sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A minha terrível sexta-feira 13

Essa é para os homens: O que você faria se sua mulher te ligasse da rua, chorando, para contar que acabara de ser agredida por um homem que ela nunca viu na vida? O Léo passou por isso ha pouco mais de um mês.

A França esta em plena campanha para encorajar as denuncias de agressões contra as mulheres. O governo se mobilizou e declarou que esse tipo de violência seria a Grande Causa Nacional de 2010. Aqui na França*, 2 milhões de mulheres são agredidas por ano pelos seus maridos e 400 morrem apanhando, ou seja, mais de uma por dia. São pelo menos 75 mil casos de estupro todos os anos, 205 por dia! A meu ver, o mesmo homem que estupra ou agride dentro de casa, é aquele que distribui murros no trânsito. Foi assim que eu entrei para as estatisticas.

Andando de bicicleta pela cidade, passei por um homem de uns 40 anos que ficou furioso e assustado quando tentou cruzar uma avenida, sem olhar para a direção de onde eu vinha. Buzinou e foi atras de mim. Jogou o carro contra a minha bicicleta, quase me fazendo cair no chão. Desceu, gritou, e ao me ver calada em estado de choque, me deu um murro forte nas costas. Eu, sei la como, consegui improvisar um francês para dizer que no meu pais homem não pode bater em mulher, e depois dei-lhe umas bolsadas para me defender. A confusão foi muito além, ele ainda me perseguiu e ao me encontrar uma segunda vez, me ameaçou.

Chorando e muito desesperada, esperei o Léo sentada na calçada para irmos à delegacia. Foram mais de seis horas entre depoimento e hospital, para fazer o exame de corpo de delito. "Contusão nas costas, torção no punho e estado de choque" dizia o relatorio médico. Incapacidade total de trabalho: 4 dias. Para ter valor penal, precisa ser de pelo menos oito. Ou seja, perante as leis francesas eu não fui agredida o suficiente para processar o cara, ja que não tive o nariz quebrado, nem fiquei com o olho roxo.

Dado empurrou Luana
e ganhou o direito de passar quase 3 anos dormindo na prisão. Um exemplo para mostrar que no Brasil, a Lei Maria da Penha não nasceu para ficar no papel.

A minha indignação infelizmente não para por ai. Recebi uma convocação para comparecer à delegacia hoje, achamos que eles queriam mais informações e fomos tranquilos. Chegando la, um policial muito grosso e agressivo me encaminhou para uma sala sem permitir que o Léo fosse junto, mesmo sabendo que eu não falava francês muito bem. Na sala, dei de cara com o homem que me agrediu. Em nenhum momento soubemos que esse homem estaria la, portanto, eu não estava preparada para fazer essa confrontação. Depois descobrimos na internet que eu poderia ter me negado a entrar, mas em momento algum recebi essa informação na delegacia.

Fui coagida pelo policial o tempo todo. Ele passou os primeiros 30 minutos fazendo perguntas so para mim, falando rapido e tentando me colocar contra a parede, para cair em contradição, enquanto eu chorava copiosamente. Ao homem, ele não dizia nada. Fui constrangida e tratada como se fosse a culpada. Até eu ja estava me convencendo de que a errada fui eu por ter incomodado o andamento do "sistema" com uma denuncia assim, tão banal. Afinal, agressão que não quebra osso algum, não é bem uma agressão agressão, certo?

- Você subiu na bicicleta falando ao telefone depois que o senhor saiu com o carro?
- Sim, eu liguei para o meu marido e ele foi me guiando para dizer aonde eu deveria ir.
- Você sabia que é proibido falar ao telefone em cima de uma bicicleta?

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- Você gritou e agrediu o senhor com a sua bolsa?
- Sim, mas so depois que ele me deu um murro nas costas! Gritei por socorro.
- Por que você não saiu do local e ligou para a policia então?

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- Por que você queria tanto que o senhor esperasse o seu marido no local?
- Por que eu não falo francês fluentemente.
- Esse foi o unico motivo ou você esperava que o seu marido resolvesse o problema de outra forma?

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- Você disse ao senhor que se no pais dele é permitido bater em mulher, no seu não é?
- Não, eu disse que eu não sei se aqui no pais dele é permitido bater em mulher, mas que no meu não é.
- Você sabia que isso é racismo e você pode ter problemas?
- Eu não sou racista.
- Mas foi, porque o senhor é de origem arabe.
- Como é que eu vou saber de onde ele vem? Eu quis dizer que se aqui na França os homens batem em mulher, no Brasil, não batem.
- Ainda assim, comentario racista.

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- Você sempre chora facil como agora?
- Não, so quando alguém me agride na rua.
(Depois perguntou para o Léo se eu era muito emotiva ou tinha sofrido algum trauma no Brasil porque choro "à toa")

Não parece, mas EU fui agredida, EU prestei queixa, EU sou a vitima. Que tal perguntar para o senhor por que ele veio de carro atras de mim, ou por que ele jogou o carro em cima da minha bicicleta, ou mesmo por que ele desceu do carro e me deu um murro sem que eu falasse nada, na frente da esposa e do filho pequeno???? Mas não, nenhuma dessas perguntas foram feitas ao agressor, que saiu impune dali. Eu sai revoltada.

Revoltada por não ter sido atendida por uma policial mulher, por ouvir que na França não é permitido bater em criança nem em mulher, mas que vejam so, eles batem - "acontece". Que um simples murro nas costas não caracteriza agressão, que agora é preciso aguardar a decisão do juiz e que provavelmente "não vai dar em nada, no maximo uma multa por você ter jogado a bicicleta publica no chão e falado ao celular enquanto pedalava".

Ainda perplexa com a situação, me desculpo pelo texto enorme e por compartilhar uma historia tão chata com os leitores que passam por aqui em busca de dicas e diversão. Mas tudo na vida tem seu lado ruim, inclusive o primeiro mundo. Acho fundamental que os interessados pela França saibam que aqui não é esse paraiso que eu sonhava ser e que a violência não é "privilégio" dos brasileiros.

Por agora, deixo dois telefones que podem ser muito uteis para nos mulheres, é bom anotar pois, mesmo que seu marido seja um fofo como o Léo, existe muita gente doida nas ruas. Para quem esta na França, o disque-denuncia é o 3919, no Brasil ligue para o 180 ou procure uma Delegacia da Mulher.




*Fontes: www.violencesfaitesauxfemmes.com
www.gouvernement.fr/gouvernement/la-loi-sur-les-violences-faites-aux-femmes

110 comentários:

Leonardo disse...

Amor,
Aquele foi o pior telefonema que recebi na vida, mas nem se compara à agressão daquele dia e à vitimização do agressor hoje.
Ainda não consigo entender o procedimento utilizado pelo policial pois parece que ele ja tinha tomado partido antes daquilo que ele chamou de "confrontação". Sera que é o "sistema" que é defeituoso ou policial que não fez o seu papel?
Vamos buscar essa resposta!

Glenda Dimuro disse...

Que coisa horrível Mirelle... infelizmente, o mundo ainda é muito machista. Espero que vc consiga passar logo por cima deste trauma... O pior é que diariamente ocorrem coisas assim ou piores no mundo. Uma vez um cara também jogou o carro de propósito por cima da minha bike porque eu estava andando na contramão (mas a rua era de pedestres!!!). Tive sorte que a coisa não passou do bate boca...

Hismênia disse...

Ow, sem comentários!! Pô Mirele, bolsada!!! Cadê aquela mulher forte e gritava feito louca no Pacaembu no meio de um bando de locooo....eu acertava era uma pedrada da cabeça dele e ainda grudava no cabelo e arranhava ele todo (só pra ter problemas com a mulher, que por sinal deve ter dormido de calça jeans nesse dia)ahh e ainda dava um chute no s....dele..sabe porque?? não, eu não sou doida, porque eu viro uma leoa quando mexem com o que é meu, comigo ou com amigo meu...faltou eu nesse dia pra poder pegar essa bicicleta e jogar em cima do capô do carro dele...rum e tenho dito!!!
Pronto, desabafei toda a minha raiva, que estava contida quando li o post....Espero que esteja bem!! E não se esqueça, pode contar comigo, mesmo do outro lado do oceano sempre que precisar...

beijos!!!

Raiza disse...

Já pensou em escrever essa história para os jornais?Ou para alguma organização feminista francesa?Talvez desse mais visibilidade ao caso e ajudasse o agressor a ser punido,ou pelo menos faria outros posíveis "valentões" pensarem duas vezes antes de agredirem uma mulher.
É isso.Boa sorte aí.Fique tranqüila,as coisas vão melhorar.Abraços.

Marilene disse...

Mirelle,

Conheci o seu blog por meio do Conexão Paris, e desde então o acompanho sempre e apesar de querer, nunca havia postado um comentário. Contudo, após o seu relato de hoje, senti uma tristeza pelo o que você passou, e como sou muito emotiva, no seu lugar choraria igual ou mais. É triste saber que há no mundo pessoas que hajam por maldade sem motivo nenhum, seja em qualquer parte do mundo. Que você possa se recuperar rápido deste triste episódio. Às vezes a justiça do homem é falha, por isso que Deus ilumine o seu caminho.

Beijos,

Marilene

Leandro Wirz disse...

Mirelle e Leo, a história é lamentável, surreal, nojenta e revoltante. Recebam um afetuoso abraço solidário.

Glenda Dimuro disse...

Mirelle! Fiz um post lá no meu blog novo para dar divulgação ao caso. Depois passa lá e já visita a minha nova casa (com algumas coisinhas ainda por fazer!) Beijos!

Glenda Dimuro disse...

Ui, não mandei o endereço: www.coisaparecida.com
Bjus

Vanessa Peres disse...

Olà, Mirelle.

Lendo o seu texto me passou tanta coisa pela cabeça q nem sei por onde começar.
Morei na França por 6 meses e retorno agora em setembro. E uma das coisas que mais me admirou nesse pais foi o respeito que nos, mulheres, temos nas ruas. Não ouvi nada, nenhuma grosseria ou comentarios maldosos so pq sou mulher, coisa que aqui no Brasil bom, é natural. Mas na verdade sim, eu ouvi uma vez uma grosseria de um homem e adivinha? Ele era arabe. Obvio que conclui isso pela aparência, pq eu estava num bairro arabe etc...
Acho que a situação se inverteu perfeitamente pq, como eles sofrem muito preconceito na França (até mesmo por comportamentos desse tipo), então ele foi vitimizado. Até pq eles teriam mais historico com a França q nos, que nao temos 'nada a ver' com o pais, não é isso? Me pergunto se um francês branquinho do olho azul teria tido o mesmo recurso de "racismo" pra poder transformar vc em culpada.
A França sofre com violência contra as mulheres e não é pouco. Mas minha intuição diz que os muçulmanos tem MUITO a ver com isso. E se eles não acordarem logo, o cara vai te quebrar a costela e vc ainda vai ter que indeniza-lo. Enfim, triste de todo jeito isso. Vou acompanhar o seu blog e acho que podemos trocar ideia sobre o pais que esta nos acolhendo. Estou aberta a esclarecimentos, pq acho que meu texto pode nao ter ficado claro...
Abraços

Estudante disse...

Fico chocada como um tipo de atitude assim em pleno século XXI.Temos que nos unir e denunciar essa babarie.
Parabéns pelo blog..sempre que posso estou por aqui e pela primeira vez resolvi comentar. Te desejo tudo de bom!!
Um beijo grande!!!

ALVES DE MORAES, Gustavo disse...

O policial era com certeza "primo" do cara, as perguntas nao foram de uma confrontaçao, e sim de uma acusaçao. Ele virou o jogo pra te colocar como culpada. E se o cara ja estava la, significa que algo foi combinado antes. Isso pode dar merda pra ele sim, em frente à um juiz, devido ao tipo de pergunta q ele fez, mas tem que entrar com um advogado, nao sei se vc se empolga. O problema é q francês é muito macho e grosso até dar de cara com um bezerro, quando eles viram moça. Se vc ameaçar e quase bater nele, ai sim é capaz dele afrouxar, mas se chorar e se tornar a vitima eles se fazem o q querem, isso eu aprendi aqui!!!

K∂riиє* Smith. disse...

Nossa Miii, que chato, nem sei o que dizer, tirando o fato de que te admiro demais por não ter deixado pra lá, o final da história não dependia de você e sim da competência do policial que provou não ter nenhuma, você fez a sua parte e se existissem mais mulheres assim a violência contra nós não teria chegado ao ponto em que está hoje em dia.
Bola pra frente, pode ser que sua atitude contra esse canalha o stop de fazer o mesmo com outra pessoa.

beijos e se cuida

carlos henrique disse...

triste, bem triste isso ai....

conversando aqui com a francesa que mora conosco, ela disse que vc poderia ir a essa "delagacia" de proteçao a mulher com um advogado. Que esse cabra (o cascao) ai ja nao é mais o problema, e sim a conivencia da policia... e invertendo isso, o cascao vai se ferrar de tabela (o que nao deveria ser de tabela).

Vale lembrar, que por mais que ele seja arabe, ele é frances (cidadao frances). E você é estrangeira... nao tire isso da cabeça, e faça como o Gustavo disse, nao se mostre vitima, por que eles montam mesmo, você estando certa ou errada...

boa sorte com o caso ai, vai dar tudo certo

bjos

CH

Bruna Lago disse...

olá Mirele, moro em Lyon e acompanho seu blog há algum tempo, estou chocada com esse post, tbm achei que aqui era um lugar tranquilo pra se viver, mas pelo jeito é sempre bom ficar alerta.

Caracal disse...

Mireille, capeta da minha vida !

Você sabe como eu sou então não adianta nada ficar esperando que eu te faça chorar ainda mais. Precisando, disponha !

Segue o post que acabei de publicar na comu :


COMUNICADO !

É com profundo pesar e grande emoção que faço parte à comunidade da agressão física, em Lyon, da nossa ex-membro e amiga Mireille.

Mesmo sabendo que isso acontece até no interior do Vaticano não permitiria que a indignação emporte sobre minha razão, mas condeno de maneira firme e definitiva esse ato "pequeno", fruto de uma mentalidade ainda menor que o ato e transmito à Mirelle todo o meu carinho, minha simpatia e meus votos que sua empreitada judiciária que se anuncia lhe seja favorável e restabeleça seus direitos.

Para um recito dessa agressão covarde, queiram se dirigir a esse endereço eletrônico : http://www.13anosdepois.blogspot.com/

_____
SRJr®

Anônimo disse...

mirelle, nao se engane em achar que uma delegacia de mulher da um apoio maior/melhor à vitima. a situacao eh bem pior do que a gente pensa:

http://viva.mulher.blog.uol.com.br/arch2010-07-16_2010-07-31.html#2010_07-21_12_29_23-132652156-0

infelizmente, ainda ha muito a ser feito.

luciana

Rose Araujo disse...

Impressionante! Triste tudo isso!
Que vc possa superar isso da melhor maneira.

bjos

Amanda dos Santos disse...

Mirelle, nós leitores estamos todos juntos desejando que tudo dê certo com você e com o Leo, viu?
Eu particularmente estarei sempre te ajudando no que for preciso..
Abraços Afetuosos!!!

Myria Cabanach disse...

Putz Mirelle, fiquei chocada com o que aconteceu contigo.
Espero que toda essa historia se resolva o mais rapido possivel.

As vezes tenho medo do rumo que a França vem tomando nesses ultimos anos. Muito triste tudo isso.

Um grande abraço pra você querida.

Vini Carvalho disse...

Difícil acreditar que isso realmente aconteceu. Ainda mais aí.
Espero que isso não te cause nenhum trauma em relação à andar de bicicleta nas ruas de Lyon. :)
Bom saber que o "Primeiro Mundo" tem muita merda ainda.

Luma Perrete disse...

Não conhecia seu blog e fico triste que tenha conhecido por causa desse post. Tomara que tudo se resolva.

Mirlene disse...

Filha,

Estou chocada e preocupada com você. Não deixe que este incidente lamentável altere seus planos. Te amo muito. Beijos.

Rackel disse...

Nossa, eu não conhecia o blog e to chocada com essa história. Espero que tudo se resolva da melhor forma possivel para vc, Mirelle.

Bjs

Mr. Lemos disse...

Filhodaputa desgraçado! Mais do que te encontrar, eu gostaria de encontrar esse maldito na rua quando visitar Lyon. Vou me certificar de que ele fique, pelo menos, um mês sem poder trabalhar.....

Mr. Lemos disse...

Aliás, desculpa. Não é assim que se resolve esse tipo de coisa. Conta comigo se precisar de qualquer ajuda, irmãzinha. Vou tentar pensar por aqui em algo que a gente possa fazer...

Mr. Lemos disse...

Ok, mas tb não posso mentir. Tô até babando de vontade de ensinar pro sujeito como é que se trata homem que agride mulher....

Patrícia Yamamoto disse...

Nossa que horror!!! Que bom que não foi pior.
Estou torcendo agora para que as coisas se resolvam da melhor maneira possível. Boa sorte!!!
bjs.

Brenda Tavares disse...

Aqui na Italia também acontece isso. Outro dia em Capri uma turista Inglesa foi estuprada.
Eu também já fui perseguida dentro de uma loja, por um senhor, e graças a Deus, apareceu um amigo e consegui correr entrar no carro e sumir.
Também em uma loja da cidade, uma mulher entrou no provador para experimentar uma roupa e não foi mais encontrada.
Divulgarei o seu post! Atitudes assim são sempre bem vindas!

Rodrigo A disse...

Mirelle, eu e minha esposa ficamos chocados com toda a situação! É um absurdo! E fiquei com mais raiva ainda de ficar sabendo que o agressor é árabe. Eles mudam de país e levam os preconceitos junto.

Uma sugestão: coloque um tijolo dentro da sua bolsa... :-)

Sandra Santos disse...

Querida,c certeza vc vai conseguir se recuperar desse trauma, siga em frente, nunca desista, nós mulheres nunca podemos nos rebaixar p a violência...seja qual for....aqui no nossoaBrasil, estão matando as mulheres as pencas...uma tristeza, falta de coragem p denunciar..Q Deus continue te protegendo.

Ludmila ஜ Hadiyah ஜ Feythane disse...

Mirele, é a primeira vez que entro em seu blog, e sinto muito que sua agressão seja o motivo, mas digo-lhe que a divulgação em massa está fazendo efeito. Pessoas sensíveis ao q vc sofreu estão fazendo essa história circular de forma que pelo menos em apoio possamos te ajudar. Sou advogada e posso dizer que, mesmo não conhecendo o processo da França, em qualquer parte do mundo, ele é feito para proteger não o mais fraco, mas aquele que se prepara e conhece melhor as leis. Esse policial se aproveitou do fato de você não ser profunda conhecedora do idioma e do sistema deles pra inverter os papéis em favor do agressor. A justificativa talvez seja por ele ser árabe e o preconceito que esse povo sofre, mas isso não justifica nada e em minha opinião, não é suficiente. Acredito que algo mais o tenha motivado e por isso, ainda que seja apenas para dar vazão a sua indignação, continue buscando pela Justiça. Vá à tal delegacia, peça orientação ou procure algum serviço de defensoria pública que, acredito, exista por aí. Não permita que isso te abale mais, se fortaleça com essa provação que está passando, e reverta a situação. O agressor não pode ficar impune, ou continuará fazendo o que fez com outras mulheres, fora que deve ser acostumado a agredir a própria mulher também, né?

Força pra vc, nesse momento e nos próximos, pois vc será compelida a desistir várias vezes, mas não o faça, por você e por toda mulher já agredida no mundo - e pelas que podemos evitar que o sejam, né?

Leonardo Blanco dos Santos disse...

Lamentável, Mirelle,
Como toda a violência, triste, revoltante...
Queria poder fazer algo para te ajudar e para fazer você esquecer esse episódio.
Queria poder voltar no tempo e fazer com que isso não tivesse acontecido.
Desculpe, não posso, mas sou solidário a sua dor. Toda violência é horrível.
Fica bem!
Bjs,

Leonardo Blanco dos Santos disse...

Ah, só mais uma coisa, eu dividi 75 mil por 365 dias e não dá 68, não. Dá uns 205. Eu ia colocar a quantidade no meu blog, mas aí, na dúvida, não falei em números. Bjs,

Flávia disse...

Me solidarizo com você, Mirelle. Não desista de protestar contra algo tão absurdo, seja qual for a parte do planeta! Força!

Lígia disse...

Revoltante!!!!!!! Mas não pare por aí!!! grite! vá aos jornais! a Embaixada! ao Papa... Pelo amor de Deus faça alguma coisa!!!!!!

Mariana Santana disse...

Mirele, sinto c o que aconteceu. Tenta procurar alguma organização francesa (feminista). Abraços

Dani Neri disse...

Puxa, Mi, q situação terrível...infelizmente às vezes não somos respeitadas nem no Brasil, qto + num outro país... Muita força pra vc e fique com Deus! Um gde beijo

Juliana Yonezawa disse...

To revoltadissima... com muita raiva!!

Quero falar com vc por telefone, vou fuçar na net e te ajudar a procurar uns lugares aí na França que possam te ajudar!!

Blog da Pandinha disse...

Mi, uma das piores sensações que temos é a sensação da impunidade. O Brasil não é o único lugar onde tudo termina em pizza e mesmo com o apoio hoje das delegacias da mulher e da Lei Maria da Penha, ainda há muita coisa a ser feita. Li este post ontem, carregado de dor, emoção, tristeza e impotência. O que posso fazer, de imediato, é divulgar em meu blog. E me dispor a qualquer outra coisa que vc precise. Fica bem. Beijo grande

Carol disse...

Mireille,

Li o coment. do seu marido no orkut e vim ler seu post. Assim como mtos ja escreveram, tb acho que devemos divulgar o que vc passou e é isso que vou fazer. Estou indo pra Lyon e não pude deixar de me solidarizar com o que aconteceu a vc e seu marido. Resolvi te escrever pq considero que esses recados nos estimulam e encorajam e espero que realmente possam produzir esses resultados.

Um abraço!

JULIANA disse...

Ola Mirelle, tbm li no okt e vim ver seu post, quase chorei qdo li como vc foi tratada na delegacia. Eu moro em Bordeaux e passee pelo mesmo constrangimento. Uma vez fui parada na rua, estava sem meu passaporte e me levaram pra delegacia. Fazia pouco tempo q eu estava aki, nao falava mto bem frances, estava assustada e com medo, fui pra delegacia com 5 policiais dentro de um carro, chegando la um policial super mal educado grosso começou a me perguntar um monte de coisas, meio gritando comigo, eu chorava mto e ele tbm me perguntou pq eu chorava à toa!!! Parabéns pela sua coragem eu posso imaginar como foi dificil e constrangedor.
Um abraço

. disse...

Poxa, que absurdo Mirelle. Eu nunca comentei aqui e acompanho o seu blog a meses, mas não tenho outra atitude a não ser divulgar isso em meu twitter. Poxa, só posso te desejar paz nesse momento difícil.

Nadja Pereira

Rapha Aretakis disse...

Me solidarizo aqui com quase tudo o que foi dito. Espero que você fique bem e não passe mais por essas coisas. Continuo acompanhando por aqui para ver como essa história acabará! Força, Mirelle!
Beijo carinhoso,

http://raphanomundo.blogspot.com

Ana Flávia disse...

Mi, estou aqui pra te desejar força. A impunidade só acontece aos olhos do homem, não de Deus. Pense sempre nisso e vamos lutar pelos nossos direitos, sempre.
Beijo carinhoso!

Alessandra Mosquera disse...

Oi Mirelle, fiquei besta com o que te aconteceu. Eu tomei a liberdade de linkar o seu post no meu blog e escrevi também sobre como é a violência machista na Espanha, tomando o seu caso como gancho. Acho que devemos sempre divulgar histórias assim para que estejamos informados sobre o que pode nos acontecer vivendo em outro país. Estou realmente espantada com a reaçao do policial francês, nunca pensei que tratariam uma mulher agredida assim. Acredito que aqui isso nao aconteça, parece que o povo espanhol é muito sensível a essa questao e está disposto a ajudar a mulher vítima de maus tratos, apesar que nao sei, nunca vivi isso, vai saber como é mesmo... de qualquer forma, postei. Um abraço pra vc e espero que isso se resolva da melhor forma possível.
Alessandra Mosquera
Madrid - Espanha
http://enalgunlugardeljarama.wordpress.com

Daniele disse...

Nossa q absurdo... sem palavras para tamanha grosseria do policial sem contar com o agressor em sim.. lamentavel.
Porem, nao deixa isso "dar em nada" como esse policial e agressor querem... Procura sim o seu direito, pois a campanha esta ai para ajudar a mulher e vc foi agredita e esse agressor tem q pagar pelo q fez.

R. Muller disse...

Mirelle, passei por algo parecido aos 15 anos, não falava francês e fui agredido por um francês em Saint Germain en Laye, sei o que é ficar numa delegacia, com policiais duvidando da sua palavra e ainda sem entender nada do que estavam dizendo, tive que esperar meus pais por duas horas até que eles chegassem na delegacia, e por eu não falar francês não pude registrar uma ocorrência. Lamentavel o que aconteceu com você, realmente prova que a "Igualdade, Liberdade e Fraternidade" não passa de demagogia para alguns.

Mirlene disse...

Pessoal,

Agradeço o apoio de cada um e as palavras de estímulo para minha filha e meu genro. Como é bom saber que as pessoas podem contar umas com as outras.
Muito obrigada
Mãe da Mirelle.

Karol Nascimento disse...

Chocante como num país como a França ocorram esses absurdos!! Estou pasma com essa história. Espero que vc esteja bem. BJ

Anônimo disse...

Mirelle aproveite este episodio triste e busque mais ainda Deus e Jesus.

Anônimo disse...

Leia o Salmo 91 e o 23.

Neide disse...

Parece inacreditavel que isso tenha acontecido aqui na França! o pior de tudo foi a atitude desse desgraçado do policial! sinto muito Mirelle, va em frente lute pelos seus direitos! Boa sorte!! beijos

Papa Tabone disse...

Isso tudo é muito ruim, uma pena mesmo.

E pensar que um país tão metido a ser exemplo para os outros deixa que isso aconteça impunemente em seu território.

Até acho que o policial preferiu descarregar em você, porque se ele fosse contra o homem "de origem árabe", o acusado de racismo teria sido ele, o policial.

Para completar, sempre achei a França uma paisinho de MERDA, metido a besta... Um Brasil menorzinho, que se acha o tal porque faz biquinho na hora de falar. Então, isso tudo até não me surpreende.

Um país tão disfuncional e surrealista... e foi representado exatamente como é pela sua seleção nacional na Copa da África do Sul.

Mas, força Mirelle, denuncie toda essa porcaria. Se mais fizerem isso como você, o problema começa a diminuir.

Kladina disse...

Oi Mirela!
Me chamo Chris, acabo de chegar na França pra estudar e escrevo pra te dar todo o meu apoio. Não desista da sua luta, a vítima é vc, lute ate onde for suas forças, pq é exemplo para outros que possar ter o mesmo acontecimento.
Não digo isso so pq vc esta na França. Isso acontece todos os dias no Brasil, e ja vi muita coisa ficar impune e muitas serem punidas, nas idependente do resultado, lutar sempre vale à pena.
Boa sorte e conte comigo!
Bjo

Chris

Glau Nott disse...

Nossa mirelle que horrivel essa historia, vc me parece que ainda conseguiu se controlar, eu acho que nem conseguiria falar. Me parece que a violencia contra mulher ainda eh alta, devemos sim aumentar essa concientizacao.
Estimo melhoras!

Anônimo disse...

DEUS o q é isso???????????


Estou realmente triste, que malditos vc passou por bandida.
Fike bem.

Ps amo seu blog encontrei atravé do da Karine.


Sônia

Denise disse...

Olá Mirelle!

Cheguei ao seu blog e à sua triste história pela comunidade "casadas com francês" do orkut. Uma colega publicou e aproveito pra me solidarizar contigo. Acabo de chegar à França (4 meses) e posso dizer que este é um país como qualquer outro, com todos os seus problemas e contradições. E nós somos ESTRANGEIRAS nesse contexto. Portanto, fica a importância, cada vez maior, de estarmos constantemente correndo atrás de nossos direitos, das leis, das entrelinhas.
Vou ajudar a divulgar tua história com o objetivo de buscarmos unir forças pra esse tipo de coisa horrenda diminuir. Um super beijo e força!

Tudo de um Pouco e Muito Mais disse...

Olá Mirelle,
Bom, é até difícil comentar alguma coisa diante de uma situação dessas....
Só posso dizer que seu post não teve nada de chato! Pelo contrário! Apesar da má notícia, é super bacana ver que pessoas como você usam um acontecimento ruim como motivo para "abrir a boca" e lembrar ao mundo desses absurdos que acontecem!
Me senti frustrada por vocêm diante de policiais tão insensíveis e que acabam atuando de forma permissiva para abusos como o que ocorreu com você!
Bom...não nos conhecemos pessoalmente e tb não estou perto para oferecer um ombro amigo, mas saiba que minhas orações hoje estarão com você!
Um grande abraço da terrinha calorosa, tão "pichada" mundo à fora, mas que ainda te valores esquecidos no mundo de hoje.
Bjs
Ana Brêtas

Cath disse...

Nossa, meu coração bateu forte eu me senti por um minuto no seu lugar, que horror, que raiva, ódio de ver o vc passou e saber que é bem por aí, que a justiça é uma porcaria na europa. Uma vez eu e meu marido sentamos na beira de um rio em um parque e um segurança do parque apareceu gritando, berrando com a gente, me xingou de tudo qto eh nome, tudo pq tinha um cartaz do outro lado, falando para não ir para o lago que era área de pesca de quem paga, só que o cartaz estava bem longe e nós não vimos. Eu fui até a administração do parque e falei um monte. A mulher me colocou na frente do cara que começou a me xingar de novo, meu marido avançou nele e olha foi o pior dia da minha vida. Não rolou polícia porque eu não quis e sabia que iria ficar por isso mesmo.Olha qdo eu trabalhei como interprete eu vi o modo q eles coagiam e tratavam brasileiros sem direitos, sem nada. Eu acho impressionante como esse povo abusa e sabe que advogado só quem tem muita grana consegue um e olha lá. Que Deus te abençõe e que nunca mais vc passe por isso e que dias mais felizes acontecam na sua vida para que vc possa deixar esse para sempre para trás!

Franz disse...

Boa noite Mirelle! Fiquei indignado com esse relato. Por gentileza, gostaria de falar mais sobre esse assunto. Meu nome é Franz Vacek, sou jornalista, correspondente da REDE TV!, na Europa. Moro em Paris. Quais sao os seus contatos? Meu email é vacekfranz@gmail.com

Grato.

Gabriela disse...

Nossa, um absurdo total essa história! Espero que você realmente consiga chamar a atenção das pessoas com essa agressão absurda que você sofreu!
Tomara que isso não mude seus planos por aí!

téia disse...

Oi Mirelle
Tô sempre por aqui através da
Conexion Paris e agradeço por compartlhar conosco este absurdo
mas espero que nossos coments
te levantem um pouco e te dê força
prá enfrentar os próximos episódios.
Uma agressão dessas é inadmissível
em qualquer parte do mundo dito
civilizado, democrático e justo.
Adoro a França , não vamos dar todos por um , mas nada de deixar barato.
Um beijão

Anônimo disse...

O que as pessoas precisam entender é que elas saem do Brasil com uma idéia de PRIMEIRO MUNDO e quando chegam nesse "Primeiro Mundo", o que encontram é imigrantes de tudo quanto é parte do mundo, com seus costumes arcaicos e alguns poucos nativos acuados por essa onda politicamente correta fechando os olhos pra tais absurdos pra não ofender essa ou aquela cultura.
Na França é muito antiga as acusações de árabes bolinando mulheres em transporte público, agredindo ou estuprando.
O problema é que agora existe "mais tolerancia" em nome do politicamente correto.
Isso não acontece apenas na França, mas qualquer país que teve um grande fluxo migratório nas últimas décadas e teve sua cultura e costumes locais profundamente abalados ou modificados por esses novos habitantes.

Daniel Barsi disse...

que legal o seu blog! pena q eu o descobri através desse episódio tão triste que aconteceu com você (uma amiga da minha noiva comentou com ela, que comentou comigo). estou passando 1 ano em barcelona (mar/10 a mar/11) e também tenho um blog para contar as experiências no velho mundo. tb estou viajando por aqui e, inclusive, já vi q vc visitou alguns lugares q brevemente vou visitar. já vi q vou me divertir com seus relatos. boa sorte e tudo de bom.

Fernanda disse...

Oi Mirelle que triste isso que acontenceu com vc! Mas aqui é assim, quando se trata de estrangeiro nos nao temos muita força nao.
Liberté, Égalité, Fraternité tudo isso é utopia!

Denise disse...

Olá.. sempre leio seu blog mas nunca comentei... mas não dá pra ficar calada com uma barbaridade dessas.. espero que você consiga justiça e está certíssima quando relata isso pra todo mundo... as vezes um texto como esse pode salvar a vida de alguém.. boa sorte!
Denise (Curitiba-PR)

estilosconectados disse...

Menina, que absurdo tudo isso! Que situação e que falta de respeito! Estou pasma! E no fim das contas como ficou a situação?

Letícia disse...

Boa tarde Mirelle. Muito triste o seu depoimento quanto mulher agredida no exterior. Vou para Alès na próxima semana estudar um ano na Ecole des Mines...bom saber como é a lei aí e como a coisa funciona.Imagine se no Brasil uma mulher sendo agredida em plena rua este homem não teria apanhado?!Eu até hoje não vi nada aqui q n me prove isso. Mas a questão pra mim foi a seguinte: por que você não reagiria? quem garante q o murro q ele vinha te dar não seria suficiente para um final pior? Realmente um absurdo o que se passa aí. Mas digo a você que continue na batalha de tentar ainda perante ao juiz alguma coisa....e que como jornalista traga uma reportagem para as telinhas de cá....mostrando o le beau monde daí.
abraços
Letícia

Guilherme Caetano disse...

Tia do ceu, meu deus...
Como pode ter pessoas assim neh!..
Eu so fui ler agora, pq o meu PC estava para arrumar, e entao so vi agora!!
tomara q tudo de certo ai..
Te amo muitoo!!
Se cuida..

Emiliana disse...

Mirelle,
Acompanho seu blog sempre e adoro, pois me identifico MUITO com vc e com seu sentimento de morar fora do país(estou em Paris com meu marido e filhinho e minha família é de Uberlândia). Estou angustiada, chocada e revoltada com o que aconteceu com você e minha vontade é de estar aí pra te oferecer qualquer ajuda que você precisasse mesmo não te conhecendo pessoalmente...Mas o que posso fazer no momento é divulgar essa história horrível para o máximo de pessoas possível! Um grande abraço a você e seu marido e toda a força a vcs para não deixarem essa situação inimaginável ficar impune!!!

Ju (Dubai Verde e Amarelo) disse...

Nossa, Mirelle...estou chocada! Meus olhos ficaram cheios de lágrimas só de ler.

Sinto muito... nós que moramos no exterior nos sentimos muito desprotegidos. Ainda pior quando uma fatalidade dessas acontece. Não se sinta mal por ter chorado copiosamente, eu faria igual (acho que choraria mais na verdade).

Aqui em Dubai uns 2 caras já tentaram me seguir mas não deu em nada, graças a Deus.

Meu blog é sobre Dubai, mas mesmo assim vou divulgar sua história lá! Não perca as esperanças e, como sua mãe disse, não desista de seus sonhos e objetivos por causa de um lunático! Bola para frente!

Beijos, Ju.

Anita disse...

Mirelle, minha solidariedade nesse momento de pesadelo. Muitas mulheres e muitos homossexuais holandeses passam por problemas com a comunidade marroquina atualmente. (Nao e' a toa que o partido xenofobo do Geert Wilders for o maior vencedor das eleicoes passadas.) Coisas ruins praticadas por pessoas maldosas acontecem a pessoas boas em todas as partes do mundo, provando o quao retardado um ser humano pode ser. Denuncie e continue a botar a boca no trombone !!

Miriam disse...

Nossa, Mirelle, que horror! Sinto mto pelo que vc passou, é inacreditàvel que vc, vìtima, ainda vai ter que pagar uma multa no final da història!!! Isso sem falar que a atitude do policial encoraja ainda mais esse tipo de reação, onde td se resolve na base da violência. Lamentàvel mesmo...

egitoebrasil.com disse...

acho um absurdo isso que vc viveu e acredito que leis devam ser cumpridas, seja aqui no Brasil ou na França.... agora absurdo mesmo é ver certos comentários reiterando o mesmo tipo de preconceito que vc sofreu, falando dos árabes e muçulmanos. Quando os brasileiros vão deixar de ser racistas, entender que gente mal caráter não depende da raça ou religião, mas sim de outros fatores? Quando vamos parar de generalizar casos assim, talvez até seria mais fácil num mundo livre de preconceitos justamente vc poder colocar esse desgraçado que te agrediu na cadeia muito mais rápido, mas estamos presos a este ciclo.
Espero que vc consiga resolver isso e conseguir justiça, depois nos conte se conseguiu punir esse cidadão.

Lucy Leite disse...

Mirelle,

Sinto muito pelo que aconteceu com você. Gostaria de repostar essa nota no meu blog, já que agora estou falando da FRança. É bom saber que há esse lado também.
Na Espanha a violência contra a mulher é super comum e muitas mulheres morrem por isso. No Brasil também é comum, embora não em meios próximos aos nossos, ou talvez as mulheres ainda não falem disso. Na verdade, e infelizmente, as mulheres ainda são vítimas de violência no mundo todo. Isso é um horror e é necessário divulgar e denunciar.

Por favor, me dê um toque pelo email do Brasil com Z avisando se me permite ou não repostar seu texto.

Força aí! Beijo,

Lucy Leite disse...

Mirelle,
Publiquei uma nota. Tá aqui: http://www.flanancias.com/violencia-contra-a-mulher-ainda
Muita força!
Beijo

Anônimo disse...

Fico chocada ao saber que a mulher é tratada dessa forma, em qualquer lugar, mas na França?
Justo onde o feminismo nasceu?
dificil de engolir mesmo!

Desejo-lhe boa sorte!

Tatiana disse...

Caramba...que loucura tudo isso Mirelle, so desmotiva ainda mais as mulheres agredidas, a depor e procurarem ajuda.
Com certeza ajudarei a divulgar e te desejo força nesse momento tao delicado.
Com certeza o apoio dos amigos e companheiro te ajudarao muito!
Bjs,
Tati.

Isabela disse...

Mirelle,
Que coisa horrorosa...nem sei o que dizer.
É absurdo demais...

Fiz um post no meu blog.

beijão

Anônimo disse...

Olha isso pode acontecer em qualquer lugar do mundo, mesmo sendo fortes qdo nos deparamos com uma situaçao assim muitas vezes nos bloqueamos.
Qdo cheguei na Italia aconteceu tambem comigo, mas nao foi agressao fisica.
Eu estava saindo do metro, pelas escadas rolantes que davam para a rua, caminhei uns 300 mt em direçao à minha casa que nao era muito longe, na mesma calçada vinha um homem tambem de origem arabe, bem mais alto do que eu, pois bem qdo ele chegou perto de mim ele me cuspiu no rosto, eu que caminhava despenserada nem me dei por mim, e nem soube de defender, como ele era maior do que eu, eu simplesmente continuei a estrada, pois tive medo de gritar e ele me agredir, e pior ninguem vir ao meu socorro.
Eu confesso que aqui virei racista sim, algumas culturas estao acostumados a tratar mal as suas mulheres, este aqui com certeza se ofendeu com o meu modo de vestir (jeans de camiseta decotada), como sou mulata deve ter me confundido com uma arabe...
Enfim nao è pq estamos no primeiro mundo que devemos nos descuidar, qto mais aqui que estamos misturados com tantas culturas diversas.
Leve avante a tua denuncia, que isso sirva de exemplo para outras mulheres ficarem alertas.

Caroline disse...

Cara Mirelle,

Cheguei aqui pelo blog da Lola e fiquei chocada com a historia, até chorei, não vc não é chorna, vc foi agredida, você é vitima.
Moro em Paris ha três anos e nesse tempo nunca fui agredida fisicamente (mais verbalmente é outra historia).
Se você precisar de ajuda para escrever cartas e pedidos em francês eu posso te ajudar. Não se sinta inibida por não falar francês muito bem, você foi agredida e deve procurar sim a justiça por isso. Você pode mesmo procurar a HALDE!!! porque você é mulher e foi agredida duas vezes, uma pelo primeiro anima e mais uma vez pelo animal de farda. Embora as leis na França sejam bem leves com a violência contra mulher você deve procurar justiça pela forma que foi tratada na delegacia, procure seu médico e peça consulta com um psicologo, fale ao psi como você foi agredida, como isso esta dificultando sua vida, sua adaptação à França e como isso tem te deixado sequelas (dramatize mesmo), ele vai te dar dias de folga (mais de 8) e assim você pode "porter plainte" contra as duas agressões. Não deixe isso pra la! procure a Halde, eles te ajudaram www.halde.fr e estou aqui para te ajudar, deixo o meu e-mail e se vc precisar passa o meu telefone e posso te explicar algumas coisas

Coragem!!!! Força!!!

egitoebrasil.com disse...

queria saber como esse anônimo aí sabe q o tal sujeito era árabe, pois 50% dos brasileiros tb tem cara de árabe... e se vc acha q cuspir numa mulher é hábito comum em país muçulmano, te convido a visitar um pq isso é absurdo seja lá ou em qualquer lugar!! E ainda se autodeclarar racista, pelo amor de DEus, cadê o século 21 na sua cabeça? então se disserem que todas as brasileiras são vadias é verdade, já que o senso comum é o que vale? Infelizmente é a imagem que fazem da gente no exterior, mas nem por isso todos tem de pensar assim!!!

Que Deus te ilumine pra ser menos preconceituosa.

Profissão: Esposas disse...

Oi Mirelle,
Nossa, fiquei boba com a sua história! E torço para que consigam esclarecer tudo por aí... uma estranha coincidência... meu pai esteve na França em Abril e, em uma briga de trânsito (um francês o fechou ou vice-e-versa), e os dois pararam o carro... o francês veio em direção dele, e quando ele abriu o vidro para conversar, levou um soco no rosto. O cara foi embora e, depois de conversar com uns amigos de lá, decidiu não prestar queixa, pois teria q prolongar ainda mais a sua viagem até q tudo se resolvesse...
Acho q cada vez mais as pessoas estão estressadas com a vida q levam e acabam descontando em situações como estas duas... ou então elas realmente são agressivas e sem limites...
Se cuida!!!!

Profissão: Esposas disse...

Mi, esquecí de dizer... publiquei sua história no meu blog!!!
http://profissaoesposas.blogspot.com/

Giovanna disse...

A impotência, o absurdo, a inversão da situação nos deixam atônitas. Que momento passaste! Um grande e caloroso abraço para ti Mirelle.

Jenner Mattar disse...

Olá!
Gostaria de dizer que fiquei indignado com a história.
Vou pra Paris em setembro (a passeio), não falo nada de francês, e fico até com medo de acontecer algo. Puts... que ódio deste cara e da polícia.
Mas fique tranquila, COM CERTEZA, você está cercada de pessoas bacanas que gostam de você. Parabéns ao seu namorado que te deu muita força! Pelo que ele escreveu ele parece ser uma pessoa muito gente boa!
Fique com Deus!
Abraços,
Jenner

Gabriela F. Basotti disse...

Estou indignada!
O homem é arábe,mas será que ele não percebeu que a França é um país ocidental,e que bater em mulher é ''crime'' ?? Fiquei horrorisada ainda mais com a (des)atitude desse policialsinho de merda! Ele deve ter combinado com o agressor,e claro ao saber que era brasileira deve ter pensado ''olha ela,querendo dar o golpe'',e ainda mais aproveitando que vc não fala muito bem francês!
Dois fdp isso sim!

Mirelle,por favor, 'grite' para nós mulheres (brasileiras),o direito de igualdade e uma vida sem agressões!
Nós leitores(a) doamos solidariedade e indignação.
Bjs,se cuida (:

Marine Crist disse...

Ô linda, a lei Maria da Penha não funciona tão bem aqui no brasil não...
Cerca de um ano e meio atrás eu levei uma baita duma surra do meu ex-marido e a polícia nada fez...
O bom é que quando o idiota veio se atrever a besta comigo de novo e eu revidei com igual violência, nada aconteceu comigo, pois já tinha feito um boletim de ocorrência contra ele, com direito a exame de corpo-delito e tudo, e eu estava toda estrupiada, se é que me entende.
Hoje estou separada e penso um milhão de vezes antes de namorar alguém.

Laura disse...

Oi Mirelle, cheguei aqui pelo blog da Lola. Comentei hoje o acontecido com meu marido e ele de cara respondeu: ela tem que voltar ao médico de familia, reclamar das dores fisicas. Pedir um novo atestado para não trabalhar, pois além de sentir dores não consegue dormir, tem pesadelos o tempo todo e esta abalada psicologicamente. Dependendo de como você estiver procurar ajuda de um psicologo e de advogado, registrar queixa pela discriminação que sofreu duas vezes (por ser mulher e por ser estrangeira). Pela parte do homem que te agrediu e pelo policial que mesmo você tendo recusado te fez entrar na sala com seu agressor.
Abraços

Anônimo disse...

Olá Mirelle como vai?
Olha relatei seu caso para meu marido que é Francês e tem filhos que moram em Lyon, ele gostaria de saber qual o nome do policial que te atendeu, e qual a delegacia que você foi?
Ele está indignado com esta situação.
Disse que a França que ele conhece, a França de seus atenpassados não trata nem nunca tratou um ser humano dessa maneira.
Meu email vanialopess@hotmail.com
Mande-nos estas informações.
Vânia

Stela disse...

continuo achando absurdo voce ter dito que no seu pais não é assim que os homens tratam as mulheres - porque isso acontece sim, muito mais do que a gente imagina.

de qq forma: força. estou torcendo pra que essa situaçao não reverta completamente pro seu lado, apesar - ou por causa - da minha desilusao com as leis.

Mirelle Siqueira disse...

stela, se vc ler atentamente o texto vai ver que eu não disse que no meu pais homem não bate em mulher, eu disse que no meu pais isso não é permitido, coisas muito diferentes.

à todos os outros, obrigada pelo apoio, as providências estão sendo tomadas e eu estou tentando seguir com a vida.

Adriana Pessoa disse...

Mirelle,
estou chocada com isso tudo!
Estava ali arrumando o quarto do meu filho e me lembrei do seu blog. Te comheço do Conexão Paris e senti sua falta por lá. Resolvi entrar e estou muito triste e revoltada.
Que raiva!!!
Só receba meu carinho: um abraço apertado!
Adriana

Carolina Pombo disse...

Oi Mirelle, vi seu post no blog da Lola. Eu tenho pesquisado sobre a saúde da mulher (em especial mães) na França, para tentar o doutorado pleno aí. Há um tempo atrás encontrei uma publicação de uma associação de mulheres na Região do Rhône-Alpes. Ela se chama Collectif Paroles de Femmes Rhône-Alpes. Se você quiser te envio a publicação, que é bem interessante. Depois vou ler com calma seu blog, porque me interesso muito por Lyon. Se quiser, dá uma olhada no meu também: www.whatmommyneeds.net

Beijos

Ana P disse...

Oi Mirelle,

Moro em St Etienne, do lado de Lyon, e trabalho em St Priest. Uma participante do forum Casada com Francês no orkut colocou um link pro seu blog. Não sendo racista, mas apenas citando minhas experiências, todos os casos se passaram com homens de origem arabe. Um dia, no onibus, eles não contente em comer balas tranquilamente, resolveram jogar na minha cabeça. Outro dia, jantando com amigos num terrasse, um carinha passou encarando do nada eu e minha amiga, e na volta parou e perguntou ao namorado dela qual era o problema e queria brigar. Eh verdade que é mto bom poder aqui colocar um vestido, uma saia, um decote e sair na rua sem ser obrigada a escutar aquele monte de merda que a gente escuta nas ruas no Brasil. Mas as unicas vezes que escutei comentarios, foram de pessoas de origem arabe.
Bom, sobre o policial eu não sei mto o que dizer. Eu não sei se é machismo, ou xenofobia, ou ele era amigo do cara. Mas depois de quase 4 anos na França, eu acho que tu sofreu nas mãos de alguém que sabia que tinha poder sobre ti. Não faz mto tempo eu sofri a maior humilhação da minha vida. Onde? Numa entrevista de emprego pra EDF. Sinceramente, dah mta raiva ser tratada como uma merda por alguém que tu nunca viu na vida, e o pior, de graça. Nos ateliers de preparações pra entrevistas de emprego que eu passei, o que mais se fala é : como responder à questões embaraçantes. Eu não acreditei até viver a situação. Eh maldade pura. Não quer contratar, não contrata, nem chama pra entrevista. Na França certas pessoas acham que a unica maneira de testar as outras é sendo agressiva. O policial, pra ver se tu dizia a verdade, tentou te intimidar, te humilhar. Eu entendo tua revolta, tua dor, pq até hj eu não consigo aceitar que uma sociedade pratique o desrespeito e a violência gratuitamente.
Força, Mirelle! Que essa situação te faça crescer e ser uma pessoa maior.

Ana P disse...

Outra coisa: não deixa a historia morrer. Va atras de associações de proteção à mulher e conte a tua historia. Elas vão saber o que fazer, e se o caso continuar, tu não estara sozinha.
=)

Stephanie disse...

Ei Mirelle. Entrei hoje, meio que por acaso no seu blog e lendo seus posts tão interessantes sobre Paris me deparo com esse relato. Estou perplexa. Estou tão acostumada a ouvir coisas tipo "país de primeiro mundo" em referência à França que, juro, não passava pela minha cabeça que coisas assim ainda aconteciam. Olha, sinto muito. Realmente, estamos muito à frente nesse quesito e você fez muito bem ao citar isso, mesmo que não tenha sido ouvida. Espero, de verdade, que tudo se resolva e que o agressor seja punido. E reitero o comentário de outra leitora, não deixe essa história morrer. Pode ser que a sua dor não diminua, mas você pode ajudar outras mulheres e quem sabe evitar que outra sofra o que você sofreu. Sinceramente, espero que você esteja bem e que Deus te abençoe. Um beijão.

Rodolpho Arruda disse...

Revoltante esse relato. Principalmente a parte da delegacia. Parece que esse problema com as "autoridades" é algo global.

Sou faixa preta de aikido e conheço um pouco de defesa pessoal. Princípios básicos:

- Se você não tem vantagem sobre o agressor, fuja!

- Pedale sempre no mesmo sentido do fluxo dos carros. Se houver um incidente ou situação de risco, fuja pela contra-mão com segurança.

- Não agrida fisicamente quem você não conhece, principalmente na rua. A coisa pode sair do controle se o outro estiver bêbado, drogado e/ou armado.

- Peça socorro diretamente a alguém. Um segurança, taxista, outro ciclista ou alguém que possa intimidar moralmente o agressor. Isso também ajuda a atrair a turma do "deixa disso" que está por perto.

Beijos aos dois e força!

Cláudia disse...

Mirelle,
realmente chocante a sua estória. A Adriana Pessoa comentou no Conexão Paris.
A dor da agressão e da humilhação deixam marcas profundas.
Eu conheço casos da arbitrariedade da polícia francesa, mas o seu foi o pior de todos.Fiquei indignada.
Minha solidariedade.
Abraços.

Anônimo disse...

(pricila)oi querida e a primeira vez que entro nesse blog e queria dizer que to adorando!meu sonho e poder viajar para varios lugares inclusive a França,mas e muito triste saber que isso acontece lá agressão contra mulher e ainda a impunidade desse ''camarada''.Melhoras para vc querida e parabens pelo blog vou segui lo sempre!beijos felicidades

Paula disse...

Achei seu blog e já li todinho!!Fiquei revoltada com este post...vontade de ser como nos filmes de mocinhos e bandidos pra vc e seu marido saírem de alma lavada!!!

Gi disse...

Nossa Mirelle, estou horrorizada.
O pior foi ler que foi agredida sem ter feito nada e mais ter sido agredida psicologicamente pela polícia, que deveria ter te defendido.
Sinto mt flor, mas estou aqui orando por vcs.
Beijos,
:D

Anônimo disse...

Aqui nos Estados Unidos a Lei e severa. Mas, conheco varios casos de brasileiros que foram agredidas por seus maridos, namorados e colegas de quarto americanos e nada aconteceu com eles. Conheco varios casos de brasileiras que foram agredidas pelo marido americano, e depois a coitada ainda foi intimidada pelo marido a nao prestar queixa na policia contra ele, pois caso contrario o mesmo a entregaria a policia de imigracao, chamada aqui nos EUA - ICE.

kaety disse...

Olá Mirelle,
Acompanho sempre seu blog e amo...
Confesso que fiquei chocada com o seu depoimento, aqui no Brasil eu sou Assistente Social e lido com as diversas faces da violência diariamente... seu desabafo foi importantissimo uma vez que o mundo inteiro faz questão de deixar tão claro que países como a França, de 1° Mundo,são tudo de bom que logo concluimos que o respeito as mulheres vem junto com toda essa modernização... seria muito interessante se você pudesse tornar seu depoimento público através de artigo para que outras mulheres ai da França pudessem enxergar que não estão sozinhas e que isso acontece sim!!!
Um grande abraço carioca,
Keith

rafael disse...

se fosse eu tinha amassado a cara de nojo dele ele é um nojento imundo e cruel mais como sou mais q ele se ele viesse teria que lutar com alguém q luta mma e varias artes marciais embora fosse expulso do país ele iria se fuder na minha mão e o policial ridículo tbm!

Edu brazuca disse...

Procura um advogado! Da mole para o homem das cavernas nao e detona este policial que deve ser corrupto e levou um dinheiro na certa! Boa sorte!

Tania disse...

Só hoje vi esse seu post, que coisa mais horrível! vc chegou a pensar em ir no órgão que funciona como corregedoria da Police Nationale? eles chamam de IGPN, o prédio é o do Hotel de Police, se vc quiser levar a história adiante, me escreve, estou no final de um curso justamente na escola da polícia e volto daqui a uns dias a SP.

Anônimo disse...

Uma grande pena o que aconteceu com voce...mas nesses casos da polícia se mostrar pelo fato de voce ser estrangeira ñ duvide em ligar para a embaixada brasileira mais próxima.

Prisca disse...

Ola Mirelle,

Descobri seu blog ontem, e sei que chego bastante atrasada para comentar esse post, mas queria saber que desfecho essa historia teve, se houve algum recurso ou se o seu agressor ficou impune (o que eu acho mais provavel). Infelizmente também tive uma experiência nada agradavel aqui (moro perto de Paris), e embora tudo tenha terminado bem (uma tentativa de estupro que não aconteceu), também me senti tratada como culpada quando tive que ir à policia prestar queixa. A policia não mexe um dedo, acho que precisa haver tentativa de assassinato pra que eles levem a coisa a sério. Juro que aqui me senti menos segura do que no Brasil, onde morei durante 26 anos e nunca me aconteceu nada! Não estou dizendo que a policia no Brasil seja mais eficaz, longe disso, mas justamente, a gente quando não conhece as coisas por aqui acha que em pais de "primeiro mundo" (serah que isso ainda existe mesmo?) as coisas funcionam melhor, que a policia é competente e que tudo termina sempre bem. Infelizmente esse mundo no qual vivemos virou terra de ninguém, e a gente não tem nem o direito de se defender, pois "tudo o que fizer ou disser poderah e serah usado contra você". Que merda, né? Eu demorei muito tempo para superar o que me aconteceu, mas graças a Deus hoje estou bem. Espero que você também! :) Abraços, Prisca

Anônimo disse...

Nao se preocupe, o governo francês estah ai para te bancar! Quero dizer, para te apoiar. ;)

Para viver reclamando dos franceses, fingir que ama Lyon, publicar sua vida sexual no Twitter ultimamente, estar desempregada ha 4 anos e depender do marido... Começar o ano no acelerador e cheio de desafios para vc é significado de BABY.

Chupa as tetinhas do governo francês e aproveita os inumeros beneficios deste Pais maravilhoso! ;) Afinal, isso algumas expatriadas com os seus quesitos na França fazem maravilhosamente bem. Allez-y et felicitations!

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