segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Uniforme, sim ou não?

Algumas coisas se tornam naturais aos nossos olhos simplesmente porque habituamos-nos à elas. Eu poderia citar aqui as crianças que dormem nas ruas ou os elevados numeros de assassinatos no nosso Brasil, mas vou falar de uniformes. Isso mesmo, de uniformes. O que você pensa sobre eles? Ou melhor, você ja parou para pensar sobre eles? Pois eu nunca tinha dado atenção ao assunto até chegar na França e descobrir que aqui as crianças não usam uniformes nas escolas. 

A obrigatoriedade do uniforme caiu em maio de 68, quando a França viu acontecer uma das mais importantes manifestações pelas ruas do Pais. De la pra ca, crianças e jovens vão à escola vestidos como querem. Isso permite que cada um mantenha a sua individualidade e caracteristicas o tempo todo, todos os dias da semana. Seja em casa, seja no parque, seja na escola. Quem lida com crianças sabe o quanto isso é importante para a formação delas.

No final do ano passado o partido do presidente Sarkozy propôs que as crianças voltassem a usar uniformes, alegando que isso facilitaria a integração de todos e diminuiria as diferenças sociais que existem entre alunos que frequentam a mesma escola. Eh que aqui não tem escola pra rico e escola pra pobre (quer dizer, tem as escolas dos super ricos, mas eu nem saberia escrever sobre elas). O filho do executivo africano come a mesma merenda que o filho da faxineira francesa. Todos aprendem na mesma sala de aula. Por isso vieram com essa balela de que voltar a usar uniformes seria legal ja que, assim, todos seriam iguais. Não, senhor presidente, não seriam! A não ser que todas as crianças fossem obrigadas a usar também o mesmo tênis. E a mesma mochila. E os mesmos cadernos. E também o mesmo relogio. Ainda assim, cada uma teria um corte de cabelo diferente, um celular mais moderninho. Ou seja...

Quem também não usa uniforme na França são as babas (acento agudo no segundo A, por favor). E olha que estou falando com conhecimento de causa, porque ja trabalhei como babah aqui na França. 

 Angelina Jolie passeando com os filhos. E essa moça, seria a babah, seria uma amiga? Não sabemos.


No caso das babas, a problematica do uniforme é ainda maior, principalmente ai no Brasil, onde a profissão sempre foi exercida por pessoas mais simples, com menos instrução. Exigir que a babah do seu filho use um uniforme branco ao leva-lo para passear é expô-la a possiveis discriminações. Por exemplo: quando ela entra no restaurante com o seu bebê, o uniforme branco grita para todos que ela é a babah daquela criança. O que seria ok, se não estivéssemos falando de Brasil, onde babah = pobre = favela = trato do jeito que eu quiser. Então o garçom pode agir diferente por causa do uniforme. Se ela estivesse usando uma calça jeans ou um vestido florido, que seja, ele não teria como saber se aquela moça é mãe, tia ou amiga da mãe da criança. 

Alguém avisa que além de desumano, é brega, por favor?!


Até entendo que você não veja dessa forma, afinal, você é uma pessoa justa, que não discrimina ninguém. Mas, acredite, o mundo esta cheio de gente capaz de destratar uma pessoa so porque ela chega com uniforme de doméstica, ou de bajula-la, se estiver usando uma roupa de médico.

Pai + mãe + babah pra passear com uma so criança em pleno domingo. Precisa mesmo?


Tenho certeza que as pessoas que me viam passeando com as crianças não sabiam que eu era a babah, pois eu me vestia igual à mãe deles. Nunca vi babas de uniforme empurrando carrinhos aqui na França, é uma coisa tão absurda! Assim como é esse artigo brasileiro que lista conselhos para as mamães sobre a higiene das babas:

"O ideal é lavar o cabelo todos os dias para mantê-los limpos ou dia sim, dia não, se não estiver muito calor (muitas vezes a babá faz escova ou chapinha e não o lava para mantê-lo liso). "

Traduzindo: evitem contratar pessoas negras, de 'cabelo ruim', porque, para não estragar a escova, elas não lavam os cabelos. Porcas!

E o melhor, quer dizer, o pior conselho, na minha opinião:

"Dica básicas de higiene da babá: Não beijar o rosto da criança."

Oi? Se eu não posso beijar o rosto, devo beijar o quê? A sola do pé dela? Pedir para a pessoa que vai cuidar do seu filho não estabelecer uma relação de afeto com ele é tão maldoso que eu custo a acreditar que um site tão conhecido tenha permitido a publicação desse artigo.

Quando eu passo três semanas no Brasil e cruzo com essa nova classe média alta desfilando suas escravas babas no shopping, na orla da praia, nos restaurantes, como se elas fossem um acessorio mesmo, uma bolsa de luxo que garante status, e quando leio artigos como esse, eu vejo que a nossa sociedade esta perdendo limites. E a isso eu não quero habituar-me.


Atualizando: a editoria do site deve ter se tocado da bobeira que fez ao publicar o artigo e o tirou do ar. 

96 comentários:

Adrian Castell disse...

Sério, esse artigo com conselhos para a higiene das babás é quase um manual para "domesticá-las"!

Anônimo disse...

Adorei seu post e vou me inspirar nele para meu blog... Infelizmente no Brasil ainda reina este tipo de comportamento super preconceituoso, deve ser heranca das sinhazinhas europeias, que tinham varias escravas para cuidar dos seus filhos na epoca da escravidao..! tambem acho um absurdo as babas do Brasil usarem uniforme, e hoje em dia, a classe (que se julga media) faz questao de ter uma baba. Devem as prestacoes do carro, do aluguel, cartoes estourados, mas fazem questao de desfilar com uma baba uniformizada pelas ruas da cidade. Eu ate hoje nunca vi, nem mesmo em fotos, nenhuma celebridade famosa americana ou europeia, que tenha uma baba uniformizada..!

Monica Lima disse...

Uniforme é brega mesmo! Nunca entendi essa obrigação de usar um uniforme (ainda por cima branco!) para as babás e empregadas. Colégio até vai, eu mesma adorava usar uniforme no colégio! Hahahaha! Mas isso era pensamento de criança, hoje em dia não sei como seria.

Agora, babás de uniforme eu realmente acho humilhante. Convivo com babás que levam as crianças às aulas de música e nunca gostei de vê-las de uniforme, talvez por tbm já ter trabalho de babá fora do Brasil e ver como é diferente o tratamento.
Um vez ouvi uma mãe falando que tem uma "babá de fim-de-semana", além da babá que cuida da criança durante a semana enquanto ela trabalha. Gente, a criança já fica a semana toda com babá, porque a mãe não fica com o seu filho durante o fim de semana? Será que precisa mesmo de mais alguém pra ajudá-la? Não sei, não sou mãe, mas imagino que se fosse não ia querer ninguém na minha cola durante todo o fim-de-semana pra me ajudar a cuidar do MEU filho. Essa babá de fim-de-semana ainda dormia na casa deles, pode? Achei um absurdo!
Enfim, tem muita coisa errada sim. O importante é não fechar os olhos e tentar pelo menos fazer diferente.
Só acho que essa comparação entre Brasil e França é um pouco desnecessária, pois meio que bota todo o mundo no mesmo saco: no Brasil é assim, na França (ou no exterior) é assado. Pra quem tem que conviver (e se indignar) com essas injustiças diariamente, achei um pouco leviano levantar essa questão como algo que a gente está simplesmente acostumado. Felizmente não é assim, não estamos todos acostumados, nem conformados.
Beijos!

Roberta Brasil Araujo disse...

E o que fazer quando a babá pede o uniforme???

Pode acreditar, aconteceu comigo!

Acabou minha licença maternidade e precisei contratar uma babá (durante a licença, eu mesma cuidei dele).

Entrevistei algumas e gostei muito de uma. Contratei e no primeiro dia, ela me aparece de uniforme pra trabalhar (que ela tinha recebido no antigo emprego). Disse para ela que não precisava, que ela poderia trabalhar com suas roupas, mas ela disse que PREFERIA usar uniforme em casa, porque assim não gastava as suas roupas...

Ela raramente sai com a gente (ela trabalha no horário comercial e sábado sai depois do almoço), mas quando sai, usa as roupas dela. Mas em casa prefere o uniforme.

Há umas 2 semanas atrás veio me pedir para eu comprar uniformes novos, pois os dela estava velhinhos. Mais uma vez perguntei se ela não preferia usar roupas normais e ela disse que não... Então lá fui eu, pra uma loja de uniformes (sim isso existe!) e comprei 2 uniformes novos, coloridinhos... E ela ficou feliz da vida! :-)

Ou seja... cada caso é um caso...

Mirelle Siqueira disse...

Oi Mônica! Na verdade não é bem uma comparação. Como eu moro aqui e escrevo sobre a França, eu acho que devo contar como as coisas acontecem aqui. Quer dizer, acaba sendo sim uma comparação, mas é que ponho no blog as minhas impressões e por ser brasileira e morar na França, eu acabo sempre comparando um ao outro na minha cabeça (e claro que tem vezes que a França leva vantagem e em muitas outras é o Brasil). Sobre se acostumar, eu não disse que todos se conformam, eu quis dizer que quando a gente assiste uma cena todo santo dia, ela acaba se tornando banal. Esse texto é mais pra fazer pensar as pessoas que nunca se perguntaram se é justo ou não que a babah use uniforme branco. Você, como ja morou fora, ja tem o seu pensamento feito e entende bem a questão. ;)

Beijos!

Roberta Brasil Araujo disse...

Quanto ao uniforme de estudantes, quando eu estudava, meu sonho era NÂO usar mais uniforme!!!

E fiquei feliz da vida quando entrei na faculdade e não precisai mais usar! :-)

Mas hoje, mãe, fico imaginando (meu filho ainda não estuda, tem 1 ano) que uniforme para crianças (pelo menos as pequenas) é bem mais prático e econômico para os pais...

Mirelle Siqueira disse...

Oi Roberta, se é a babah que pede o uniforme, então não vejo problemas. Mas pelo que você disse, ela não usa quando sai pra passear com vocês, não é? O objetivo principal desse post não é criticar o uso d uniforme, é criticar as pessoas que impõem isso pras babas. E tb contra essas celebridades que desfilam com suas babas para mostrar algum status (coisa que me incomodou muito quando eu estava no Brasil). Acho que seria bacana vc sentar e conversar com a sua babah e perguntar se ela nao sente essa discriminaçao nas ruas por usar o uniforme, talvez ela sequer tenha pensado sobre o assunto. Se ela se sente à vontade, menos mal.

Ah! Mônica, sobre as babas de final de semana, isso so acontece por causa dos baixos salarios do Brasil. Aqui na França as familias de classe média (que constituem 90%) não têm condições de pagar uma babah pro dia todo, muito menos pros fins de semana. As crianças aqui ficam o dia todo na escola/creche e as babas trabalham poucas horas por dia, so pra buscar as crianças nas escolas e esperar os pais chegarem. E o governo ainda reembolsa boa parte do valor que os pais gastam com babah. Eu ficava com as minhas crianças até um dos pais entrar em casa. Eles entravam, eu saia. Babah aqui é mesmo uma necessidade pros pais que trabalham, não é um luxo como ainda é no Brasil pq os salarios são muito baixos.

Mirelle Siqueira disse...

Roberta, sobre os uniformes, até concordo que seja mais econômico ai no Brasil. A questão é: a economia traz mais beneficios para a criança do que as vantagens de não se usar uniformes? Aqui na França existem lojas muuuito baratas, onde vendem camiseta de criança por 2€. Os pais compram muitas roupas nessas lojas e vão renovando com frequencia. Uma saida ai no Brasil é fazer uma gaveta de "roupa de escola", com roupas mais baratinhas, ja que a criança esta indo pra estudar e brincar e não pra desfilar, né? :)

Leonardo disse...

Amor,

Pode ser que isso pareça so um detalhe na opinião de muita gente que vai ler esse texto, mas esse é so um dos inumeros "detalhes" que esfregam na nossa cara o abismo social que existe no Brasil, principalmente quando olhamos de fora. Aquela do banheiro de "serviço" no hall em prédio de classe média alta, foi outra historia que me chocou nessa nossa ultima ida ao Brasil. Não sou pessimista (ou realista) a ponto de achar que a nossa terrinha não tem jeito, mas se existe uma solução, tenho certeza que estamos a anos luz dela.

Otima reflexão.

Bjim

arriba's disse...

Além dos uniformes, ainda temos que encarar a história do elevador social e o elevador de serviço. Êta Brasilsão.

Mirelle Siqueira disse...

Eh, amor, aquela historia do banheiro para empregadas no corredor eu ainda tô digerindo. triste demais.

Mas essa historia de elevador social e de serviço acabou, não acabou, Arriba's? Ja tem lei que não permite mais que essa discriminação entre moradores e empregados. O uso do elevador de serviço agora so pode ser obrigatorio pra quem esta carregando cargas, seja um empregado ou um morador até onde eu sei.

Karol Nascimento disse...

Seriously?! Eu tenho vergonha alheia quando vejo esse tipo de comportamento. Aqui, nos EUA, tb não há uniformes nem para babás, nem paa crianças. Quer dizer, há sim, para os muitos, muito ricos. Babá por aqui, é profissão de luxo.

Rydi disse...

Mirelle

Raramente comento, mas esse post merece. Vc só falou tudo o que tenho engasgado. Concordo com cada vírgula do seu post. É triste ver essa ostentação ou melhor escravidão porque uma babá não deve cobrar mais do que 600 reais pra está ali vivendo essa humilhação. É feio, rídiculo e seu tivesse filhos e pudesse ter uma babá jamais à trataria como uma empregada, o que acontece ali é tudo que vc falou, OSTENTAÇÃO; tipo: eu posso pagar! vejam! geralmente é a classe média que faz essa palhaçada porque os ricos mesmos não ostentam, eles não precisam. Conheço um milionário amigo da família que vc pensa que ele é um de nós mais pobrinhos, ninguém diz que ele tem o que tem.

argh pra esse povo!

bjs

K∂riиє* Smith. disse...

Mi,

Li esse texto sobre babas a meses atras e me senti constrangida com tamanha falta de tato da escritora, mas confesso que a baba do meu filho, quando morava no Brasil vestia branco, mas por um simples motivo: Ela nao sabia se vestir!!!!
era uma otima pessoa, tanto que ficou comigo 6 anos, ate ele vir morar na Irlanda, mas soh usava decote e short curto, tentei dar uns toques e ela mesmo no final pediu para usar branco como as outras do predio, eh bem verdade que o "uniforme" era siplesmente uma camisa polo e calca jeans, mas nao deixava de ser uniforme, neh?
shame on me.

Sylvia disse...

Pior é quando o uniforme veste a alma.
Adoro os teus textos.Um abraço.

Roberta Brasil Araujo disse...

O uniforme que ela usa é bermuda e camisa de botão sem manga, soltinha, estampado com florzinhas... É mais pra usar em casa, mesmo...

Como ela fica com meu filho das 8:00 às 18:00 (hora que eu e meu marido estamos trabalhando) durante a semana e sábado até a hora do almoço, só sai com a gente mesmo muito eventualmente, geralmente no sábado. E aí vai com a roupa dela, porque depois nem volta mais pra casa, ja vai direto pra dela.. ;-)

E o artigo que vc postou é mesmo um absurdo! A minha dorme até na rede com meu filho, quando o faz dormir depois do almoço (a mesma que nós também usamos, por sinal)! :-)

Aqui no Brasil roupa infantil é MUITO cara! Mesmo numa loja de departamentos popular vc não compra camiseta infantil por menos 15 reais...

Natasha Ulmer disse...

Mi,

Concordo com tudo! Nao entendo a necessidade de que a baba tenha uniforme, como se fosse para mostrar pra todo mundo que ela nao faz parte da familia, que é a baba...

E nao entendo mais ainda a necessidade brasileira de ter que sair pai e mae com a criança mais a baba! Os pais nao dao conta??? Como assim? Poxa, eu saio sozinha com o Lucca, ta, as vezes tenho que mudar meus planos porque ele quer colo ou esta de saco cheio de estar em tal lugar... Mas quando saio com meu marido é tranquilo, a gente reveza! Poderiamos até ter alguém para cuidar do nosso baby quando quisessemos sair so nos 2, o que seria otimo e compreensivel, um programa de casal sem o bebe, mas numa saida em familia, com baba pra quê???

Um casal ter a baba à tiracolo é muito "terceirizar o filho". Depois os pais nao entendem a falta de vinculo, nao sabem botar a criança pra dormir, nao sabem controlar o choro do bebê porque é a baba que faz tudo! Juro, ja vi mae que nao sabia fazer seu filho parar de chorar, e foi so dar para a baba que o bebê parou de chorar... Pq? Porque ele esta mais acostumado com a baba... E a mae, ao invés de no seu tempo livre querer desempenhar seu papel de mae, trocar fralda, dar banho, nao, mesmo no fim de semana ela é dependente da baba, juro que nao entendo!

Mirelle Siqueira disse...

Pois é, Karol. Como eu estava pensando nesse assunto ha um tempo, procurei fotos de celebridades americanas com babas vestidas de branco e nao encontrei. Poxa, brasileiro gosta tanto de imitar norte-americano, né? Pq nã copia as coisas boas tb?!

Pois é, Rydi, é a ostentação que me incomoda mais. Mas não é so classe média que faz isso não. So pegar os sites de gente famosa (nem todos são ricos, mas a maioria é) pra encontrar mil fotos dos passeios pela orla com suas babas. Dai o povão vê e imita né?

Ka, é por isso que eu digo que às vezes a gente nem para pra pensar num assunto e acha normal fazer pq todos fazem; Não sei se eu tb não daria uniforme pra uma empregada ou babah se tivesse uma no Brasil e nunca tivesse vindo morar fora. Como ngm fala do assunto la, como ngm contesta, a gente acaba achando normal. Ate as babas acabam achando que nao tem nada demais usar uniforme, simplesmente pq ngm nunca tocou no assunto mostrando que tem sim um problema enorme por tras dessa pratica "banal". O bom é que a gente aprende e evolui, né? Eu não nasci formada nem consciente, ngm nasce.

Obrigada, Sylvia. Um beijo.

Ah, Roberta, ta vendo? Até a sua babah sabe que sair na roupa de uniforme é furada, por isso não o faz. Usar em casa, se ela mesmo pede não tem problema algum mesmo. Eh como os caras que trabalham em usinas aqui. Vão trabalhar com a roupa deles, chegam la e vestem os uniformes, ao sair colocam suas roupas de novo. Assim, ao usar um transporte publico ou ir num restaurante, ninguém sabe se o cara é engenheiro ou lixeiro. :)

Oi Nati! Que honra! Você leu o texto do link? Cara, é tão mega master hiper revoltante! Escrevi um comentario enorme la, mas claro que não publicaram. Ave!

Beijos em todas vocês, mocinhas!

Muri disse...

Olha, o uniforme escolar eu defendo.
Por várias razoes e nao somente a de evitar comparação entre roupas.
Mas eu acredito que o uniforme na escola traz com ele um senso de unidade, o que não é de todo menosprezável... Afinal, como uma familia, a escola tem uma "alma" comum. Acho bacana...
Isso sem falar que para os pais pode significar uma economia, já que não precisam comprar taaaantos modelos de calças e camisetas para o filho não repetir na escola (eu sei que existem uniformes mais caros do que roupa de marca... mas vá lá, é só um exemplinho!)
Já uniforme pra babá, ou mesmo pra doméstica... PELAMOR... coisa de Brasil mesmo.
Tudo bem que também temos que levar em consideração que muita babá e empregada chega pro trbalho com roupas curtas e decotadas, pra evitar esses problemas as patroas metem-lhe o uniforme... ENfim, eu acho que a culpa é a falta de senso GERAL que existe no Br... Tanto por parte do patrão como do empregado.
=/

Milena F. disse...

Achei muito pertinente o tema! Uma vez já tinha susrgido essa discussão sobre uniforme na escola (no orkut, néao lembro se vc tinha participado), e eu nunca estranhei aqui na França porque em Porto alegre e região metropolitana não era algo comum na minha época! as escolas particulares, geralmente escolas de ordens religiosas tinham uniforme sim, mas as públicas não...
E sobre as babás, nunca tinha pensado no uso do uniforme, pois tb em Porto Alegre a gente não vê isso não! Só vi uniforme em babá em novela da globo!!! Mas como tb fui babá aqui na França, as vezes era constrangedor para mim JUSTAMENTE ser confundida com a mãe da criança!! A criança fazia uma malcriação, eu dava uma reprimenda, e aí sempre tinha alguém que passava ali e que dizia "tem que ouvir a mamãe, tem que respeitar a mamãe"... Ou "as crianças não parecem com a mãe, então devem ter puxado ao pai", ou então o contrário... Uma vez um menino de 3 anos ouviu algo assim e veio chorar no meu ombro, perguntando se então era EU a sua mãe!!! hahaha E em outro caso, eu levava as crianças nas atividades, e de vez em quando o pai passava, e acontecia de estarmos os dois com as crianças (pois ele depois tinha uma reunião ou outra atividade), e aí a gente passava por conhecidos do casal... Era meio constrangedor eles achando que eu era a amante ou que o casal não estava mais junto! Uma vez a mãe até me contou que um conhecido tinha ligado para ela para dizer que tinha visto o marido com as crianças e uma "outra mulher"!!! hehehe

Nat disse...

Oi, Mirelle!

Com relação ao uniforme usado nas escolas, eu não vejo como algo problemático.

Eu sempre encarei como uma coisa positiva, mesmo quando era obrigada a usá-los na escola.

Entendo o seu ponto de vista e concordo que as roupas sejam também uma forma de expressão e identidade. Mas não vejo a obrigatoriedade do uniforme escolar como uma repressão.

Acho que o espaço escolar se torna um ambiente mais acolhedor quando você já se sente parte do grupo por estar vestindo o mesmo uniforme. Além disso, quando cada criança ou adolescente pode usar a roupa que quiser, as comparações ficam sim bem mais evidentes e muitas crianças podem se sentir constrangidas, diferenciadas e não se sentir à vontade, por não ter condições financeiras para se expressar da maneira como gostariam.

Além disso, o ambiente da escola deve ajudar o aluno a se focar no que realmente importa, que é a concentração nos estudos.

Eu, particularmente, sempre gostei muito de uniforme. Sempre achei econômico e prático. Por mim, usaria também no trabalho, pois apesar de não muito bonitos, eles são confortáveis e geralmente apropriados para você exercer sua função.

Já do trabalho pra fora, a história é outra. Não me sentiria à vontade andando pelas ruas de uniforme. E aposto que as babás também não. Na rua, o uniforme chama muita atenção. E, no caso de uma babá, não vejo a menor necessidade. Também vejo mais como um sinal de ostentação do que qualquer outra coisa. E sem dúvidas, é reflexo da cultura do brasileiro elitista, onde parecer é melhor do que ser.

Quanto à reportagem citada, é realmente revoltante. Regras e bom senso são válidos e importantes em qualquer profissão, mas a babá ser privada de beijar a criança é inaceitável, pra não dizer ridículo.

Parabéns pela discussão!
Um abraço

Camila Navarro disse...

Assim como a Milena, nunca vi babás com uniforme "na vida real". Acho que esse tipo de prática está bem longe da minha realidade. Eu ia dizer que é porque moro no interior, mas a Milena disse que também nunca viu em Porto Alegre, né? Mas sabe que eu acho que no interior o preconceito é muito menor? Eu, por exemplo, estudei quase a vida toda em escola pública, com colegas de todas classes sociais e cheguei a dividir a sala com a menina que cuidava de nós quando meus pais saiam, uma espécie de babá (eu tinha 8 e ela uns 15). Nesse ponto as cidades pequenas não são tão diferentes da França. ;-)

Fernanda disse...

Eu concordo demais com voce, se quisermos fechar os olhos e achar desculpas para essa palhacada brega de uniforme branco pra baba, achamos, mas no fundo eh pra ostentar sim, e a gente sabe bem nossa realidade no Brasil, acaba gerando discriminacao. Ja li argumentos (em outros lugares na internet, nao aqui no seu blog) de que isso eh bom porque a baba nao precisa "gastar" as proprias roupas. Se o caso for esse, muito simples, de uma ajuda de custo pra isso, precisa mesmo ser uniforme branco, classificando todas as babas que saem por ai ao lado da mae que precisa de babah 24 por 7 porque nao pode lidar com o proprio filho uma hora do dia sequer? Eu trabalho (nao sou babah) e recebo uma ajuda de custo de manutencao para as roupas que eu compro pra ir trabalhar (ja eh incluso no salario que eu ganho por hora).

Glenda Di Muro disse...

Oi Mi! Olha, eu sempre usei uniforme no colégio e minha mãe adorava pq não "gastava" roupa... Mas com relaçao às babás eu concordo plenamente. Acho rídiculo, e mais ridiculo ainda é sair pra passear com a criança levando a babá a tiracolo. Por favor! Na minha ida ao salão de beleuza este ano no Brasiu, presenciei uma coisa horrível, reflexo da elite brasileira: a dita cuja foi fazer as unhas e levou a filha pra mostrar pras amigas com a babá. A coitada ficou de pé, durante uma hora e meia no salão porque ninguém deu uma cadeira pra ela. A criança estava no colo das outras mulheres e nem precisava da atenção dela, mas ela ficou ali, parada, sem mover um dedo durante todo o tempo que eu fiquei lá. Meno male que não vestia branco, mas achei bizarro o tratamento.

Lulu disse...

Concordo com tudo, menos na escola, acho q é bom sim usar uniforme. Mais pratico, economico, e acho q sim ajuda a igualar todos, apesar dos detalhes de acessorios. Mas com roupa normal sempre ha competiçao de quem vai mais fashion, grupinhos q se juntam atraves do estilo de roupa, e meninas com roupas sexy demais pra sua idade; Enfim, as melhores escolas, as mais caras ainda exigem o uniforme, mesmo na França.

Agora pra baba é o cumulo mesmo. Eu nunca vi pessoalmente, soh na novela da globo tb rsrs. A baba q cuidou de mim nunca usou rsrs. Sempre achei q isso era coisa de novela, vai ver pq nao era meu mundo, nao convivia perto de gente rica.

Mas na França ainda tem uniforme sim, nos supermercados, em algumas lojas, em alguns restaurantes, em algumas profissoes... etc

Se um carteiro chegar sem uniforme, uma identificaçao serà no minimo estranho rs

Mirelle Siqueira disse...

Se vcs estão dizendo que nunca viram é porque esse absurdo ainda não esta tão generalizado no Brasil. Eu tb so via nas novelas, mas nessa minha ultima visita ao Brasil vi em todos os shoppings que fui em SP, vi na orla do Rio e tb no shopping do Leblon. Camila, pode ter certeza que jaja a modinha chega em Uberlândia também. Eh a cara daquela cidade esse tipo de comportamento.

Sobre os uniformes, eu tb achava pratico até ler um pouco mais sobre o assunto e entender que para o desenvolvimento de cada criança é melhor que elas possam se vestir de acordo com sua personalidade. Além disso, so de saber que foram os militares que levaram essa pratica pro Brasil, eu ja fico com o pé atras. Acho tão fofo ver as crianças aqui na França indo pra escola cada um com sua roupinha, você olha pra uma criança e ja consegue saber mais certinho quem ela é. De uniforme ficam todos iguais. Enfim, mas é so a minha opinião.

Lulu, eu não disse que na França não existem uniformes, tava falando mesmo de crianças e babas. Sobre as escolas, até onde sei as melhores escolas da França são as publicas mesmo, que não usam uniformes, mas as tradicionais particulares e exclusivas de familias ricas pedem mesmo. Exercito, familias ricas, tradição... tudo no mesmo balaio.

beijos!

juliana machado disse...

Sempre fico incomodada com oque vejo seeempre! Pai, mãe , filho e babá! Que coisa mais absurda!!!!! Se a mãe e o pai estão com o bebê, pra que isso de levar babá junto? Aqui no Brasil é muuuito comum isso , o hábito de terceirizar completamente a criação dos filhos! Tem mãe que simplesmente não pega o seu bebê no colo nunca ou raramente!!!!!! Babá é uma ajuda muito bem vinda quando voce está trabalhando e seu bebê precisa ser bem cuidado. Voltou pra casa..... assume o posto ué! O povo aqui é muuuito mal acostumado!
No domingo, na praça em frente a minha casa, só tem babá com criança! Cadê os pais?Será que nem domingo ?

Miller Manteiga. disse...

Belo texto Mi.
Quando eu morava na Espanha não tinha isso de uniforme em colégio não, o que eu achei uma boa. Lá eu repetia o mesmo casaco durante dias por causa do frio e ninguém fica reparando ou então comentando sobre isso, e quando acontecia de alguém comentar, adivinha? Era brasileiro.
Eu nunca havia parado pra pensar nesse assunto de uniformes, mas daí com a sua reflexão pude refletir melhor e ver que uniforme mesmo só serve pra diferenciar pessoas, assim como você disse. Uma tremenda babaquisse.
Beijo.

Celinha disse...

Mi,
Vejo muitas mães com babás num dos serviços em que trabalho. E muitas vem de uniforme. E quase 100% delas sabem mais sobre a criança do que a própria mãe, que nem pega a criaturinha no colo...e trata a moça como se fosse um nada. Alguém que cuida do filho dela o dia todo, que dedica carinho, atenção, amor, muitas vezes deixando o próprio filho de lado. Acho terrível qualquer processo discriminatório. Só uso branco quando sou absolutamente obrigada a fazê-lo, e evito sair na rua assim (ou com o avental, que vem escrito médico em letras coloridas). Não obtenho vantagens com isso: quero ser bem tratada pelo que sou, e não pelo que visto, em qualquer lugar. Quero demais? Acho que não. Usando as palavras do famoso discurso de Martin Luther King, sonho com um mundo em que as pessoas serão julgadas pelo caráter, e não pela cor da pele ou por como se vestem.
Beijo grande.

brunahagemann disse...

Mil vezes, que horror!
Eu sou nanny há 3 anos,e também nunca vi essas idéias de uniformes nem na Irlanda nem aqui na Alemanha.

No Brasil andar de branco é ser cabelereira, manicure, babá, mãe-de-santo, dentista e médica.

Seria tão mais fácil se todos usassem roupas comuns e não serem divididas em grupos profissionais, né?

Tenho uma amiga no Brasil que estudou direito porque queria sempre andar bem arrumada (??). Hoje tá cheia de problema na coluna por causa de salto-alto e fica usando terninho no calor. Tenho certeza que ela daria tudo por um belo par de havaianas e um vestidinho de praia. Sendo advogada seria bem interessante! :-)

Milena F. disse...

Talvez por nunca ter usado uniforma da escola, nunca gostei e acho que não precisa! Sempre vi o uniforme escolar muito mais como uma "marca da escola", para fazer propaganda da escola... E em Porto Alegre o uniforme "diferenciava", pois usar um uniforme do Sevigné era menos status que do Rosário, e o Rosário era um colégio menos caro que o Anchieta! Mas eu que não estudei em nenhuma dessas escolas, uma vez uma diretora da minha escola tentou instalar essa prática, mas as mães não gostaram, pois o uniforme custava mais caro que as roupas que elas compravam habitualmente paraos filhos... mesmo pais com filhos nessas escolas mais caras que citei, bem mais tarde quando comecei a fazer parte desse círculo, me diziam que o unifirme era caro... E eu achava mesmo! Tipo, uma camiseta 45 reais, sem contar o resto...
Já em relação às babás, não tenho muita opinião formada... acho que o problema no Brasil não é o USO do uniforme em si, mas sim a discriminação que ele acarreta!!! se a babá fosse tratada como "gente" mesmo com uniforme, não vejo nenhum problema. Evitaria esses problemas de "não saber como se vestir", o que pode soar preconceituoso, mas pode evitar a babá aparecer para trabalhar de blusa mega-transparente, minisaia e meia-calça arrastão (essa combinação existe, e para "senhoras de 50 anos e 80kg!). Essas pessoas "ricas e famosas" não querem ser fotografadas ao lado de alguém vestido assim... Até o segurança pessoal usa um terno como uniforme!!! Todo mundo sabe que ele não faz parte da família! Mas acho que se eu tivesse babá no Brasil compraria para a babá um terninho preto ou azul marinho!!! Acho mais chique! Essas roupinhas brancas tb acho brega, mas talvez seja a idéia antiga de "enfermeira" para cuidar do bebê.

Danielle disse...

Olá, Mirelle. Leio teu blog há não sei quanto tempo, mas ainda não havia me manifestado nos comentários - sabe-se lá por quê.
Agora que escrevi o "Mirelle", fiquei pensando se não tens o mesmo problema que eu "Danielle", de ter o nome escrito com as mais absurdas grafias... Enfim. Vamos ao comentário sobre o texto - que adorei.

Primeiro sobre os uniformes escolares: meu colégio sempre teve uniforme e eu nunca pensei se usar ou não influenciaria o exercício da minha personalidade. Lembro-me que, a despeito da imposição do uniforme, cada um bem que dava um jeitinho de se expressar e "personalizar" - cortando um pouco mais a bermuda, fazendo a calça ser boca de sino, com um moletom colorido embaixo do preto, cabelo diferente, tênis diferente e até com meias!
Como aqui as roupas são caras e como não podemos contar com o bom senso dos pais no sentido que as crianças não estão indo desfilar na escola, acho interessante o uniforme escolar. Permite que os pais não gastem tanto (até porque aqui, normalmente, já é necessário ter que pagar pelo colégio para assegurar a qualidade). Acho até que facilita a socialização - pela identidade - e serve até pra exercitar a criatividade na hora de se diferenciar quando se usa uniforme.

Sobre o uniforme para babás em passeio: medíocre. Não tenho dúvidas de que serve para ostentação.
E o mesmo vale para as empregadas do lar também.
Acho que, com um pouco de tato, é possível, inclusive, evitar situações de vestuário notadamente inadequado, sem que se precise erguer um abismo patrões-empregados, incorrendo em tantos problemas de relacionamento e discriminação.

Claro que para quem trabalha pode ser interessante usar o uniforme - e essa opção pode ser levada em conta, mas a imposição - que eu acho que serve unicamente para inflar o ego dos "chefes" - ah, essa, além de terrível, é deprimente.

Por fim, quando fiquei sabendo sobre o artigo de "higiene de babás" (acho que pelo teu twitter, antes aberto pro público) e o li, fiquei estarrecida!
Achei digno de repúdio público! Triste é saber que, em vez disso, tanta gente vai incorporar estes "novos conselhos", que se somam a outras práticas tanto condenáveis, sendo pai e mãe um tanto a menos e também um ser humano menor.

Vamos torcer para que a indiferença não vença mais essa. Beijos!

Anônimo disse...

Oi Mireille! o assunto uniforme/babá/evidenciação de classe socialxfunção está rendendo....sinal que tocou fundo nos leitores.
Quando criança, meu sonho era poder usar uniforme de colégio- igual minha irmã mais velha. E na minha época, havia rigidez: até a pasta escolar ( não se sonhava sequer com mochilas..) era padronizada. Sapato, tipo e cor, tecido do uniforme, tudo igual. Engraçado, isto nunca afetou meu senso de identidade. E até onde percebia, nem o das minhas colegas, o uniforme nos dava a todas o status de estudantes, e isto era ótimo. Era um identificador social poderoso. havia, é claro, o toque pessoal: a gola levantada, a manga dobrada assim ou assado...Mas isto foi antes da "me decade"! acredito que hoje os valores de identificação social mudaram.A massificação persiste, mas com outras características. Fica aí o tema para a cientista social meditar!!!!

Priscila disse...

Eu vejo muitas babás de uniforme nos shoppings chiques de SP,aqui na Bahia não é tão comum assim...ou pelo menos não no meu prédio.
Aqui o que não falta é gente sem noção procurando empregada que durma no emprego (a.k.a trabalhe 24 horas por dia e faça hora extra)e que tenha folga só de 15 em 15 dias!Alguém precisa ensinar esses ricaços a ler a CLT.
Mas Mirelle,esse artigo sobre higiene das babás é a coisa mais sem noção ever!A autora deve ser uma sinhazinha,fala das babás como se fossem seres inferiores que precisam ser ensinados a tomar banho e escovar os dentes todos os dias...essa dona sinhazinha é que mereceria um curso de boas maneiras.
Ah,meu amigo francês terminou o ensino médio ano passado(ele fez o Bac S e ganhou uma menção très bien )volta e meia quando ele falava de algum colega eu perguntava se o tal era rico ou pobre e ele dizia que não tinha como saber já que não eram amigos,aliás,ele dizia que não sabia nem se os professores eram pobres ou ricos.

O Tabuleiro da Baiana disse...

Meu chefe aqui na IT, quando foi me contratar, me questionou se eu teria problemas em usar uniformes, pois nenhuma funcionaria dele jamais aceitou. kkkkk
Eu particularmente acho que ha casos e casos. Em escolas eu concordo, acho que isso realmente ajuda a diminuir as diferenças, e em alguns trabalhos é legal o uso, nos tira um grande peso das costas (eim mulheres) sobre oq vestir hoje?

Patricia disse...

Oi Mirelle, interessante como essas diferencas comportamentais nos saltam aos olhos quando estamos em outra cultura. Uma coisa que me chamou a atencao na Alemanha/Suica eh que os medicos nao usam branco. De fato, eh mesmo pouco higienico medicos e dentistas sairem na rua com a mesma roupa branca com que atendem nos consultorios... Na Suica medicos usam roupas comuns e nos consultorios e laboratorios colocam seus aventais para evitar contaminar os objetos e paciente ou sujar a roupa. Na rua se alguem usa branco geralmente eh pintor de paredes...

Patty disse...

Mi, sobre os uniformes escolares, eu usava quando criança. Confesso que não gostava muito não, mas hoje vejo que era bom, pq o que eu já rasguei de roupa tentando pular o muro da escola...(bom, abafemos esse caso!). O que era ruim tb, é que o governo não dava o uniforme. Minha mãe que pagava. Hj eu sei que o governo agora dá, então acho bom pq roupa aqui, mesmo naquelas lojas chinfrim é carim! rs. Se bem que eu concordo com vc que cada criança tem que desenvolver sua personalidade e é através das características manifestadas por elas, é que se forma a personalidade de uma criança.
Quanto à babás, vc tem toda razão. Aliás, babás e domésticas. Elas são sim descriminadas, como tb as pessoas de vestes simples. Concordo com o que disse em relação ao sujeito que se apresenta de branco (médico) comparado a uma moça de branco com criança no colo. Ela sofre preconceito sim senhora! Ela, a doméstica e o sujeito de vestes simples como mencionei. E tô falando isso por experiências cotidianas. Vou deixar aqui meu exemplo mais recente, tô aqui no hospital com a minha mãe, e quando desço para comer, vejo a diferença no tratamento do "doutô" com o estetoscópio caindo no feijão (isso me irrita profundamente!) com relação a mim ou outra pessoa que esteja vestida mais humildemente no salão do restaurante. Faltam só trazer a comida mastigada pra ele, enquanto que pra mim, demora uma eternidade, chega fria, cara feia do atendente...E por aí vai!
Infelizmente, rola sim descriminação por vários motivos, mas sem dúvida, essa do uniforme é gritante.
Minha ajudante do lar não usa uniforme e é tratada como um membro da família. Como disse outro dia a vc, se deixar ela caga até de porta aberta! hehehe
Ei de concordar com o segundo comentário do blog. As vezes, essa pessoa nem pagou a prestação da casa, do carro, da escola, mas tá pagando de "ui, eu tenho status" por ter uma babá ou sei lá o quê domesticada, literalmente!
E só pra constar: achei rídiculo a publicação do site quanto àquelas normas! Meu Deus, aonde esse mundo vai parar? Que séculos nós estamos mesmo?!
Queria finalizar repetindo um comentário (da Sylvia) que achei sensacional: que não se uniformize a alma humana!
E mais: não ao embrutecimento da alma humana (by Patricia de Aquino, uma grande amiga).

Bjos e parabéns por levantar essa questão!

Renata Inforzato disse...

Mirelle

Comigo aconteceu o mesmo: fui pra SP agora em dezembro e fiquei horrorizada com o que vi, não só em relação às babás quanto às domésticas em geral, coisas que aqui na França a gente não vê...
Por exemplo, a faxineira ou empregada fica doente, e a dondoca diz: a vagabunda não veio trabalhar e estou com TODO o serviço da casa, sendo que a dondoca não trabalha. E mesmo entre "patroas" que trabalham, quantas não faltaram pelo mesmo motivo? E essas dondocas pagam salários dentro da lei pras elas? não, né?
Vi gente que está há anos com a mesma empregada e nem sequer a regista em carteira. E ainda diz que é como parte da família. Ora, se a patroa ama tanto assim a empregada, pq não a registra e lhe dá ao menos a garantia de poder ser amparada na aposentadoria ou em caso de doenças? E ainda tem que questão de elevador de serviço, banheiro de serviço, porteiro invisível e outras coisas.
Como diz seu marido, acho que vai demorar muito pro abismo social sumir. Pra mim, é difícil acreditar na melhora do país enquanto ele existir.
Tô pensando em compartilhar esse seu texto, posso?

Renata Bertolucci disse...

Poir é uma conhecida que leva a babá nas festas infantis e a pobre coitada fica a festa inteira sem comer nada porque "está de serviço" (??????). É uma classe média ultrajante, humilhante, idiota, babaca demais.....eita Goiás velho de guerra.
Lavei a alma com o seu texto ;)

Mirelle Siqueira disse...

Tb ja reparei a enorme diferença que existe nas relaçoes filhosxpais aqui na França e no Brasil, Juliana. Realmente o fato de que ai no Brasil as familias podem pagar babas pra ficar mais tempo com as crianças distancia sim as maes dos filhos. Uma pena.

Oi Miller! Acho que quando a gente vive a experiência de não usar os uniformes, a gente acaba entendendo melhor o quanto eles são desnecessarios, né?

Ai, Celinha, que triste isso, viu? Eu, por não me sentir pronta ainda pra ter filhos, não os tive. Pq esse povo bota tanta criança no mundo se não querem sequer segurar os filhos?

Eh um absurdo,né Bruna? O que me incomoda nos uniformes (seja de escola, babas, enfim) é que quando estamos na rua todo mundo olha pra gente e sabe o que fazemos da vida, sabem a nossa profissao ou em que escola estudamos. Ai no Brasil, onde existe escolas para pobres, escolas para ricos, é meio desconfortante que as crianças se cruzem nas ruas e vejam outras de uniforme de uma escola melhr que as deles. Causa logo de cara uma rivalidade que se essas crianças estivessem de camiseta comum não causaria. Ainda sou totalmente contra o uso dos uniformes nas escolas.

Terninho pra baba, Milena? Babah não é secretaria que vai passar o dia sentada atendendo telefone. Babah tem que correr, rolar no chao, brincar com a criança. Vai trabalhar como usando um terninho? E mais, essa questão de "nao saber se vestir" é relativa. Nao sabe se vestir de acordo com os padroes de quem? da patroa? pq ngm sai na rua achando que ta mal vestida, cada um usao o que acha mais confortavel e que nos faz bem. nao é so no Brasil que as mulheres usam roupas transparentes e curtas, aqui tb tem disso e nem por isso as patroas saem distribuindo uniformes, basta conversar. bom senso, oras. chama pra conversar e pede pra ela vir com roupa mais adequada. uma simples conversa franca resolveria o problema. a questao é que no brasil patrao nao perde tempo tendo conversas amigaveis e francas com empregados, né?

Oi Danielle! vc tocou num ponto importante: a falta de noçao dos pais que transformam tudo em desfile de moda. Vcs não têm ideia de como funciona aqui. Os meus dois meninos, filhos de dois médicos e cheios da grana, iam com blusinhas baratas, furadas e durinhas pra escola (pq aqui a agua tem calcario e as familias com crianças nao usam muito o amaciante nas roupas). tudo taaao simples! quando eu ia pro parque com eles depois da escola eu ficava observando todas as outras crianças, cada um com a sua roupinha e de cara a gente ja entende quem é a criança. quando eu era criança e usava uniforme eu tb nao me incomodava nem um pouco, dava o meu jeito, assim como vc, de fazer minha personalidade aparecer. o problema não é a criança, é os professores e as pessoas que vêem as crianças uniformizadas nas ruas. aquela criança é a estudante do colegio tal e não a menina fofa de vestidinho azul. todos iguais, como no exercito. eu realmente nao gosto dessa ideia.

Pois é, Priscila, isso é uma das coisas que eu mais gosto na França: o fato de ser dificilimo saber se uma pessoa é rica ou não. Primeiro pq quando a gente pega um transporte publico ou vai num restaurante a gente vê que todo mundo se veste igual. No Brasil de cara a gente sabe se a pessoa é simples, classe media ou rica, so de ver como ela se veste. Como aqui as coisas sao mais acessiveis, uma pessoa com menos dinheiro consegue comprar um tenis bom ou uma bolsa de marca de luxo, entende? entao nao é pq o cara tem um super tenis caro que ele é rico. so conhecendo bem, sabendo onde ele passa as ferias, a casa que ele mora, o que os seus pais fazem é que da pra saber. isso faz com que o tratamento seja mais igual, afinal, quando vc entra numa loja, o vendedor nao tem como saber a quantia de dinheiro que vc tem na sua conta bancaria.

tô gostando dessa discussão! bjim!

Mirelle Siqueira disse...

Oi Brenda! Eu realmente não tenho nada contra os uniformes que são usados dentro do local de trabalho. acho pratico, ate. O que me incomoda é desfilar as diferenças sociais pelas ruas.

Os médicos tb não usam branco aqui na França, Patricia. So o avental dentro do consultorio mesmo. Nas ruas é roupa comum e assim a gente olha e não sabe que profissão ele tem. Mas no Brasil, jamais né? A maioria sai emporcando o avental pelas ruas so pra ser melhor visto e atendido. Tosco.

Pois é, Patty, não basta o avental, tem que ter o estetoscopio pendurado no pescoço né? Pq se o medico esnobe sai so de branco, vai que pensam que ele é dentista né? Poxa, melhor deixar bem claro que não, que sou médico! a profissao mais prestigiada do Brasil e assim receber o tratamento que eu mereço por ter passado 10 anos na universidade (como se fosse isso que fizesse dele uma boa pessoa).

Oi Renata, claro que pode compartilhar. Pode e deve! quando mais as pessoas lerem e discutir sobre o assunto, melhor pra nossa sociedade, né? :)

Isso tb me revolta, Renata Bertolucci! Vejo pelas fotos das famosas quando vão nos aniversarios. Chegando de carro com o filho e a babah (de branco, claro) chegando atras. Poxa, se não quer curtir a festinha com o filho, vai sozinha, poxa! Sério meninas, a gente tinha que dar um jeito de fazer esse texto chegar aos olhos dessas atrizes globais como Giovana Antoneli, etc e tal. Pq, por mais triste que seja, elas servem de exemplo pra nossa sociedade né? E as patroas fazem pq elas fazem tb.

beijos!

Nat disse...

É... acho que chegamos ao ponto mais crítico da questão. O brasileiro parece se importar e julgar muito mais pela aparência do que outras culturas, como os europeus, por exemplo.

O médico brasileiro precisa mostrar pra todo mundo que ele é médico, nem que isso signifique colocar em risco a saúde de seus próprios pacientes (e da população) ao utilizar o mesmo avental dentro e fora do hospital. Fico irritadíssima com médico que sai pelas ruas com jaleco e arzinho de George Clooney. Tantos anos de estudo e nem aprenderam sobre Biossegurança? Blah

A babá de branco vira acessório de luxo. Até quando sua presença não é necessária tem que ficar lá, com cara de paisagem enquanto a patroa posa de ricaça, massageando seu ego e adorando toda a atenção dos olhares. Mal sabem as patroas que os olhares em sua maioria não são de admiração.

Nos dois casos, o uniforme, tadinho, inofensivo, se transforma numa vestimenta pra gritar para a sociedade o quão "importante" eu sou, "olhem para mim!".

Por outro lado, os olhares julgam, julgam e julgam o tempo todo.

No mundo todo, o uso de uniforme pelas ruas chama a atenção. Mas ao viver fora do Brasil, você percebe que as pessoas não se importam tanto se você é o médico ou a babá. No Brasil pelo contrário, isso parece ser determinante.

Vivendo fora, não sinto que as pessoas te analisam e te julgam tanto quanto no Brasil. Lá fora você sente um certo alívio por ser respeitado independente do que veste.

Uma vez fiz uma viagem e, num parque turístico, logo pude perceber quem eram os brasileiros e quem eram os estrangeiros. Os turistas estrangeiros estavam todos à vontade, com seus tênis velhos e confortáveis, camisetas e shorts sem frescura.

Os turistas brasileiros estavam com suas roupas de marca, seus tênis novinhos (que inteligência usar tênis recém comprados para caminhar numa viagem hein) e as mulheres com calçados nada apropriados para o local.

E nem vou entrar na discussão de bom gosto para se vestir, porque eu acho lindo pessoas que sabem se vestir bem e o fazem por prazer. Mas a questão é maior: por que esses brasileiros estavam tão bem vestidos num local onde nada melhor do que estar de tênis velho, short e camiseta?

Será que estavam tão bem arrumados por ser um gosto verdadeiramente pessoal ou será que é para mostrar aos outros seu status? Gostaria de acreditar que é só uma forma de expressar a sua individualidade (e em alguns casos é), mas infelizmente a grande maioria é pela vaidade de mostrar aos outros a que nível pertence, e isso fala mais alto que seu próprio conforto. Mais uma vez: parecer é melhor do que ser.

Existe um grande bullying social no Brasil.
E esses aspectos da cultura brasileira realmente me deprimem.

Milena F. disse...

Mirelle, o terninho foi para dizer que eu acho mais agradavel do que um outro tipo de uniforme... E quanta babá (em novela) usa vestidinho branco?
E porque uma faxineira geralmente tem como uniforme o vestidinho? acho que é bem mais desconfortável limpar a casa de saia do que de calça!!! E como nas fotos mostradas parece que a função da babá é empurrar um carrinho de bebê, uma calça e uma camisa, desde que confortáveis, estaria de bom tamanho! Acho que sugerir o casaquinho no calor do Rio pode ser exagerado hehehe
O "não saber como se vestir" já tinha usado entre aspas para marcar que é algo subjetivo mesmo... Mas se estar mal ou bem vestido é algo impossível de discutir, eu ainda acredito que existe uma definição internacional de vulgaridade...

Anônimo disse...

Oi Mirelle

Que post interessante!!! gostei mto de vc ter falado sobre isso (ñ li o artigo), mas concordo plenamente c vc e c os comentários q pensam co. vc (acho q praticamente todos,ñ?). Realmente, aqui a coisa ñ melhora!... ñ melhora!...é pura ostentação, c uma dose enorme de ignorancia, complexo de inferioridade,etc. E co. disse um dos leitores: mtas vezes ñ pagam as prestações em dia, cartão , mas querem "parecer".
Foi bem dito q quem é, ou sempre foi, ñ quer "parecer", pq já é!
Fiquei pasma c a cena da babá em pé o tempo todo no cabelereiro! mas pode ter certeza q aquela criatura será punida, de uma forma ou de outra. Qto ao uniforme p escola sou a favor p economia (aqui ñ existe roupa razoavel , barata) e p evitar disputas. Qto a andar de branco, aqui andam tb massagistas, esteticistas,cabelereiros,pedólogos etc( todos em busca do "status"). Tb acho falta de higiene o medico andar pelas ruas,mercados c a mma roupa q vai atender clientes.
Mas gostei de ver q (pelo menos no blog) há gente consciente.

Abçs

Natasha Ulmer disse...

Mi,

Li sim o artigo que vc colocou e achei ridiculo, claro!

O mais incrivel é acharem as babas um "reservatorio de bactérias" - visto que a baba nao pode nem beijar a criança no rosto - mas mesmo assim precisarem da baba, porque, né, poxa, é muuuiiiito dificil ir no shopping com o bebê sem a baba! Caminhar na praia com o carrinho, entao! Nossa, é muito desgastante empurrar o carrinho, preciso da baba! Ir na festinha de criança, logico que preciso da baba, nao vou sair correndo atras do meu filho, ainda mais porque vou de vestido e salto alto e nao vou ficar me abaixando... Ah vai!

Foi o que eu disse no meu comentario anterior, sao crianças terceirizadas, as babas conhecem mais as crianças do que os proprios pais, e estes se tornam cada vez mais dependentes pq nao sabem cuidar dos filhos... Tao triste isso...

Depois falam que europeu é frio e tal... Podem até ser menos demonstrativos mas pelo menos aqui no fim do dia e no fim de semana as crianças ficam com os pais, sao os pais que dao banho, trocam fralda, botam pra dormir, dao jeito na birra, dao colo...

Letras Saltitando disse...

O pior é na bahia em que todas as mulheres tem babás negras, e essas babás já vem de familia de negros que "prestam serviço" pra essas familia e vão sendo indicadas. Ou seja, é uma escravidão "decorada", visto que elas recebem salário e nao tem vida propria, pois vão pra tudo quanto é lugar com essas mulheres. Triste! mas ninguém faz absolutamente nada.

Anônimo disse...

Exigir que uma cozinheira (domestica) use uniforme e aquela touquinha descartavel - é o auge da vilania, do desejo de humilhar a pobre criatura,só porque ela é humilde de origem, etc?
Se embasbacar com um Chef estrelado vestido igualmente de uniforme branco e aquela touca ridicula, o que é isto? Assim pode, é chic?
Porque é um horror ( hummmm) ter cozinheira uniformizada em casa ( quem pode pagar) ou restaurantes banais de bairro e podre de chic comer o que um cozinheiro igualmente uniformizado, ( mas aí é cool) produz em um restaurante bacana?
Alguém pode analisar o porque do preconceito contra a domestica uniformizada? E o louvor ao chef uniformizado?

Mirelle Siqueira disse...

Vc pode me dizer em que parte do texto eu falei sovre domesticas, anonimos? Vc realmente precisa aprender a ler e a interpretar textos. Nao tenho nada contra a cozinheira ou o chef famoso trabalharem de uniforme, o problema é o patrao obrigar a cozinheira a usar o uniforme quando sai para comprar algo. Te garanto que o senhor Paul Bocuse não sai de chef pra ir ao supermercado.

Girassol disse...

Assino embaixo.
Ver pai, mãe filho baba passeando no domingo então acho o ó.
Dá uma olhada nessas fotos do bebe da Gisele Bündchen com a babá, veja a diferença das fotos que vc postou desse povo metido a besta aí.
http://contigo.abril.com.br/noticias/benjamin-filho-de-gisele-bundchen-vai-praia-com-baba

Rita Gomes. disse...

mas é exatamente esse o proposito: diferenciar. ou vc acha que a classe media alta quer ser confundido com amigo de pobre??

tenho uns aliunos riquinhos e nas casas deles as empregadas vestem uniforme, tipo novela da globo.. tenho ate vergonho desse brazilzao.. :(

qt a uniforme na escola nao tenho opiniao formada.. pq eu sempre gostei, era mais facil pra se arrumar.. e acho que ajuda sim a deixar as ccas mais iguais.. nao sei... na irlanda, os uniformes das escolas do pais todo sao identicos, só muda a cor.. acho interessante.. até o sapapo é padrao... pelo menos nao tem distincao de rico e pobre..

bjs

Mirelle Siqueira disse...

mas, Rita, essa distinção não se faz através das mochilas, cadernos, acessorios? ou uma criança não sabe se o coleguinha é pobre ou rico conversando com ele? sabendo onde ele mora, onde passa as ferias, que carro o pai tem? por isso digo que o uniforme não encobre ilegalidades, é um argumento falso. além do mais, principalmente no Brasil, uniformes acabam diferenciando demais uma criança de escola particular de outra de escola publica. lembro que quando eu era criança eu pegava ônibus num ponto onde se encontravam tb crianças de escolas publicas, e havia uma rixa enorme entre os alunos das duas escolas. se todos estivessem de bermuda e camiseta, ngm ia saber onde cada um estudava, entende? sem falar que no brasil, uma criança que chega pra comprar um salgado com uniforme de escola publica ja vira isso mesmo, a criança que estuda na escola tal e pode sim ser tratado diferente da criança que chega com uniforme de escola particular.

mas acho valido esse debate justamente pq a gente nem pensa muito num assunto antes de conhecer outros pontos de vista.

sobre os uniformes de babas, vc ta certissima. eh exatamente isso o que a nova classe media alta quer.

;)

Mariana Silva disse...

Ótimo teu post!

http://se-encontrar.blogspot.com/
Beijos

Bloguinho do Enzo disse...

Mi, demorei apenas um dia pra voltar aqui no post, e qdo chego aqui agora, qtos comentários!!!
Eu logo imaginei que fosse "bombar", rs, pois o tema é super interessante, e vc como sempre, ótima em suas colocações.
Li comentário por comentário, e concordo com vc em gênero, número e grau!!!
Beijo...

Patty disse...

Putz, lembrei de um negócio que vc comentou Mi. Sobre o lance das rixas. Quando ia para a escola tb tínhamos rixa com uma escola que era na mesma avenida.
Estudei a vida toda em escola pública, exceto no colegial. Mas era exatamente isso: andávamos uniformizados, assim como os alunos da outra escola. Daí já viu! Um via o outro e já sabia quem era de quem, e a briga começava! Ainda bem que nunca fui "pega" nessas tretas! Eu, hein!

Anônimo disse...

Mirelle, tudo bem ? essa achei estranha: (recortei de um post seu aí acima): "Rita, essa distinção não se faz através das mochilas, cadernos, acessorios? ou uma criança não sabe se o coleguinha é pobre ou rico conversando com ele? sabendo onde ele mora, onde passa as ferias, que carro o pai tem? por isso digo que o uniforme não encobre ilegalidades, é um argumento falso."
Ué, que ilegalidade seria essa?Então ser rico é ilegal? e o menino rico tem de fingir que é pobre para ser bonzinho e não despertar a inveja de quem não é como ele, e não tem as mochilas etc dos bacanas? Curioso ler que nos posts acima( não apenas no seu que recortei) perpassa sempre este sentimento de revolta contra quem é rico....e mostra , pelos seus objetos, que é rico.A inveja é um sentimento normal, mas pode ser muito destrutivo, sobretudo se o portador não se percebe invejando. Aí vem o risco da inveja não assumida se disfarçar de espirito de justiça, bondade com os pobrezinhos, etc. O inconsciente nos prega peças! as diferenças sociais ( e economicas) existem, é preciso conviver (bem, se possivel) com o diverso....e a inveja causa muito sofrimento: ao seu portador, e a suas vítimas....
Mas se voce quiser experimentar ao vivo e a cores o que é desigualdade social no Brasil, sustentada com o suor dos seus conterraneos que trabalham , passe um tempinho em Brasilia....

Mirelle Siqueira disse...

Escrevi errado, eu quis dizer inegalidades. E claro que no Brasil a sociedade vê como normal essas inegalidades sociais, a existencia de muitos muito pobres e poucos muito ricos, mas na França não é assim. A imensa maioria , mais de 90% da sociedade, ganha praticamente o mesmo salario. Isso se chama igualdade social. Claro que tem gente mais rica e gente mais pobre, mas nao tem miseria como tem ai nosso pais. Eu nao acho normal existir tanta gente miseravel e pobre num pais tao cheio de riquezas como eh o nosso, assim como nao acho que os culpados por esse abismo sejam so os politicos, acredito que a sociedade tb é responsavel, principalmente os que convivem bem e acham normal a existencia dessas diferencas.


Ps: eh realmente muito desagradavel conversar com um anonimo, inventa um nome na proxima vez, nem que seja so pra eu fingir que vale a pena responder.

Mirelle Siqueira disse...

Ih, "abrasileirei" uma expressão francesa. Sério que não existe inegalidades sociais em português? Pois bem, desigualdades sociais então. Acho que quem quis entender, entendeu né? ;)

Anônimo disse...

Mirelle, escrevo "anonimo" porque não lido bem com as outras opções....conta do google? não tenho, escrevo em notebook de terceiros...open id? nome url? o que é isso???? é a tal inegalité dr connaissance informatique," fazer o que???
Vale sempre a pena responder, quando a gente aceita considerar também o ponto de vista de quem ve as coisas de outros ângulos...agora se é só unanimidade que se procura, ai eu me pergunto se vale a pena frequentar o blog....pois a unanimidade é penible. Divergir é saudavel, embora "pas flateur para muita gente!!!
Isto a França ensina: discutir outros pontos de vista.
Já morei aí, porisso seu blog me interessa.

Mirelle Siqueira disse...

Se vc acompanha o blog sabe que ele esta aberto à discussoes e todos os comentarios sao aceitos, inclusive alguns bem agressivos. Vc pode ao menos assinar o seu nome no final das mensagens, assim fica mais facil e igualitaria a conversa.

Sibely Vieira disse...

Adorei o post.. Acho que vou ecsrever sobre este tema tambem, bastante interessante e aqui nos Estados Unidos, onde eu vivo, tambem nao tem esse negocio de uniforme nao, nem mesmo nas escolas (opcional). Eu acho o cumulo essas pseudo celebridades brsailkeiras desfilando com suas babas pela orla no Rio de Janeiro. Esses dias vi uma foto da Gloria Maria, com suas filhas gemeas, que tambem sao afro- descendentes, desfilando com a baba, vestida de uniforme barnco e a Gloria Maria toda toda junto, de roupa bem colorida... sera que tem medo de ser confundida com uma baba e por isso leva a baba das criancas junto para mostrar que ela eh ame e a outra eh a empregada? Eu sempre vejo fotos das celebridades americanas, todas elas com os filhos atiracolo pelas ruas de Los Angeles e Hollywood, nunca vi nenhum com uma baba. Sempre vejo Angelina Jolie carregad com os filhos, ela e o Brad Pitt, sempre os dois com as 6 criancas e nehum baba acompanhado.. vai entender a cabeca dos brasileiros nesta questao... eu nao consigo... Adoro ler este blog, os post e fico triste com alguns comentarios, ma sfazer o que ne? tem anonimos em todos os blogs.. Mirelle da uma passadinha la no meu blog tambem... beijos..!
PS: desculpe a falta de acentos, meu laptop ta em ingles...
Otima frase para usarmos smepre em nossa vidas..!!! Adoro seu blog..!!! Da uma passadinha la meu blog depois.. Beijos..!
http://importadosestadosunidos.blogspot.com/

Louca na Suiça disse...

Oi Milena,

sobre a questao da babá, nem quero entrar no merito, pq é meio estranho mesmo, eu mesmo nao gosto de uma pessoa fora da minha família dormindo em casa, me sinto desconfortada! Babá é só uma ajuda enquanto os pais trabalham fora (ou saem sem os filhos) e só. Mais que isso acho é abuso.

Com relacao aos uniformes de escola, sou completamente contra! Estudei na escola francesa em Sao Paulo, e nao usavamos uniforme deste pequena. E era muito bom! E sim, me expresava minha individualidade com minhas roupa! E todos lá! Tinha as patricinhas, os descolados, os nerds, os esquisitos,os hippies, enfim, dava para saber quem era quem pelas roupas e todo mundo se respeitava (pelo menos eu respeitava todo mundo). E sim, eu tinha roupa para ir para escola e roupa para sair! Nao era louca de usar a roupa novinha e cara para ir para escolar!
Quando mudei para um colégio brasileiro e q era necessário uniforme, perdi um pouco minha identidade e fiquei um pouco perdida para me vestir fora da escolar. Nao acho o uso do uniforme evite discriminacoes. Só faz perde um pouco da indentidade de uma pessoa que está se desenvolvendo.
Quanto ao custo, uma troca de uniforme, camisas, calcas, blusas, etc, pode ser bem mais cara que ter roupas “normais”. Afinal, ninguem mais acha meio “mafia” os uniformes, eles colocam o preco que quiser, e vc é obrigada a comprar. Sei lá, eu achava (e ainda acho).
Abs,
Larissa

Louca na Suiça disse...

putz, Mirelle, foi mal, escrevi Milena...
desculpa aí.
Nao tinha lido todos os comentário, e um disse que o uniforme faz se sentir mais acolhida. Olha, nao me senti mais acolhida por usar uniforme. E nem me sentir parte da escola como uma família só pelo uso do uniforme (familia nao usa uniforme, ou usa?).
A Milena, acertou em cheio quando disse que é o uniforme escolar tbm representa status! Lógico, né? se nao representasse, será que um pai e uma mae pagaria 45 reais numa camisa branca?

Mr. Lemos disse...

Caramba, que post popular! Se eu demoro mais um minuto, teria mil comentários antes do meu... hehe! Irmã, muito bom o puxão de orelha! Acho mesmo que uma porrada de gente usa esses costumes sem se dar conta do que pode estar causando ao outro. Por isso é bom quando aparece alguém que pensa e bota os outros pra pensar tb. Mandou bem!! bjoca

Ana Paula disse...

Ihhh Mirelle! eu entendo perfeitamente seu post e concordo. O artigo do site que vc mencionou é constrangedor e estúpido. Acho que o raciocínio aplicado aos uniformes das babás pode ser aplicado a outras situações também.
Eu me lembro de que, na escola em que estudei, a justificativa para o uso do uniforme era a segurança. Segundo a Diretora, com todos os alunos usando uniforme, era mais fácil identificar quem não era da escola. Sei lá, para mim, como era uma escola cara, mas nem todo mundo era rico (como eu) era uma tentativa de deixar as crianças mais iguais mesmo, o que não funcionava.
De qq forma, eu até rebateria os argumentos do "Anônimo" (Anônimo, bota lá nome/url que aparece!), mas tenho uma preguiiiiiiiça.
Adoro seu blog!

Bjos,

Line disse...

Eu acho que o mal não está no uniforme em si, o mal está em menosprezar as pessoas pela aparência.
O policial usa uniforme, o médico, a enferneira, mas aí é "normal". Mas se a babá usa, aí vira um problema, uma questão discriminatória.
Eu acho que o simples fato de achar um absurdo uma babá usar uniforme, mas uma enfermeira não, por si só, uma afirmação da existência de um pré-conceito. Esse pré-conceito estará sempre lá, esteja a babá uniformizada ou não. O uso do uniforme o torna mais aparente, o não uso disfarça...
Em relação ao uso obrigatório de uniforme em escolas...bem, não acho que isso gere consequências para a formação do indivíduo. Mais uma vez, acho que o uniforme é mais visto como uma superficialidade que tem como principal objetivo tornar a vida mais prática, do que como um determinante de classes.

Ótima reflexão!
Abraços!

Carol disse...

Acabo de encontrar seu blog e você está de parabéns! Estou indo ficar 5 meses em Clermont-Ferrand e entrei de cabeça na busca por blogs de brasileiros morando na França. O seu tem umas das leituras mais gostosas que encontrei e as fotos são lindas!

Lenita disse...

Line, acho que você evidenciou com uma extrema perspicacia, e descreveu com transparente simplicidade, um ponto importante nesta discussão- vou copiar a seguir :
" Eu acho que o simples fato de achar um absurdo uma babá usar uniforme, mas uma enfermeira não, por si só, uma afirmação da existência de um pré-conceito. Esse pré-conceito estará sempre lá, esteja a babá uniformizada ou não. O uso do uniforme o torna mais aparente, o não uso disfarça..."
Concordo com voce, e faço-lhe uma indagação: o preconceito não é contra qualquer serviço doméstico, que historicamente , aqui no Brasil foi e é predominantemente feminino?
Se isto for um fato sociológico- estou perguntando, não afirmando- porque o preconceito?
Um post ai acima falou sobre o prestigio atual dos chefs e o desprestigio social das cozinheiras. Seria só porque um ganha mais que a outra? It's all about money? Ou tem mais?
Num posto acima assinei anonimo mas uma alma caridosa aí no blog me orientou a por meu nome e clicar no indecifravel (para mim) Nome URL, ( o que quer que isto siginifique)o que vou fazer, espero que funcione.
Parabéns, Line,por sua colocação.
Lenita

Lenita disse...

Ana Paula, não tenha preguiiiiça de pensar e rebater argumentos! isto faz bem á saude.....dizem até que ajuda a multiplicar os neuronios!E quem pensa tem a vantagem extra de não seguir automaticamente os rebanhos....
Ex anonima (graças a sua dica, agora já sei para que serve o URL, rsrs), Lenita.

Sy disse...

NO meu colegio nao tinha uniforme e como eu nao podia comprar as mesmas roupas nao tinha amigos e ainda me chamavam de nomes horriveis. Eu sou a favor dos uniformes nos colegios e contra uniformes para domesticas, babas.
O uniforme pode amenizar ou piorar preconceitos sociais, depende da situacao. Muito interessanate o post!

Anônimo disse...

Sou médica, classe média, carioca e ex usuária de babá, meus filho já são adolescentes.
Não dá pra comparar tomate com feijão, ou seja, as babás francesas, na maioria estrangeiras do 3o mundo exercendo excepcionalmente essa profissão, são na maioria alunas universitarias ou algo similar, já no Brasil a realidade é totalmente diferente, essa classe profissional é na gde maioria exercidada por pessoas de nível econômico tão inferior o q acompanha a sua noçao de higiene e de educação. Vejamos algumas experiências pelas quais já passaei e com certeza a maioria das mães q conhecia na mma época. Já tive que ensinar a necesidade de escovar dentes ao acordar, de lavar mãos após uso do banheiro, de levar pela primeira vez ao ginecologista por perceber algum problema infeccioso, ensinar q não podia comer do mesmo alimento do meu filho e nem utilizar ao mesmo tempo do talher dele e até de tratar de uma tosse crônica que na verdade era uma tuberculose. Com relaçao a roupa já tive de um tudo, barriga de fora, shorte e minisaias curtíssimas até mmo em mulher de mais d 40 anos, sem falar nos vestidos grudados e decotados. Até acertar com a primeira profissional foram experiências mil que com certeza sua mãe deve ter algo similar para contar. Logo, a necessidade de uniforme e de exame de sáude, indicados pelos pediatras de uma maneira geral, são uma realiadde nossa. Agora se alguém usa desse aspecto para se autoafirmar como pertecente a uma determinada classe social não é a maioria. Agora eu te pergunto: vc seria babá, aqui no nosso país, sendo vc universitária e precisasse defender algum? ou vc teria vergonha e só só se deu essa experiência por estar aí na França?.
Eu não tenho nenhum problema em usar uniforme, seja no colégio, no hospital, no consultório pois tenho a real visão da necessidade desse instrumento pois já vi alunas de medicina se vestirem sensualmente para trabalherem em enfermaria masculina e nem se tocarem da falta de noção. Só uma minoria consegue exercer seus cargos sem necessitar de serem enquadrados de algum jeito.
Adoro seu blog, leio de vez em quando mas sei q vc ñ gostará de minhas observações. Quanto as suas obss, ficarei torcendo para qdo meus netos tiverem suas babás elas tenham o seu padrao de educação.
Bjs Soraya

Mirelle Siqueira disse...

Sim, Soraya, eu seria babah no Brasil se eu ganhasse la o salario que eu ganho aqui e tivesse dos meus patroes o respeito como ser humano que tenho dos patroes aqui. Por 500 reais eu não limpo a bunda de criança nem no Brasil, nem na França nem em lugar algum. A profissão é a mesma, cocô de criança não e mais cheiroso na França (acho que deve ser, inclusive, até mais fedido!). O que me fez topar esse emprego foi a oportunidade de praticar o meu francês, de ganhar um salario de 1300 euros por mês (o que me permitiu pagar 4 viagens pra mim e pro marido no ano passado) e conhecer de perto a cultura de um povo que eu amo tanto estudar.

Quero também corrigir essa impressão errada que você tem de que babas aqui são estrangeiras. Não são. São sim estudantes universitarias em sua maioria, mas so pq o trabalho geralmente é de poucas horas por semana que é o tanto que um estudante consegue trabalhar aqui(ja que tem aula o dia todo, difernete do Brasil, onde estudamos por periodos) , entao pra uma pessoa ser baba e ganhar poucos euros por mês não vale a pena, so pra estudante mesmo que quer completar renda.

Sobre higiene, acho uma pena você, médica, usar esse tipo de analise. Os franceses, teoricamente, são mais ricos e evoluidos que nos, brasileiros do terceiro mundo então? Certo? errado, pois saiba que a higiene dos brasileiros é infinitamente melhor do que a dos europeus, qualquer pesquisa sobre o assunto mostra isso.

Sobre vc não ter problemas de usar uniforme, quem teria usando uma roupa que grita pra sociedade que vcé medica, não é mesmo? Pois saiba que aqui na França medicos nao usam uniformes, e raras são as profissões que usam fora do ambiente de trabalho. (lembrando que a minha queixa é contra os uniformes que as babas usam nas ruas e não dentro de casa).

De qualquer maneira, acho que o seu pensamento ainda é o retrato de uma sociedade que parece fazer esforço para manter as coisas como são (ou até piorar). Eu tb espero que os seus netos tenham babas com o meu nivel de educação - seria o indicio de que o Brasil se tornou um lugar mais justo.

Beijos

Lorena Magalhaes disse...

Ai Mirelle,
Seu post me fez pensar. e definitivamente nao vi nenhum argumento bom e aceitavel qto a sair com baba pra fora de casa, com uniforme. Se for me casa, pra ela nao sujar a roupa, vai voltar pra casa...va la.
Sou medica, tenho um padrao social elevado pro nosso páis, e nunca presenciei na minha casa ( com baba, motorista e segurança sem uniformes) minha mae ensinar sobre escovar dentes, ou outros cuidados de higiene.è a maxima, "é pobre mas pode ser limpinho".
Por fim, aqui no guaruja, por exemplo, ja vi familias que comem primeiro, e depois pedem outra comida pra mulher...que fica olhando os outros comerem na vontade...olha o brasil tem uma burguesia metida a besta mesmo! Beijossss

Amapola disse...

Boa noite.

Sobre os uniformes, em se tratando de alunos pobres, é positivo porque as mães não precisam se preocupar com as roupas.
Na França, acho mesmo que eles não são necessários.
A prioridade nesse caso, é a individualidade.

Um grande abraço.

Maria Auxiliadora (Amapola)

Anônimo disse...

Nossa,a Soraya aí em cima foi "usuária de babá"???? Já dá pra ver que pra ela babá é droga, né? haha

Sua resposta à Soraya foi excelente, Mirelle.

Minha vontade seria de responder: "morre diabo!" auauhhauhua
Puta que pariu, também não tenho mais vontade de voltar ao Brasil e lidar com essa gentinha... que raiva que estou sentindo!!!!! Espero que passe logo... :)

Didi Iashin disse...

"Exigir que a babah do seu filho use um uniforme branco ao leva-lo para passear é expô-la a possiveis discriminações." Sem brincadeira: faz muito tempo, fui babá por um final de semana, cuidando de duas meninas, e passei esse final de semana com as meninas no Clube Monte Líbano, aqui em São Paulo. Fui esnobada por babás de uniforme. Estranho, né??

ana disse...

Adoro seus textos, você poderia escrever com maior frequência!!!
Esse texto foi um tapa na cara da "nova" sociedade brasileira!
Beijos
Sucesso

Anônimo disse...

Moro no Rio de Janeiro e vejo como as babás são realmente utilizadas como artefato de luxo. Já percebi diversas vezes o comportamento de mães acompanhasdas por babás. Essas mães não olham pra cara das babás. Estive em São Paulo semana passada e presenciei em uma lanchonete o ar arrogante de uma mãe sentada na mesa de frente para a babá, que estava com a criança no colo, enquanto lanchava e falava no celular. No leblon, já vi uma babá sendo usada como cabide humano, cheia de bolsas penduradas nos braços e pescoço,tendo ainda que dar a mão pra criança. E a mãe andando na frente, toda posuda, sem peso nenhum, livre, leve e solta. É por isso que de vez em quando uma dessas babás se revoltam e começam a se comportar de forma agressiva com as crianças. Pois são realmente tratadas com arrogância. Outro dia comentei sobre isso com uma tia e ela disse: Elas recebem bem pra isso. Já pegam o serviço sabendo o que vão encarar. Será que ganham tão bem assim?

Juliana Beaup disse...

Mi, da uma olhada nisso aqui

http://ask-mi.blogspot.com/2012/01/ask-mi-tv-dicas-de-organizacao.html


Obvio que todas as minhas postagens, anonimas ou nao, foram igoradas!

Otimo post! bjos

Anônimo disse...

A Babá para a mãe que trabalha é uma benção! É um relacionamento que extrapola o profissional, é uma pessoa que cuida do que há de mais importante para uma mãe. Claro que sempre vão existir alguns problemas, mas nada que uma boa conversa dê jeito! Quanto aos uniformes das escolas o maior problema que vejo, por ora no Brasil, são as escolas públicas, pois os uniformes são gratuitos, não sei se todas as famílias iriam poder arcar com roupas, ademais, devido ao nosso clima, é impossível repetir roupa, diferente do que sabemos que acontece por aqui na Europa!
Carmen

Fernanda Leitão disse...

Pois é Mirelle, esse seu post está muito bom. Infelizmente a mente do povo brasileiro é muito restrita. Saindo do foco dos uniformes mas dentro do assunto prestadora de serviços domésticos, tem regiões do Brasil que conseguem chegar a um nível tão absurdo que chega a ser criminoso, no Nordeste por exemplo, tem "patroas" que não deixam as empregadas usarem copos, pratos e talheres, se ela quiser comer que leve de casa.

Nina disse...

Oi. Conheci teu blog agorinha, e ja to adorando, vc escreve bem e parece critica na medida certa, isso é bom.

Moro na Alemanha e tenho 3 filhos, dois deles na idade escolar, as escolas aqui sao exatamente como aí. No que diz respeito a todo mundo junto e sem uso de uniforme, pelo menos. Aqui a questao de nao usar o uniforme tem tbm ver a com a história do país, ja que uniforme está relacionado com a época da ditadura e coisinhas piores. Mas minha filha reclama o fato de nao usar uniforme, porque acha que é um desfile de moda na aula (algumas exageram, diz ela) alem disso, acabam usando na escola roupas que eram pra ser usadas em outras ocasioes e, claro, estragam mais rapidamente.
Agora, com relacao as babás, preciso mesmo dizer que odeio essa baboseira de babas terem de usar branco no Brasil? Aliás, acho que brasileiro exagera com esse lance de babá. Mas sobre isso vc ja falou mt bem na postagem. Ah, impressionante essas dicas sobre as babás, meu Deus, repugnante.

Um bj, volto.

Anônimo disse...

Oi! MI, como vai? Muito bom esse post. Outro dia eu vi um artigo no NYTimes.com aqui nos E.U.A. sobre o salario mensal das babas em Sao Paulo, R$ 6 mil reais e no mesmo artigo falam que ate as babas brasileiras possuem uma piramide social, algumas com bolsas Louis Vuitton, carros 0 km. e outros apetrechos relacionados com essa classe. Se voce nao tem condicoes de contratar uma baba para pagar 6 mil reais, ainda tem opcao das babas paraguaias, pois cobram so o salario minimo. No final todos querem um pouco de luxo, pois no Brasil e aqui nos EUA esse tipo de atitude nao esta so relacionado com a qualidade do produto, mas mostra quem voce e socialmente. Esse ano vai ser o ano que o Brasil vai receber um numero enorme de grifes internacionais. Ate a Laduree vai abrir uma filial em Sao Paulo.

Gosto muito do seu blog e da maneira simpatica como voce escreve. Estive em Paris com minha baby girl e o marido no ano passado. Foi uma das melhores viagens da minha vida. Fiquei surpresa com a quantidade de brasileiros de ferias em Paris. E conheci alguns brasileiros que estavam trabalhando nas Galerias Lafaiete(???) que foram contratados por causa do numero de turistas brasileiros ter aumentado. Aqui nos EUA tambem. O setor imobiliario de Miami esta dando gracas a Deus. Foi salvo pelos brazucas.

bel disse...

Bom dia,
Minha linda!

Será q vc sabe o nome de algum bairro central em Paris, q eu possa me deslocar com mais facilidade?

Att

Carla Conatti disse...

Oi Mirelle, fiquei muito feliz de te achar e saber que está bem e felz. Não sei se vc se lembra de mim, da época que vc morou aqui em Mogi. Mas sinto muita saudades.
Bjs
Carla

Mirelle Siqueira disse...

Oi Bel, não sei bem, mas no site do conexão paris tem muitos artigos falando sobre isso. o mais importante é estar perto de um metrô, na minha opinião. boa sorte.

oi carla! claro que me lembro de vc! como vc me achou? vc tem facebook? me adiciona la pra gente se falar melhor!

beijos!

Ana Veloso disse...

Oi, Mirelle,
Leio sempre seu blog,e apesar de não comentar muito, adoro seus textos!
Interessante o debate que esse post gerou. Acho que o ponto de vista de quem está fora do Brasil muda muito depois de um certo tempo. Acho que só percebemos os lados ruins (e os bons também) de uma realidade quando estamos fora dela.
Lembro no começo do meu namoro com meu marido que é francês, nas primeiras vezes que ele foi ao Brasil, como ele horrorizou com algumas coisas que pra mim eram tão naturais que nunca tinha percebido: o cara que enfia suas compras do supermercado nas sacolinhas e leva pro porta-malas, flanelinhas, empregadas, babás, jardineiros, adesivos de "Jesus te ama" nos carros, até com o crucifixo pendurado no plenário da Câmara em Brasília ele ficou estupefato. E agora eu estranho isso tudo também.
Só pra terminar, a babá do meu filho é minha vizinha. Ela é belga, loira, do cabelo liso e comprido, e deve ganhar tão bem quanto eu. Mora numa casa tão boa quanto a minha. Ela beija, abraça, deita e rola com o Rafael, que a adora! Não sei se no Brasil alguma dondoca aceitaria esse tipo de "empregada".
Beijos!

Fernanda Ornelas disse...

Aorei o post Mirelle! Mais uma vez arrasou. Sem comentarios pq vc ja disse tudo. Concordo plenamente!

Anônimo disse...

Que absurdo este texto da tal terapeuta. Ela ainda é presidente da associação de madrastas ! Pode?

Gabriela Escobar disse...

Olá Mirelle,
Coloquei no Google "uniforme de babá" e acabei caindo no seu blog. Li seu texto e vários comentários e fiquei com vontade de lhe escrever dando um outro lado desta questão.

A meu ver o uniforme não discrimina ninguém. Pelo contrário. Em muitos casos, ele é o que diferencia o profissional reconhecido daquele tratado como cidadão de segunda classe.

O preconceito, na verdade, está em como estas profissionais são tratadas e vistas. Por muitos comentários, parece que você pode até ser babá, desde que não se pareça com uma. Pergunto: qual o problema em ser babá e ser reconhecida como tal?

Eu tenho dois filhos pequenos e a babá deles pede uniforme. Ela diz que assim se sente mais a vontade de ir a ambientes que normalmente não frequentaria (como o clube e a escola, onde ela os leva quando eu e meu marido estamos trabalhando), se estiver trajando uma roupa que deixe claro que ela é babá deles.

Quanto aos comentários sobre mães que tem babás serem escravagistas e desnaturadas. Só tenho a dizer: isto é puro preconceito.

A Paula está conosco há anos. Ela é uma pessoa maravilhosa, parte da minha família. É amada e respeitada por todos nós e cumpre um papel importante na minha casa: proteger, educar e amar meus filhos enquanto eu e o pai deles saímos para buscar nosso sustento e recursos para dar a eles uma educação primorosa.

Quando chegamos em casa, nossos filhos são nossa responsabilidade e ele nossa grande amiga, estando ou não com uma roupa padronizada.

Agora, tenho que concordar que já vi (e certamente ainda verei muito) pessoas que usam o serviço destas profissionais como algo banal, explorando ao máximo pessoas despreparadas e muitas vezes em condição mais frágil. Mas tenho que confessar que nos piores casos elas estavam sem uniformes, não tinham sequer a dignidade de pertencer a uma categoria.

Att,

eliane mendes disse...

Concordo com tudo principalmente pais com um único filho passeando e a babá acompanhando como se eles nao pudessem cuidar do filho em um simples passeio,é muita mordomia para meu gosto.

Xoru disse...

Wow também fiquei chocada. Aqui em Portugal acho que é como na França, nós chamamos as babás de amas. E normalmente não se sabe se é uma ama, alguém de família, etc, etc...

Anônimo disse...

Oi... Quando contratei a minha babá nesta semana, ela me disse que queria uniforme, então fui a uma loja e comprei 3 para ela usar em casa e uma blusa de secretária executiva para ela usar quando saírmos, ela ficou super feliz... então eu pensei: eu uso uniforme no trabalho e também gosto e quando eu visito outras unidades de minha empresa sempre vou fardada e com meu nome... então acho q ela não deve se sentir humilhada em usar uniforme pois ela provou todos da loja e gostou e ela me disse: Gosto pois não gasto minhas roupas... AH, no meu trabalho tem uniforme para gestante e estou usando um para trabalhar e estou adorando, pois não gastei $$$ com muita roupa de gestante. :)

ana disse...

Gente, desculpa. Mas voces estao falando das babás que limpam bunda de criança por 500 reais. Queria saber onde? Em Sao Paulo não se contrata babá por menos de 1.200 reais. Que é mais do que ganham professores primários. Se tiver referencias boas, experiência e cursos preparatórios, o salário chega a 3.000 reais. Concordo com a história do uniforme, mas vamos colocar os pingos nos is. Quem quer ter babá como objeto de status, paga caro por isso. Não é essa exploração, esse subemprego que voces estao pensando. Uma dica para quem esta preocupado com a falta de noção da funcionária se vestir ou com o desgaste da roupas no trabalho, é comprar roupas de trabalho normais. Vestidos, shorts, camisetas que sejam adequados, escolhidos pela baba e que nao comprometam.

Luíza disse...

Obrigada por dividir assuntos interessantes e belos momentos com nós leitores!!

Anônimo disse...

Gente, não consegui ler todos os comentários mas queria apenas dizer que não considero o uso do uniforme por si só como algo depreciativo ou humilhante. Apesar de o blog colocar uma questão interessante a respeito do uso exagerado de babás no Brasil, acho que está misturando as coisas ao questionar o uso do uniforme. Na minha opinião, são coisas diferentes. Eu particularmente não tenho babá nos finais de semana e realmente não vejo nenhuma necessidade para isso. Trabalho a semana toda e quando chega o final de semana quero mesmo é curtir o meu filho e cuidar dele. Mas é fato que recepcionistas, copeiras e faxineiras de empresas usam uniformes e isso em qualquer parte do mundo. Realmente não acho que isso por si só seja discriminatório. Até um alto executivo quando está embarcado ou visita a planta de uma fábrica precisa usar uniforme. Discriminatório é o povo brasileiro e, se não for pelo uniforme, será pelo tom de pele da babá, pelo tênis que ela está usando ou qualquer outra característica que demonstre que ela não é parente ou tem a mesma classe social daquela criança. Como muitas relataram aqui, tenho uma empregada/babá nos dias de semana que também pediu uniforme. Até pela diferença de clase social das babás brasileiras das de países mais ricos, isso costuma ser mais comum aqui (elas às vezes preferem usar uniformes para não gastar/sujar suas roupas). Eu não sou muito fã desses uniformes de domésticas/babás e na verdade entendi que o q ela queria mesmo era apenas uma roupa para usar no trabalho, que não necessariamente fosse um uniforme desses padrão. Ainda nem tive tempo de comprar mas minha ideia é providenciar camisetas, bermudas e leggings para ela usar. São confortáveis, discretas e fáceis de lavar.

comprar curtidas disse...

Adorei o tópico, muito interessante!!

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