segunda-feira, 28 de março de 2011

Budapeste, Hungria

Não sou muito dona de mim quando o assunto é viagem. Tenho la os meus destinos preferidos, mas aqui em casa quem decide para onde vamos mesmo é a Easyjet. So que dessa vez, a promoção de 29€ (ida e volta) foi so uma boa desculpa para finalmente conhecer Budapeste na companhia de cinco amigos: três franceses, uma brasileira e uma colombiana.


A tarefa de descolar uma acomodação para o grupo ficou por minha conta. Segui a dica da Ju e reservei dois apartamentos com diarias de 10€ por pessoa. Os gringos levaram a melhor e ficaram com o duplex que tinha dois quartos, sala, cozinha e uma sacada imensa. Nos, brasileiros, tivemos que nos contentar com um apê menor, mas que seria igualmente interessante se não fosse pela sujeira. Os franceses disseram que eu estava exagerando por me incomodar com a roupa de cama não trocada e com os cabelos no chão do banheiro, mas eu não considero muito o que francês pensa sobre higiene. Fato é que os apartamentos são sim muito legais e baratos, mas recomendo enviar um email para o dono antes de viajar pedindo para que a limpeza seja realmente feita.
 

A Juliana estava certa quando disse que Budapeste tem de tudo para ser uma das melhores viagens. "A cidade é linda, a hospedagem e a comida são baratas e o povo é mega super master simpático". Desembarcamos por la em pleno feriado, então tivemos um pouco de dificuldade para encontrar essas pessoas tão simpaticas pelas ruas. Ou melhor, tivemos dificuldade para encontrar pessoas, ponto. Os hungaros so apareceram para celebrar a festa nacional de aniversario da Revolução Hungara, nos outros dias se trancaram em casa para curar a ressaca.


Eu não conhecia muito sobre Budapeste antes de visita-la, so sabia que Sissi, "a imperatriz" foi também rainha de Budapeste. Sabia também que Buda era uma, Peste era outra e que em algum momento de 1873 as duas cidades foram unificadas (a Glenda conta melhor essa historia para você). A Hungria fica no leste europeu, região que luta ha tempos para mudar a visão pejorativa que a "Europa rica" tem dela. Confesso que eu imaginava encontrar por la problemas que não encontrei. O que vi foi uma capital que tenta se levantar depois da era comunista, reformando os prédios mais importantes e construindo outros tantos do zero.


A parte central de Peste é tão novinha, que parece cenario de filme, mas ainda existem muitos traços do passado, principalmente nos bairros mais afastados. Por isso digo que Budapeste é uma cidade que merece ser descoberta com calma, caminhando com um olhar atento para ler nas entrelinhas.


Budapeste tem o incrivel poder de fazer a gente pensar que é rico. Não so porque alguns euros valem milhares de forints (e não é todo dia que da para encher a carteira com tantos mil dinheiros), mas porque tudo é realmente muito barato. A historia mais legal da viagem aconteceu quando eu não estava por perto. Meus amigos, cansados de tanto caminhar e cheios de fome, se aproximaram de um pequeno restaurante que ja estava fechado, foi quando uma senhora apareceu na porta e os convidou para entrar - falando aquela lingua facil de entender deles: o hungaro. O lugar era meio sinistro e eles não conseguiam se comunicar com a boa velhinha de jeito nenhum. Então ela trouxe um enorme prato de goulash  (a tradicional sopa de carne e cebola que se come por la). Pratos devidamente lambidos, meus amigos tentaram pagar a conta, mas a senhorinha os fez entender que ainda tinha mais. Veio então a carne à milanesa com arroz, salada, batatas e queijo. A conta? 4 inacreditaveis euros por pessoa. E foi atras de outras comidas tipicas, chegamos ao Mercado Central (que muito me lembrou o Mercadão de São Paulo).


Enquanto eu me divertia com a paprica e com o artesanato local, o Léo aproveitou para paquerar a moça da barraca de sanduiches. O Léo jura que esse monstro lanche é super tradicional na Hungria, eu finjo que acredito para deixa-lo feliz.
 

Quem visitar Budapeste pode tentar resolver o desafio que nos 7 não conseguimos solucionar: encontrar uma pessoa negra na cidade. Não vi ne-nhu-mazinha nos quatro dias que passamos por la. Infelizmente, a diversidade se limita à arquitetura e à culinaria, na pele das pessoas so o que se vê é branco.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ainda é cedo

Se tem uma coisa que eu não faço nessa vida é gastar energia tentando encontrar desculpas esfarrapadas. Quando acho que errei, ponho logo o rabinho entre as pernas, estufo o peito e falo bem alto: me desculpa! Não é o caso, por isso vou ter com vocês a mesma conversa franca que eu tive com a minha mãe quando ela me questionou sobre o fim do blog.

A verdade é que eu não estava mais me divertindo com isso aqui. A vida estava chata, o dia a dia estava rotineiro e eu me desdobrava para encontrar assuntos que pudessem interessar a vocês. Sem falar nos amigos e nos leitores que mandavam mensagens cobrando textos novos. Com a minha vida estagnada, o que eu menos tinha era criatividade para divertir os outros. E foi ai meus amigos, que a ficha caiu. O meu prazer em escrever tinha sido completamente engolido pelo "dever" de postar frequentemente, eu tinha esquecido de mim. Estava la em Budapeste com o maridão e amigos maravilhosos e enquanto eles se divertiam correndo pela rua, eu so pensava nas fotos e nas informações que eu precisava conseguir para colocar no blog.

Pensei com os meu botões: "pô, vou dizer para todo mundo que o blog acabou, umas 20 pessoas vão comentar (umas dizendo que ja vou tarde, outras pedindo para eu ficar) e em 4 ou 5 dias todos esquecem que o blog existe. Assim, acaba a pressão, ninguém espera que eu publique mais nada e quando eu sentir vontade de escrever de novo, vou la e escrevo". Um plano perfeito, que teria dado certo se não fosse por um pequeno detalhe: vocês! 129 comentarios, minha gente? Sério, eu não esperava. Discutiram o meu talento, questionaram a minha competência profissional... so não falaram que tenho frieira porque, né?, pés de princesa como os meus não é todo mundo que tem. Mas so faltou isso. 

Então, ja que vocês avacalharam todo o meu plano, resolvi aparecer para agradecer os recados e emails carinhosos e para dizer ao povo que fico. Não porque vocês são incriveis e merecem textos bem elaborados e divertidos, mas porque aconteceu um monte de coisa boa no meu dia e tudo o que eu pensava era em chegar logo em casa para dividir as esquisitices desse povo francês com vocês. Vejam bem, não por vocês, mas por mim. Assim mesmo, bem egoista, é que tudo volta ao normal.

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