sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A mãe dá a vida, o pai dá o sobrenome

Visto de estudante vencendo e la fomos o Léo e eu para a fila da prefeitura dar entrada no meu titre de séjour, o papel que garante que, eu poderia estar roubando, poderia estar matando, mas estou pedindo honestamente para ficar, dotô. O que ja vi de brasileiro fazendo drama por causa dessa fila não é brincadeira! Eh um tal de 'deu tudo errado' pra ca, 'fui maltratada' pra la, que fui esperando pelo pior. Madrugamos para garantir que seriamos um dos primeiros a ser atendidos, pois desde muito cedo a fila ja fica lotada de imigrantes procurando mais ou menos pela mesma coisa que eu.

O segredo é saber driblar a burocracia francesa. Como é que alguém tem coragem de aparecer por la sem ter em mãos TODOS os documentos que eles pedem antes? Acreditem, de cada dez pessoas (e dai sou eu chutando pelo que pude ver), pelo menos a metade sai de mãos abanando porque esqueceu de xerocar um documento ou de tirar uma foto. E o pior: sai xingando, como se tivesse razão. Esta vindo morar na França? Lição numero um: francês adora um pedaço de papel. Sério, eles têm tesão em papel, documento, carimbo e vão fazer de tudo para te afundar na burocracia desorganizada e ultrapassada deles.

A unica parte tensa da entrevista foi quando a moça tentou colocar o sobrenome imenso do Léo no meu documento. Se eu escolhi não adotar o sobrenome dele, é justamente porque faço questão de assinar Mirelle Matias Siqueira até o fim da vida, minha senhora. Escreveu ai? Mi-re-lle Ma-ti-as Si-quei-ra, assim mesmo, dois éles e ê no final. Quase bloqueamos todo o sistema da prefeitura porque a moça não sabia como proceder em um caso assim, tão fora do comum. Precisou da chefe interferir para descobrir como cadastrar no sistema uma senhora casada que faz questão de manter o seu sobrenome de jeune fille

Jeune fille, bem ao pé da letra, quer dizer 'mocinha'. Ha! Mocinha, eu? Pois é essa a nomenclatura dada aos sobrenomes das mulheres solteiras ou das que não adotam os sobrenomes dos maridos depois do casamento, o que ainda é muito raro por aqui. A imensa maioria nem pensa em ir contra a maré e abre mão do sobrenome do pai para assinar o do marido numa boa. Não seria mais sensato dizer nom de célibataire, ou seja, sobrenome de solteira? O 'sobrenome de mocinha' é so um dos exemplos claros da sociedade patriarcal que os franceses fazem questão de manter. Outro exemplo é o campo que, se der tudo certo, vai ficar em branco na minha carte de séjour, o épouse de (esposa de). Sim, porque aqui na França não basta que eu seja a Mirelle, eu preciso ser a Mirelle-esposa-de-alguém e isso tem que ficar bem evidente em todos os documentos oficiais. Se eu não fosse a esposa do Leonardo, eu seria a filha do fulano de tal - o pai, pois, desde o século XI os franceses recebem apenas o sobrenome do pai. "A mãe da a vida, o pai da o sobrenome", é um famoso ditado popular francês. So em 2002 foi aprovada uma lei que tenta remediar a desigualdade dos sexos nas regras de transmissão de nome, permitindo que a mãe também coloque o seu sobrenome nos filhos. 2002, minha gente, dia desses!

Embora isso ja seja permitido, esta longe de virar tradição. As familias (homens e mulheres) continuam optando por colocar apenas o sobrenome do pai nos filhos. Eh que aqui na França as pessoas costumam ter apenas um sobrenome ou, no maximo, um nome composto + um sobrenome. Toda vez que perguntam ao Léo o seu nome completo, a cena se repete: olhos arregalados ao escutar a quantidade de silabas que sai da boca dele. Letras que, nunca, jamais!, cabem nos espaços desenvolvidos para eles: franceses que carregam apenas o sobrenome do pai.

64 comentários:

Anônimo disse...

Pois olha só Mirelle, não sei se mudou, mas há decadas atrás, quando morei na França, recém casada, fui abrir uma conta em meu nome ( de casada, é bom frisar!!!!), e a funcionaria do banco, assim meio sem graça, me disse que só com autorização do marido.......eu quase cai prá trás e tive meu dia de gloria: gozar a cara de um francesa destas empertigadinhas, não tem preço. Perguntei a ela: " mas voces , francesas, aceitam???em pleno seculo 20???e a egalité, onde fica????" os rapazes em volta curtiram demais a cena....

Patty disse...

Eba! Sabia que vinha por aí um post bem legal! Mas falando sobre este, achei incrível como eles ainda são BEM atrasados em algumas coisas, não?! Sem contar a burocracia do tamanho da fila que vcs enfrentaram...Tá louco!

Espero que tenha dado tudo certo...Bjim!

Celia na Italia disse...

Adorei o texto e dá a exata noção dos hábitos e costumes locais.
Quanta coisa se aprende, mesmo que na marra, quando se mora fora não é mesmo?
Eu já desisiti de espernear e sigo, até com certo humor, as burocracias italianas.
Fazer o que se moramos na terra deles!!!!
Um ótimo dia Mirelle com "dois éles e ê no final" >)

Glenda Dimuro disse...

Oficina de estrangeiros, mesmo com outro nome, é igual em qualquer: fila, gente de tudo qto é tipo e canto e muita história para contar... não conheço ninguém que consegue ir para um lugar desses e sair de bom humor!!! Enfim, há anos desisti das filas e utilizo um sistema de apoio que existe na Universidad aqui em Sevilla, entregamos todos os documentos a uma secretaria e ela se encarrega do resto (grátis, óbvio). SALVAÇÃO! Até segunda ordem, claro... volta e meia a gente acaba tendo que voltar no inferno.
Menos mal que aqui na Espanha é super normal ter dois sobrenomes e mais ainda manter o de "solteira". Estranho é algu´´em trocar de nome. Sempre achei bizarríssimo alguém trocar de nome...PQP, É TEU NOME, PÔ! Nasceu com ele, tu és metade pai e metade mãe! Marido ainda que a gente sempre pense que vai ser para a vida toda, pode não ser, né?

Anônimo disse...

coucou mirelle,
bonne annéealors...
eu sou casada com francês,assino o nome do meu marido aqui na frança, pois o uso do nome marital nao é obrigatorio a mulher jamais perdera o nome de "jeune fille" ( estamos no pais das feministas), adotar o nome do esposo é opcional e no meu livret de famille esta meu nome de solteira...
quanto a minha documentaçao francesa: fui ao meu banco e simplesmente pedi para que novos taloes de cheque fossem emitidos para M et Mme... na sécu foi a mesma coisa...
ao registrar meu casorio no consulado brasileiro e revalida-lo no cartorio da minha cidade, mantive meu nome de solteira, so uso o nome do meu marido aqui... curiosamente, ja percebi que o nome marital tem facilitado a minha vida por aqui, nao que seja regra creio eu, mas no meu caso tem funcionado...
te agradeço imensamente pelas dicas de viagem, adorei marrakech e essaouira; boas lembranças e alguns pré-conceitos desfesitos...
abs
xim

K∂riиє* Smith. disse...

Mi, que coisa engraçada!
Primeiro o lance da imigração funciona no mesmo esquema, fila na madruga. Depois a história do sobrenome, que no meu caso acrescentei o do Eamon, mas não tirei o meu, acho que facilita a minha vida por aqui ter um sobrenome irlandês.
Mas, em se tratando dos meus filhos, meu bem, a Chloe TEM meu sobrenome , mesmo contra a normalidade, o rosinha só tem o do pai, eu misturei, não quis nem saber! haahhahaha
Eu pari, eu dou o nome que eu quiser! hahaha

beijooooo

Mr. Lemos disse...

A sociedade nesse canto do mundo é muito antiga... deve ser difícil amadurecer e aceitar certas mudanças. Mas acho que o lance do sobrenome único não tem a ver só com a idade do país. Basta lembrar os vastos nomes dos portugueses na época do Brasil imperial. Os franceses provavelmente ficariam loucos ao preencher a ficha do nosso Dom Pedro I. "Nome completo, por favor!" "Pois não, é PEDRO DE ALCÂNTARA FRANCISCO ANTÔNIO JOÃO CARLOS XAVIER DE PAULA MIGUEL RAFAEL JOAQUIM JOSÉ GONZAGA PASCOAL CIPRIANO SERAFIM DE BRAGANÇA E BOURBON". ;))

Hismênia Keller disse...

Adorei o texto..bem legal mesmo! E vc tá certinha tem que usar seu nome, foi registrada com ele e tem que ser assim pro resto da vida....
Rá! Eu já decidi não por nome de marido não! Já pensou?? Se meu nome é grande hoje, imagina botar mais um...rssss..
Mas que bom que já deu tudo certo aí...

Juliana Yonezawa disse...

Hummmmm aposto que na fila vc ficou pensando no nome e sobrenome dos seus filhos e dai sentiu a tal vontade de ficar gravida, ne?? hehehe

Natalia disse...

Aqui em Clermont a universidade também quebra um galho para os estudantes (como em Sevilla, aparamment) e eu, que não sou boba nem nada, juntei quase 20 folhas A4 de documentos no meu dossiê e deu tudo certinho, ainda bem. O negócio é tratar a burocracia daqui como se ela fosse ainda maior do que já é. Ou seja, se armar de papéis até os dentes! Bom, mudando um pouco de assunto, não sei se vocês sabem, mas Clermont-Ferrand tem o maior festival de curta-metragem do mundo e vai acontecer agora no comecinho de fevereiro, de 4 a 12. Recomendo! É uma boa época pra conhecer a cidade. ;) Esse ano dois brasileiros serão exibidos e os ingressos nem são muito caros. Acho que coisa de 20 ou 30 euros pra estudantes. Beijos beijos!

nestor jr. disse...

Isso é verdade. Também presenciei a fila acelerar porque pessoal chega na prefeitura sem copia de documentos basicos, tipo passaporte, hauhuah
bom para quem se organiza...

Mirelle Siqueira disse...

Meninas casadas, olha, se meu marido fosse francês e as pessoas aqui usassem mais de um sobrenome eu até poderia pensar em colocar o dele junto aos meus, poderia pensar. Pq sim, facilita muito a vida em relação aos outros. Mas se eu tivesse que abrir mao do meu pra assinar SO o dele, eu não faria nem se ele fosse frances, russo, angolano! Nunca nunca, como a Glenda e a Hismênia disseram, eu sou meu pai e minha mae, o nome é meu e ngm me tira!!! E eu sei que tô complicando as coisas, mas... eu gosto de coisas complicadas e esse povo vai aprender na marra a escrever Mirelle Matias Siqueira. Um nome bonito desses, oras, é pra usar!

E tenho dito. hehehe

beijocas!

Juliane C. Borsa disse...

Oi Mirelle
Histórias assim são interessantes para a gente ir pegando o 'jeito'da coisa. Eu estou vivendo na Itália por seis meses, para fazer parte do meu doutorado. Quando fiz o pedido do meu 'permesso de siggiorno' (assim que se chama aqui), tb apresentei td certinho... não deixei nada faltando. O problema é ter que lidar com a burocracia e com as coisas que não dependem de vc. Eu relato um pouco isso neste texto
http://juntosnomundo.blogspot.com/2011/01/ma-che-schifo-burocracias-italianas.html
Um abç

Grupo Mãos Dadas disse...

eu não tive filhos por opção, mas tive enteadas (existe ex-enteada? sei lá)
elas não tinham o sobrenome da mãe, pois o traste do pai delas, quando foi registrar, não colocou
então, eu sempre dizia: cuida tu; se não tem o meu sobrenome, não é meu, não vou cuidar
se eu tivessse um filho (um só, já chega) mais fácil não ter o sobrenome do pai
e.t. eu também não coloquei o nemo do meu marido quando casei, afinal, ele não PODIA colocar o meu, mesmo que quisesse, então... eu tenho o nome dos meus pais

Mirelle Siqueira disse...

Vocês se casaram quando? Pq no Brasil desde 1988 o homem pode sim colocar o sobrenome da esposa se quiser. ;)

Cientista Mae Mulher disse...

Juro que não sabia que as coisas aí funcionavam assim. Sei q no passaporte de muçulmanas tem sempre o primeiro nome da mulher seguido do nome do marido ou do pai. Ou seja, de qq forma vc tem q pertencer à alguem do sexo masculino. Mas isso é no Líbano, partes da Tuquia, Paquistão mas na França? Françamente viu!!!!!
Bjim

Grupo Mãos Dadas disse...

casei depois de 1988, mas lembro que perguntei pra moça do cartório e ela disse que não podia
mas, falando um pouco desse assunto, há um ano trás fui ao cartório de novo, fazer outra coisa, e um casal estava dando entrada nos papéis do casamento, a moça do cartório perguntou se ela ia acrescentar o nome do marido (parece que agora não pode mais tirar o nome da mãe ou do pai, só acrescentar o do marido)
ela ficou com cara de hã? e disse: vou perguntar a ele
não sei se fiquei mais braba por ela ir perguntar ou se por eles AINDA nÂO terem decidido isso, e ficarem demorando na fila...

Gabi disse...

é gente, algumas mudanças ocorreram no Brasil... marido pode colocar o sobrenome da esposa e para a alegria nossa, de nossas mães e pais, agora as mulheres só podem ACRESCENTAR o sobrenome do marido, nada de ter que tirar um sobrenome nosso.

adorei o post! burocracia se vence com organização! (nossa, não deles)

Mirlene disse...

Filha,

Acho que começo a entender um pouco o movimento que tem nos ajudado a vencer desafios em que outros povos patinam: o uso da internet. No Brasil raros são os serviços públicos que não são intermediados pela internet. Você usa o sistema e tem hora marcada para ser atendida. Já usei para pegar documentos na Receita Federal e na Polícia Federal (Passaporte). Agora o INSS também aderiu e ficou muito mais fácil solicitar aposentadoria. Eu fui ao INSS em 1997 por oito vezes de madrugada para conseguir me aposentar e dois anos mais tarde o Tribunal de Contas ainda descobriu um jeito de diminuir mais de 500 reais de minha aposentadoria federal. Mas, fico feliz que um pais como o nosso (ás vezes visto com preconceitos) esteja à frente de povos que fizeram a história nos séculos passados e nela estão ou parecem estar atrelados até hoje. Parece que o Estado frances ainda não descobriu o quanto é bom o serviço publico intermediado pela internet.Beijo e parabéns pelo post:já estava sentindo muita falta de você!

Vanessa disse...

mocinha???
kkkkkkkkkkkkkkkk

muito engraçado!

eu ia te perguntar dia desses, mas vc já respondeu com esse post!

no meu caso meu pai deu sobrenome (ja que minha mãe tirou o dela e só usa o dele, sera que ela é francesa?...rsrs) e vida tbm, ele é pai e mãe, ele é tudo!


ai ai
saudade de vc MOCINHA.

Anônimo disse...

Traço cultural certamente é, ja patriarcal nao concordo.
Nosso Brasil machista e ainda com mentalizade "casa grande, senzala" é bem mais patriarcal apesar da modernidade nessa questao de nome e sobrenome, sempre a questao de jogar às claras, necessidades e hipocrisia social, diferenças culturais.

Mirelle Siqueira disse...

anonimo, não é questão de concordar ou não. a sociedade patriarcal é caracteristica dos paises ocidentais, não tem jeito. não se engane achando que o brasil é mais machista que a frança, não é. nesse sentido é igual la e aqui, e sobre hipocrisia, o brasil tem uma vantagem sobre a frança, na nossa terra nao existe xenofobia. mas isso é assunto pra outro post.

van, vc é mocinha pq é jeune fille, eu ja sou madame! heheheh, pergunta ai pra sua mae pq ela tirou o nome dela, fiquei curiosa. sei que na epoca que eles se casaram era obrigado acrescentar o do marido (sociedade patriarcal anonimo, so que no brasil a lei caiu antes!!) mas não era obrigado a tirar o dela não. vai ver o dela era feio, heheheheh. conde é taaaaaaaaaaaaaaao chique, o que estraga é o cassia né? totalmente desnecessario! hehehehhe

beijos em todos!

Leonardo disse...

Amor,

Vc ta certa. Burocracia se ganha com burocracia. Eu cheguei a perder duas idas na prefeitura pra aprender duas coisas vitais:
- Com eles não existe negociação, logo, respeite a lista!
- Um documento a mais, além de não fazer mal, pode te ajudar e muito.
Hoje em dia eu dificilmente perderia uma viagem.

Sobre os nomes, a tradição ainda esta longe de ser deixada de lado, pois o pessoal das Maries além de não comunicarem aos pais que eles tem o direito de por o sobrenome do jeito que quiserem (do pai, da mãe ou dos dois em qualquer ordem), tem funcionario que ainda dificulta a tarefa, como foi o caso daquela tradutora que precisou brigar por mais de 1 mês com a Marie do baairro dela pro filho ter o nome do Pai e da Mãe.

Otimo texto!

Bjos

Anônimo disse...

Posso dizer que esse foi o melhor texto que li no seu blog, porque tinha muita dúvida.
Eu quero casar e manter meu nome(3 o primeiro, da minha mãe, do meu pai).
Mas ficavam em dúvida aqui no BRasil também rola preconceito.
Nossa Mirelle agora decidi de vez vou ficar com meu nome.
Vc é corajosa mesmo fazer isso na França.Parabéns.Olha sério vc me ajudou numa decisão seria.Continua assim sendo quem é!Abs

Anônimo disse...

Nao tem xenofobia? Tivemos amplo exemplo disso nas ultimas eleiçoes presidenciais......mas realmente é assunto pra outro post.

Rafael Carrara disse...

Oie Mirelle!
tudo bem? Nossa, faz um tempo que não posto aqui, mas é a pura correria do dia a dia! Não deixo de ler seus posts, são muito importantes pra mim.
Ótimo texto, adorei o título e quanta burocracia, hein? Que bom que deu tudo certo, achei bem diferente francês não ter o sobrenome da mãe, mas respeito, cultura é cultura né?

Leandro Wirz disse...

Ótimo texto, Mirelle, gosto muito da forma como vc aborda os costumes franceses.
Bem, talvez eu seja um conservador ultrapassado, mas fiquei muito feliz e honrado quando a Tereza quis adotar o meu sobrenome. Ela não suprimiu nenhum dos dela e, profissionalmente, continua a assinar com o "nome de mocinha" (rsrsrs), mas está lá, Sra.Wirz.
Não é um sentimento tolo e absurdo de posse, não. É pela integração.E por ela desejar compartilhar algo tão meu.
Enfim, respeito a sua opção pelo nom de celibataire.
Bjo e feliz 2011. Estamos já em meados de janeiro, mas aprendi neste blog aqui, que os franceses continuam a desejar feliz ano...rsrsrs

Thiago Crespo disse...

Caramba, tenho de admitir: fazia tempo que eu não passava por aqui. Agora, de volta à vida comum e à realidade, fica mais fácil recuperar o tempo perdido...

Muito bom, gosto do jeito como vc imprime todos os tipos de hábitos franceses às histórias do seu cotidiano. Não morei aí, mas lembro do meu irmão sempre revoltado com isso.. desolê pra cá, desolê pra lá!

Gostei da história do boletim, hahaha

Beijo, irmã do irmão!
: )

Camila Navarro disse...

Mirelle, descobri seu blog há pouco tempo, através dos outros500 e ele já entrou para minha listinha no Google Reader de cara. E então descubro que você é de Uberlândia!!! Morei lá 10 anos, então sou meio uberlandense de coração. rsrs

Estou adorando acompanhar suas histórias na França!

Beijos!

Mirelle Siqueira disse...

Oi Rafael! Eh verdade, vc tinha sumido mesmo, que bom que esta de volta!

Graaaaande Leandro!! Entendo a sua alegria pela decisão da Tereza, te respondi la no Mar de coisa. ;)

Thiago! Você por aqui? Que post mais bem frequentado esse! Some não irmão do irmão!

Oi Camila! Então vc tb se perdeu la naquela currutela? o que foi fazer la menina? de coração eu sou mesmo é paulistana, pq ai, acho o povo da minha cidade uoh!

beijocas em todos!

Suzala Moura disse...

Uma sociedade tão antiga e com hábitos e leis tão ultrapassados...incrível, não é mesmo?? adorei o post...

Camila Navarro disse...

Mirelle, currutela é onde estou morando agora, ainda mais no interior de MG... rsrs Os uberlandenses não tem a fama muito boa, né? Demorei bastante a me acostumar, mas agora confesso que tenho saudades de lá. Fui para fazer faculdade e acabei ficando mais um tempo. Por falar nisso, o "seu" Leo por acaso fez Engenharia Elétrica na UFU? Vi as fotos dele aqui e acho que ele não me é estranho...

Beijos!

Mirelle Siqueira disse...

Eu tb tenho muita saudade de Udi, mas não do povinho da nossa idade de la. Eh uma cidade onde deixei muitos amigos de infância, onde ainda mora o pai do Léo, onde tem as melhores comidas do mundo, ir ao Brasil e não passar em UDi é impensavel!!! E sim Camila, o "meu" Léo fez eletrica na UFU de 97 a 2002 e veio pra França por intercambio com uma faculdade daqui. Vc tb estudou la? Conhece meu marido? Eita mundinho pequeno sô!!!!

beijos!

Rita Gomes. disse...

Oi!! comecei a ler o seu blog por meio do da karine e gosto dele:) eu fui expatriada por 2 anos mas estou de volta ao brasil..
bom Mi, eu casei só no civil, em segredo da familia do noivo que ficaria chateada, por que meu bofe precisava de visto pra ficar no brasil entao fizemos tudo em 1 mes e tals sem contar pra ninguem..e apesar de na irlanda o costume ser a mulher excluir todo o sobrenome da familia pra por o do marido (e idem os filhos) eu, como boa feminista fiz um trato, ele colocaria o meu e eu o dele (convenci na ideia de que seria mais facil pra ele aqui ter um sobrenome local e nao precisar ficar soletrando e o mesmo pra mim se voltarmos pra irlanda..) MAS nao rolou! simples: um só pode acrescentar o do outro no final do seu, entao eu ficaria GS e ele SG, e como eu optei por manter meu nome do meio (pq como meus dois sobrenomes sao da minha mae nao tive dó de tirar o que eu nunca gostei mesmo)eu ficaria GS e ele SB.. o que nao faz sentido nenhum, especialmente qd tivermos filhos... fiquei super triste, mas tentaremos mudar um dia... Me impressiono quanto machista e patriarcal sao alguns paises em determinados assuntos sendo que a mulher é muito mais respeitada em todos os outros segmentos do que no brasil... já discuti com algumas irlandesas sobre isso e elas acharam um absurdo meu ponto vista... uma falou que quando amiga pensou e nao adotar o nome do marido, ele falou que nao usaria alianca e ela mudou de ideia :/
bjs (ps: paris é a minha cidade favorita do mundo, e as suas fotos de casamento sao deslumbrantes!)

Camila Navarro disse...

Mirelle, eu também fiz Engenharia Elétrica na UFU! Entrei em 2001. Acho que conheço o Léo só de vista. Ele era um exemplo de caso de sucesso nos intercâmbios, um dos que foi e conseguiu um emprego permanente, sabe? hehe Provavelmente temos muitos amigos em comum, já que quase todos os meus amigos foram para Lyon! Esse mundinho é mesmo pequeno! :)

Beijos!

altrimenti disse...

Olá Mirella
Ótimo post, mas talvez era melhor que eu não o tivesse lido! rsrsr. Mas vê se da pra vc me dar uma dica, ok?
Até há alguns anos atrás, nos documentos daqui vinha escrito: “casada com”,… mas atualmente em nenhum documento tem mais isso e nem tem mais a escrita “estado civil.” Já nos meus documentos brasileiros eu mantive todo o meu sobrenome e acrescentei aquele do meu marido.
Como eu estou afim de aprender o francês, me inscrevi em curso que entre outras coisas praticam uns
20% de desconto para casados. Eu vivo na Italia e quando viajo dentro da UE uso passaporte italiano. Acontece que nos documentos italianos consta só o meu sobrenome de solteira porque aqui não se usa “pegar” o sobrenome do marido. .
A pergunta é essa: Se em nenhum documento não tem mais o estado civil( e isso me interessa por causa do desconto) e com toda essa burocracia aí, vc acha que eu deveria levar a minha certidão de casamento – original+tradução? (Na inscrição coloquei casada e não me pediram nada, mas vai que…)
Olha eu sei que poderia tb me informar na secretaria desse curso, mas como são 3 anos que vivo adiando e eles me avisando que me vão tirar da lista, acho que se faço mais uma pergunta… vou acabar stressando de uma vez o pessoal. Mas que culpa tenho eu se sempre tem uma novidade!! rsrsr
Ah mas tb não quero stressar vc, ok rsrsrs
Abs
obrigada.

Mirelle Siqueira disse...

Ola!Sim, traga a certidão de casamento + tradução. a certidão tb é o unico documento que prova que eu e o léo somos casados. sempre que precisamos comprovar isso, levamos a certidão + tradução. traga que não deve dar problema algum. mas como eu disse no texto, francês adora um pedaço de papel, então escreva sim pra eles e veja TODOS os documentos que vc precisa apresentar para fazer o curso, depois inclua mais alguns so pra enfeitar mesmo e voilà! deve funcionar!!!

;)

beijocas!

Anônimo disse...

Aqui nos Estados Unidos eles ficam super confusos quando eu digo o meu nome completo, que possue o sobrenome do meu pai, da minha mae e do meu marido. E adotei o mesmo para a minha filha. As caipiras daqui nao conseguem entender isso, e sempre falam se minha filha nao vai ter problemas na escola com um sobrenome tao grande. O Primeiro Mundo as vezes parece ter mentalidade de Terceiro Mundo.

Leonardo disse...

Camila, eu não to conseguindo me lembrar do teu rosto (deve ser a minha idade avançada), mas me sinto lisonjeado com teu comentario.

Anonimo, eu tb tenho 3 sobrenomes: dois do meu pai e 1 da minha mãe. Aqui na França raramente tem espaço nos formularios para eu prencher os 3, por isso eu eu uso so um deles pra tudo o que não é oficial, pois pra Administração Francesa eu sempre terei os 3. Inclusive, se a gente não falasse nada na prefeitura, o nome da Mi teria 5 sobrenomes (os dois dela e os três meus) separados pela menção épouse pra identificar o que é o "nome do pai" do "nome do marido". Dai vc imagina:

Mirelle Matias Siqueira épouse Fulano Ciclano Beltrano.

Não estariamos muito longe do nome do nosso primeiro imperador.
:)

Jessica disse...

Oi Mirelle!
Faz tempo que não comento, mas acompanho todos os posts que você escreve... entro quase todo dia a procura de novidades...
Então, não sei se sou antiquada, mas adotei o nome do meu marido e acho lindo! Não tirei os meus, mas acrescentei o dele. Pra mim passa uma idéia de que somos uma só família (e afinal, o que busacamos com o casamento se não construir uma família?!) e não que eu pertenço a ele.
Meus sobrenomes antes eram somente do meu avô e da minha avó materna... ou seja, os sobrenomes da minha mãe. Sempre fui somente "filha da mãe" com muito orgulho. Em nenhum documento tenho nome do meu pai e nunca tive problemas com isso, nem aí na França nem em nenhum outro país que já visitei.

Mirelle Siqueira disse...

Oi Jéssica!

Olha, eu não acho que adotar o sobrenome do marido seja pertencer a ele não viu? so não coloquei o do Léo pq achei que nao combina comigo mesmo. eu sou mirelle matias siqueira, nunca iria querer mudar isso. coisa minha, jeito meu. mas não deixei de colocar por achar antiquado ou machista, so não tive vontade e pronto. além disso, aqui na frança é bem diferente! ngm te chama pelo nome, vc é madame sobrenome. ou seja, eu seria madame gonçalves. não sou eu sabe? prefiro madame matias siqueira. não é como no brasil onde nos colocamos o sobrenome do marido e fica por isso mesmo, todo mundo continua a te chamar pelo teu nome....é muito, muito diferente. ;)

beijos!

altrimenti disse...

Oi Mirelle!
"Obrigadissima" pela ajuda. Valeu!
Bjsss.
selma

luiza disse...

eu simplesmente discordo totalmente desse tipo de regras!acho um absurdo!!!

bjs

Luiza Revoltada (hehehehhe)

Anônimo disse...

Achei mto legal o post... não entendo pq vc tem que trocar seu sobrenome pelo do marido... acasso apos do cassamento vc vira um pertence dele para ser fulana DE TAL?...
mas isso acondece em mtos paises ainda; inclusive no Brasil.. acho uma opção de escolha quem quiser que ponha.. neh?
Agora acho mto pratico o asunto de um sobrenome so, seja da mão o do pãe..
no Brasil vai primeiro o sobrenome da mãe e depois do pãe, em quase todo o resto do mundo é ao inverso! haja confusão... ja tive que refazer diploma e gastar um baita dinheirão por causa disso...
Fulana mengana perengana... não é a mesma pessoa que fulana perengana mengana! é acredite que da um puts ROLO, ainda mais qdo vc tem dupla nacionalidade!
ia ser tão facil ser so.. Fulana Mengana ou Fulana Perengana!

Jamile disse...

Oi Mirelle, acabei de deixar um recado pra Liana, do ela é americana, e não acho justo não dizer a vc (já que foi através do seu blog que conheci o dela)o quanto gosto do seus textos, adorei saber que o amor espera. Quem sabe eu ainda não reencontro aquele alemão que conheci há 13 anos, rs... Um grande abraço, Jamile

Mirelle Siqueira disse...

Que fofo vir aqui pra dizer isso Jamile, obrigada! E saiba: o amor, quando verdadeiro, sempre espera! :D

beijos!

Anônimo disse...

Olá!!!
Mi, descobri como se faz é só clicar
no anônimo e pronto.
Pode deixar agora faço por aqui um abraço Adri

Anônimo disse...

Mirelle,

Seu blog é bem feito e muito bem escrito. Poréééém acho que ele "transborda" de julgamentos cheios de generalizações preocupantes...

Exemplifico: essa coisa da "burocracia", de dizer que francês ama carimbo e papel que a gente afunda na burocracia desorganizada deles é, no mínimo, equivocada...

Desorganização é algo que eu NUNCA vi nos meus 6 anos de França! Ainda bem! Porque com a quantidade de gente para atender, com a infinidade de dossiês que eles têm para tratar, se não houvesse MUITA organização, nada andava!

Acho que você deveria tentar conversar com estrangeiros vivendo no Brasil para descobrir como esse "amor" por carimbos é universal. Não é específico à França! Uma coisa é ser brasileiro no Brasil e outra coisa é ser imigrante por lá!

Resolver problemas pela internet? Não pegar fila? Não precisar ficar indo de um lado para outro para encher um recibo de carimbos?!? Isso não é problema para certos brasileiros, mas não é algo generalizado e, sobretudo, não é um benefício do qual os estrangeiros podem usufruir. Então confesso que não entendo bem quando você diz "burocracia ultrapassada", pois fico sem saber qual o seu referencial comparativo que permite essa conclusão.

Por fim, ainda não consegui entender porque mesmo morando aqui depois de algum tempo "seus óculos" ainda não a permitem enxergar a França com um olhar menos etnocêntrico. Você vive em outro país esperando que ele seja como o Brasil?

OUUUUU essa forma de "(des)escrever" (a)sobre a França faz parte de um estilo que você encontrou para tentar não cair no deslumbre do "morando na França e encantada"?

Bel! disse...

Nossa, essa eu não sabia...que a sociedade francesa é patriarcal e retrógrada eu já tinha percebido, mas esse negócio de filha de/esposa de é demais pra minha cabeça...vai entender o que é que se passa na mente das mulheres desse país que não se mexem pra exigir a famosa egalité já comentada aqui e tão exaltada pelos franceses ><

Mirelle Siqueira disse...

Ja cansei de escrever aqui que odeio responder comentarios anonimos. Nao custa nada inventar um nomezinho e botar ali, so pra eu não ter que me referir a vcs como "oi anonimo", mais bon...

Oi anonimo, esse não é um blog paga-pau da França. Eh o meu jeito de ver o pais. Se os meus oculos são embaçados ou não, não sei dizer, pois acho que vejo muito bem. Existem dezenas de brasileiras (a maioria casadas com francês) que escrevem exatamente o tipo de coisa que você prefere ler, eu não.Escrevo dessa maneira não como escudo, mas como estilo. Sou e penso o que escrevo -insuportavel, eu sei, mas eu nunca disse que eu era legal.

A burocracia francesa é burra sim! Eles pedem documentos que não são necessarios, que não fazem senido algum, totalmente sem relevância. Até onde eu sei, qualquer pessoa que tenha conta em um banco no Brasil pode pagar contas por internet, e como minha mãe disse aqui nos comentarios, até o sistema do INSS no Brasil ja tem internet. Na França o povo vota marcando X em papelzinho e manda cheques pelo correio, se isso não é ser atrasado, não sei o que é. Alem disso, acho muito importante mostrar que não é so la no nosso terceiro mundo que as coisas não funcionam, que existe atraso aqui tb tem!

Massss esse post não foi para criticar a burocracia francesa, pelo contrario! Eu disse que é possivel viver bem com ela desde que você consiga reunir tudo o que eles pedem e se organizar, burro é o estrangeiro que aparece la sem os papeis.

Esse post foi para criticar esse machismo deslavado que existe por aqui. Claro que ele também existe no Brasil, mas como eu não moro la e nem fiz um blog para escrever sobre o meu pais, conto como são as coisas na França. São assim, não são? Ou fui eu que inventei tudo o que esta escrito ai? Ou vc vai dizer que um pais que proibe que coloquem os sobrenomes das mães nos filhos não é um pais patriarcal?

E não, eu não espero que a França seja o Brasil. E nem comparo muito os dois, o que faço é escrever as coisas que me chocam, que me encantam, que me incomodam. Claro que minha referência em muitos casos é o Brasil, é de la que eu venho. Mas eu adoro a França e respeito muito os franceses, assim como adoro e respeito a minha mãe. O que não quer dizer que eu deixe de critica-la de vez enquando. ;)

Ai gente, posso falar? Se o blog incomoda, não volta! Tão mais facil né?

Ana Paula Bertarelli disse...

E o Brasil, tão atrasadinho, também tão moderninho heim (perto dos franceses, nesse ponto de vista)! Eu também não vou tirar nenhum sobrenome, nem colocar assim que me casar. Eu sou eu ué... metade do meu pai metade da miha mãe! hehe

Anônimo disse...

Mi, seus textos estão cada vez melhores... Adoro. Me divirto sempre lendo! E qual é o problema em não adotar o sobrenome do marido. Eles são bem atrasados mesmo! Também não peguei o Pinto do Diego... veja bem, o sobrenome...rs Continuei com o meu de Oliveira Medeiros... Que acho forte e e lindo :)

um bjooo

saudadesss

vanessa( de Santos) ;)

Luanna disse...

Acontece que certos comentarios feitos por você Mirelle são altamente errados , aqui se pode sim colocar o sobrenome do pai e da mãe nos filhos o que acontece é que muita gente mal informada sai difundindo coisas que não existem a lei esta ai para ser aplicada e como se nome de pai ou de mãe falasse algo afinal o DNA esta ai para isso!
Não precisa ser paga pau de brasileiro ou de francês basta apenas saber o que esta falando a França não é perfeita nem de longe!

O texto é bem escrito sim a forma como você escreve é envolvente so que procure esclarecer um pouco suas ideias antes de postar aqui pois em alguns pontos você esta bem por fora.
Cuidado que não é porque as meninas são casadas com francês que elas são paga pau da França afinal pelo que sei seu marido também quer a nacionalidade dos suvacudos ou seja para alguma coisa isso serve né e você também duvido que não vai chegar no Brasil dizendo que é casada também com um brasuca que possui uma identidade de um françola suvacado.

Mirelle Siqueira disse...

Luanna, no texto esta BEM claro, para quem sabe ler, que desde 2002 é possivel colocar o sobrenome das mães nos filhos, mas desde 2002 somente. Onde foi que faltou informação no texto ou onde é que tem informação errada? Eh cada uma, viu?

Elisângela Röwer disse...

Olá Mirelle,

resolvi postar hoje, mas cheguei ao seu blog no dia que voce postou esse texto, estava passeando por blogs de mães e uma dessas mães (não faço idéia qual) tinha voce na lista de blogs dela e o título do seu post chamou minha atenção.
Pois bem, desde 14 de janeiro minha prioridade do tempo livre na net mudou, primeiro li completamente o seu blog, do início ao fim. E como não poderia deixar de ser caí no Madruga em claro (e só lá fui entender que vocês não eram irmãos de pai e mãe, mas irmãos simplesmente), claro que também li tudinho do início ao fim, o Ernani escreve super bem. E agora estou no Blog da Pandinha... ou seja, viciei na família...rsrsrs
Bom, queria simplesmente me apresentar porque estarei de acompanhando sempre.
Estou aguardando o início das suas aulas de chef pra saborear ainda mais o seu blog.
Parabéns!
Abraços,
Elisângela

Leonardo Blanco dos Santos disse...

Oie, fazia tempo que eu não lia os seus textos...

Adorei a frase: "Mas quem cresceu com o Chapolin Colorado tem astucia, baby", morri de rir - e também da ideia de levar o boletim do jardim da infância para ver se ajuda! kkk

Beijos,

Leo

Merielly disse...

Será que vale comentário atrasado??

Merielly Muzi disse...

Mirelle,
Será que vc recebeu um longo comentário/questionário meu?! Quase não faço comentário pois fico confusa c isso aqui.
Bisous quase xará!

Mirelle Siqueira disse...

oi xara, nao recebi nao...

:(

Mirelle Siqueira disse...

um texto escrito por um francês, sobre a falta de modernidade no serviço publico francês e tb sobre o péssimo atendimento que as prefeituras dispensam aos estrangeiros que precisam dormir nas filas para serem atendidos:

http://www.rue89.com/2011/05/07/lhumiliation-ordinaire-des-etrangers-a-la-prefecture-de-lessonne-202861?page=4

Sara disse...

Adorei seu post, minha filha confirmou q não ira mudar seu nome quando se casar, se é q se casará, ela parece não estar muito animada com isso, e disse tb q vai colocar seu sobrenome n@s filh@s q tiver um dia.
Acho justo q as leis tenham mudado um pouco aqui no Brasil.
Eu mudei meu nome quando casei , não havia a possibilidade de não mudar quando casei, mas de certa forma foi bom , pois tenho nome composto e dois sobrenomes, e se acrescentasse o do meu marido como a lei mandava, ficaria com um nome imenso e cansativo, tirei todos e deixei o do meu marido, junto uma encrenca com boa parte da familia ligada nessas coisas.
Agora o q achei absurdo é q quando casamos EU abri uma conta em um banco, anos mais tarde eu coloquei meu marido nessa conta como conjunta, pois acreditem ou não imediatamente colocaram ele como TITULAR da conta aberta por mim.
Achei um absurdo , e fui reclamar, fizeram tantas exigencias para mudar e reverter essa situação que acabei deixando dessa forma, mas tem me causado varios problemas nos meus negócios.
Quem sabe um dia eu encontre tempo e paciência para mudar isso.
Mas de qualquer forma fiquei chateada de saber que ainda ha muito machismo enrrustido em tantos aspectos da vida ai na Europa, imaginem pelo resto do mundo.

Luíza disse...

sugestão de post: casamento na França e escolha dos regimes. qual vcs escolheram?
qual regime é mais comum na França? vc sabe?
se eu me cadastrar eu recebo alerta por email quando vcs responderem?
vc pode me passar seu email? adorei o blog! beijos

Luíza disse...

tô aguardando sua resposta...!! beijos

Mirelle Matias disse...

Oi Luiza, infelizmente o blog não tem essa opção de receber a resposta por email. Sobre os casamentos na França, não sei qual o regime mais usado. beijos!

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