinhos, nem lembro por que, para Murano e adoraram.
O máximo que andamos sobre as águas foi de vaporetto e aquela lancha e madeira que nos levou para a ilha quando chegamos.
Andar de gôngola não deu nem para pensar...por causa do frio cortante mesmo.
Saímos de lá de trem...uma viagem maravilhosa...

Lorena disse...

Vir ao mundo e não conhecer Veneza?
Nem pensar!
Não existe parametro de cidade como esta. Nela é possível sentir toda força de gerações e gerações anteriores!
Gostei das dicas, mas dormir em Veneza faz toda a diferença. Vale a pena procurar hotéis mais baratos e ir a noite nos concertos de Tenores que acotecem em igrejas que estão desacralizadas.
Adorei seu post..

Sheila disse...

Nossa Mirelle adorei sua reportagem sobre Veneza, a cidade é incrível, fui no inicio do ano estava muito frio! Mas aproveitamos bem, sabe que até assistimos uma ópera "O Barbeiro de Sevilha" em um castelo de veneziano!! Fiquei muito próximo da Praça de San Marco, à noite os sinos tocavam..... parecia um filme!!!
Beijos

Gisa disse...

Eh a primeira vez que vejo um brasileiro fazendo uma descriçao sèria de Venezia, ao contrario de toda aquela rasgaçao de seda inùtil que todo mundo faz. Gostei.

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