terça-feira, 6 de março de 2012

Essa fragil solidão

Interrompo a programação dos posts de viagem para falar sobre a vida - ou das dificuldades que a gente encontra nela. Lendo o blog você pode pensar que eu tenho uma rotina maravilhosa aqui na França, afinal, eu tenho um amor de cinema e rodo o mundo curtindo ele. Mas ha um preço. Talvez ninguém saiba, por exemplo, que na maioria dos dias da semana eu so abro a boca às oito da noite, quando o Léo chega do trabalho. No resto do dia eu não pronuncio uma palavra sequer, simplesmente por não ter com quem conversar. Poucos sabem também que, de segunda à sexta, eu tomo café da manhã e almoço sozinha, em total silêncio, da mesma forma que passo todas as madrugadas por causa da insônia crônica que insiste em não me largar. Tem dias que me sinto como uma alma, leve e transparente, rodando pela cidade. Alguém que pega ônibus, assiste aulas, anda de bicicleta no meio da multidão, mas que ninguém percebe, ninguém vê. 

E os seus amigos?, você vai me perguntar. Tenho poucos. Os que fiz, ja foram embora. Os que ficaram, são cheios de compromissos - como toda pessoa saudavel deve ser. Nossos encontros se resumem a um cafezinho rapido uma vez ao mês.

Nem sempre foi assim. Eu tinha uma rotina agitada no Brasil. Me relacionava, trocava ideias, permitia que as pessoas fizessem parte de mim, enquanto eu também me dispunha a fazer parte delas. Aqui eu me fechei. Eh mais facil ser disponivel quando você sabe que o outro não vai embora levando com ele um pedacinho de você. E expatriado tem essa mania de culpar os que ficaram pela solidão que, inevitavelmente, vai se instalar dentro da gente. Somos tão egoistas, que não nos perguntamos nem mesmo se aqueles que deixamos para tras também sofreram quando decidimos buscar pelo novo. Custamos a perceber que na mala traziamos, além de sonhos, um pouco de cada um deles. A nossa solidão não nos permite enxergar a solidão do outro, muitas vezes causada pela nossa necessidade de mudança, não da deles.

Até o dia que você abre a caixa de correspondências e encontra dois pacotes de bolachas Passatempo, que a melhor amiga teve o cuidado de enviar. Seria a solidão dela tão grande quanto a minha, grande o suficiente para fazer ela não se importar de pagar 106 reais de taxas por dois pacotes de bolachas, so para me fazer sorrir? Então a gente entende que a solidão não é forte. Ao contrario, ela é fragil. Ela vira poh diante de uma caixa dos Correios ou de um convite prum café. Ela vira poh quando você junta palavras para agradecer e clica em publicar.

56 comentários:

Vanessa disse...

owwww!

mandaria a fabrica se fosse possível!

amo -te

Gabriela disse...

Fiquei pouco tempo morando sozinha em Paris e senti bastante isso, até conhecer os amigos brasileiros!!! Nós somos os melhores em simpatia e conversa não?? Temos que conhecer os amigos de outras nacionalidades, mas alguem que entende a nossa língua é sempre diferente!! Depois desse depoimento lindo, me deu vontade de ir correndo pra Lyon ser sua amiga física! Bjs

Bia disse...

Lindo texto... sinto a mesma coisa que vc descreveu nos primeiros paragrafos, mas nunca tinha parado para pensar no que vc escreveu nos ultimos...

bjs

elizabeth guttler disse...

querida mirelle estou sem graça para escrever a sua amiga alema nao deu noticias e eu nao pude fazer nada por ela nao sei o que aconteceu entao peço desculpas e espero que ela tenha ficado bem escrevo por aqui porque nao sei se voce recebeu os emails
dia 14 começa a nossa grande viagem e estou ficando com o friona barriga naoseiainda se vamos a lyon em abril ou depois mais provavel que seja depois bom eu escrevo de novo
bom mirelle eu adorei milao nao fiquei muito tempo so duas noites mas cheguei muito tarde estava perdida e tive toda ajuda que precisava meu sobrinho diz aque nao eram de milaoas pessoas que me ajudaram
um beijo mirelle beth

Ka disse...

Own querida, que texto lindo e real...

Infelizmente (ou felizmente?) ainda não experimentei a solidão tão intensamente, já que tenho filhos e a maior parte do dia fico busy com eles, mas já me senti por várias vezes, mesmo que um pouco, a metade do que você sente.
Tenho amigos em Dublin, um grupo que posso contar nos dedos de brasileiras casadas com irlandeses e analisando bem, parece que elas são minhas amigas exatamente por isso, por estarem na mesma situação, por não terem planos de se mudarem e deixarem para trás mais vazio...mas a gente nunca sabe o dia de amanhã, né?
Espero que se um dia alguma delas partirem eu receba uns mimos assim pelo correio :)

beijo

Ana Luiza (blog pelomundo.org) disse...

Mirelle,
parabéns pelo texto e pela grande amiga que vc tem. Ela deve ser realmente um amor! E a distância não fez alterar em nada o sentimentos que vcs tem uma pela outra. Adorei!!
E realmente, sentimos uma certa solidão. Mas assim como a Karine, também tenho uma filha de 3 anos e que acaba ocupando boa parte do meu tempo. Mas não tem quem não sinta esta solidão, mesmo que em parte.
Morar fora não é o glamour que muitos mostram. É acima de tudo uma grande superação!

Beijão e que em cada biscoito Passatempo que comeres venham as alegrias e as lembranças boas de pessoas que te amam e nunca te esquecem.

Leonardo disse...

Amor,

Vc coloca em palavras coisas que a gente sente la no fundo e muitas vezes não vê ou faz força pra não ver. As melhores pessoas que conheci na França, as que fizeram mais diferença na minha vida, também foram embora e com o tempo eu me acostumei a manter relações superficiais.

Eh triste pensar que hoje eu não corro o risco de ser surpreendido por um pacote de bolachas ou um outro agrado enviado por alguém que esta longe. Mas a duvida é: até que ponto isso também não é culpa minha? Tai uma pergunta que eu preciso me fazer mais vezes.

Otimo texto e otima amiga!

Te amo

Nina disse...

É por isso Mireille, que nao reclamo nunca de me sentir sozinha morando na Alemanha. Porque sei exatamente a falta que faco aos meus poucos, mas mt queridos amigos que ficaram. As minhas irmas que sentem falta da tia Nina, que tá sempre disposta a brincar com os sobrinhos, a vê-los crescer, a ajudar na educacao dos meninos... Porque leio sempre deles. Que me escrevem palavrinhas de amor e de saudade, e nenhum deles me culpa por isso. Por tê-los "deixado". Foi nossa escolha, nao é?

Sei bem o que vc fala de nao abrir a boca durante todo o dia, é por isso tbm que falo sozinha :-)

Claro que no meu caso, é mais tranquilo que em relacao a outros expatriados, tenho 3 filhos aqui comigo. Mas amigo mesmo, igual a vc, só de vez em quando.

Agora, que é maravilhoso receber amor pelo correio, ahhhh sim, é sim.

Um beijo pra vc.

Anônimo disse...

Oi Mirelle,

Descobri seu blog há pouco tempo e engraçado a gente não ter se encontrado antes. Faz 4 anos que eu moro em Lyon. Este ano é meu último ano como professora de português na ENS, onde fiz meu master 1 e 2. Agora faço minha tese em Paris, mas continuo até abril dando aulas de português. Ontem mesmo teve uma exibição de documentários sobre o Brasil na escola, uma pena que eu não tenha te escrito para te convidar!
Aqui tem algumas pessoas bem bacanas que estão aprendendo (ou já sabem bem) o português. Um dia que fizermos uma reunião com todos, gostaria que você viesse.
Mas também podíamos nos encontrar antes.

um beijo da sua leitora,

Fernanda

barb disse...

me encontrei nesses versos...

S. W disse...

Mirelle com a fome que eu estou agora so consigo me concentrar nas palavras: 2 passatempos! onnnnnnnnnnnn

beijos

Fernando disse...

Mirelle, posso imaginar o que vc sente, apesar de nunca ter passado por isso, eu e a esposa fazemos tudo junto, trabalhamos na mesma empresa, mesmo horário, acordamos e passamos o resto do dia juntos, mas tem horas que ainda falta alguma coisa, nem sei explicar bem, até das manias e chatices dos amigos tenho falta, de ouvir bobagem e falar mais ainda, só ficar observando enquanto todos conversam, todo mundo imagina que quem mora fora vive num mar de rosas, pode até ser, mas esquecem que rosas tem espinhos e há momentos em que só pegamos neles, abraço.

Nadja disse...

Olá querida! Comigo é exatamente o contrário; na Holanda eu tinha amigos, vida agitada e tudo mais. Aqui no brasil,n~]ao tenho nada disso também.

Thatá disse...

Oi,Mirelle!
Ontem mesmo me peguei pensando em como é difícil morar aqui na França. No Brasil sempre fiquei cercada da minha família e dos meus amigos. Sempre faziamos tudo junto, nada era programado sem que todos concordassem.

Já aqui, tudo completamente diferente. Outro dia fiz um plano de uma operadora de celular, que me permitia ligar, ilimitado, para 3 números de telefone... meu marido e só! Me dei conta do tamanho da minha solidão. Aqui não é fácil fazer amizade, imagina falando pouco o idioma?

É duro, mas por amor, a gente resiste! ( e fica na contagem regressiva pro final do ano no Brasil)

Beijo

Carina Senzatia disse...

Senti a mesma coisa que vc há 3 semanas quando tocou a companhia em casa e era um florista com o bouquet de tulipas mais lindo que já recebi. Eram da minha melhor amiga que mora no BR para comemorar um evento especial na minha vida. Chorei de emoção!
Que bom que merecemos pessoas especiais em nossa vida!

Ludwig disse...

Mirelle,

Imagino, sim, como você deve se sentir... Eu tenho um grande amigo que foi morar em Luxemburgo, com a esposa e duas filhas. Chorei feito criança, quando ele foi embora. Fiquei de luto durante um bom tempo. Não conseguí ir para o aeroporto. Agora já me acostumei, pois o tempo promoveu tal situação. Tenho uma filha de 15 aninhos, que mora no Espírito Santo. Eu moro em Recife-PE. Quando minha ex-mulher decidiu sair daqui de Recife, também fiquei me sentindo completamente "sem norte". Digo repetidas vezes para a minha filha que morro de saudades dela, mas algumas vezes acho que ela não tem idéia da dimensão da falta que me faz... Será??? Se cuide, seja feliz! Ludwig

Camila Navarro disse...

Mirelle, imagino que morando no exterior essa solidão é ainda mais forte, mas às vezes fico pensando se isso não acontece porque vamos envelhecendo e nos fechando... Eu continuo no Brasil, mas estou longe das pessoas que amo. Moramos só meu marido e eu em uma cidade da qual nos gostamos. Já se passaram quase dois anos e até hoje não tenho nenhum amigo lá. Também almoço sozinha todos os dias. E passo os dias sonhando em me mudar... Às vezes penso que a culpa é minha, que eu não quero criar vínculos num lugar do qual quero partir, mas também penso que um pouco da culpa é da idade. Quando somos mais novos a gente se apega mais fácil. A maioria dos meus amigos são da época da faculdade ou de antes. Criei poucos vínculos fortes depois dessa época. Mas mesmo longe, no Brasil ou no exterior, esses amigos são pra sempre, como você já sabe. :)

Aliki disse...

Oi Mirelle,
Se de Alguma forma servir de consolo, já viu a matéria da folha?
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1055239-de-volta-ao-pais-brasileiros-sofrem-sindrome-do-regresso.shtml

beijos, Aliki.

Glenda Di Muro disse...

Eu me sinto só poucas vezes. Tenho facilidade em fazer amigos e já me acostumei com as indas e vindas da vida... Mas é dureza saber que uma pessoa tem dia e hora para deixar sua vida (algumas vezes por um bom tempo, tempo indeterminado digamos). Eu costumo fazer bastante coisa para aumentar minhas "redes"... cursos, trabalhos na universidade, voluntariado. Enfim, acho que vencer a solidão é questão de batalhas diárias, a pessoa tem que querer, se abrir, estar disponível... Se não, corre o risco de se fechar demais e culpar o contexto (que não é mole, isso todo mundo sabe). Outra coisa é dar atenção aos que ficaram, seguir alimentando amizades a distância, se fazendo presente... Outra questão importante e, desde meu ponto de vista, essencial para ser feliz. Beijo

Glenda Di Muro disse...

Eu me sinto só poucas vezes. Tenho facilidade em fazer amigos e já me acostumei com as indas e vindas da vida... Mas é dureza saber que uma pessoa tem dia e hora para deixar sua vida (algumas vezes por um bom tempo, tempo indeterminado digamos). Eu costumo fazer bastante coisa para aumentar minhas "redes"... cursos, trabalhos na universidade, voluntariado. Enfim, acho que vencer a solidão é questão de batalhas diárias, a pessoa tem que querer, se abrir, estar disponível... Se não, corre o risco de se fechar demais e culpar o contexto (que não é mole, isso todo mundo sabe). Outra coisa é dar atenção aos que ficaram, seguir alimentando amizades a distância, se fazendo presente... Outra questão importante e, desde meu ponto de vista, essencial para ser feliz. Beijo

Lu Francesa disse...

Lindo texto :)

Te entendo perfeitamente, comigo é bem parecido...

Que gracinha sua amiga, ela é uma querida, é tão bom ter pessoas assim na nossa vida, né ?

beijocas querida

Mirelle Siqueira disse...

Pois é, Glenda. Tb acho importante buscar situações para não ceder à solidão. Eu não sou uma pessoa fechada. Procuro fazer amigos através de trocas linguisticas (como ja contei aqui no blog), tento acompanhar o ritmo dos amigos da faculdade (mas confesso que não é facil, visto que existem 10 anos nos separando e eu, sendo casada, não tenho o pique dos solteiros mais), topo um café sempre que me convidam (inclusive com gente que eu nunca tinha visto, como vc, que veio pra Lyon e a gente se conheceu). Enfim, eu faço muitos amigos o tempo todo, so que eles acabam sempre indo embora.

Ao contrario das meninas la em cima, como a karine, que disseram ter muitos amigos brasileiros, eu não procuro fazer amizades com brasileiros. Tb não evito. Esse ano conheci 2 brasileiros no meu curso e eles sao maravilhosos! Mas não me interesso muito por encontros de brasileiros e tal. Sei la, tive muitas mas experiências com isso e prefiro evitar.

Como vc falou, Camila, acho sim que tem um pouco a ver com a idade e tb com o fato de sermos casadas. Não que isso nos impeça de ser amigas de solteiros, mas é verdade que, uma vez casada, vc se sente mais à vontade com pessoas que vivem a mesma rotina que vc, que entendem a vida que vc leva. Como as meninas que tem filhos e que contaram ter conhecido pessoas na mesma situaçao: casadas com estrangeiro e com filhos pequenos.

Não é o meu caso, o que dificulta tb um bocado. Mas, enfim, eu não me sinto sozinha o tempo todo. Eu tenho uma rotina solitaria, é verdade, mas com momentos intensos de felicidade - como os encontros com os amigos, as viagens pro Brasil e pra outros cantos do mundo.

Achei importante vir dividir com vcs esse lado menos colorido da minha vida, pq na internet parece que so tem gente feliz e com uma vida perfeita, né? Quis mostrar que morar no exterior não é tão facil assim e tem tb um lado mais complicadinho. A minha vida não é perfeita, eu não sou feliz o tempo todo, mas, no geral, a minha vida é boa demais e eu so tenho a agradecer.

Muitos beijos em todos!

Anônimo disse...

Esse post veio em boa hora, eu estou planejando fazer um curso de 2 anos no exterior e essa distância dos amigos e da família doi, só de pensar. Eu já tive uma experiência dessas, mas foi um mês só, 2 anos vai ser pesado.
Mas tudo tem seu lado bom e momentos como esses fazem tudo valer a pena. Afinal, sua amiga não iria te mandar 2 pacotes de bolacha em São Paulo, né? Rsrsr
A distância faz a gente dar valor a certas coisas e, por mais estranho que possa parecer, aproxima.

Karina

Laura disse...

Oi Mirelle, emocionante teu texto, ainda mais porque quem mora longe de casa acaba passando por isso uma hora ou outra. Moro em Grenoble ha 5 anos e tive momentos em que pensei que nao fosse aguentar mais. Ja cheguei a fazer compras no supermercado somente para falar com alguém, dar bonjour. Na época, sozinha em um estudio, poderia passar um final de semana inteiro sem falar com alguém. Ao mesmo tempo vamos criando uma casca, e esse sofrimento faz parte disso, é uma proteçao. Eu nao tenho varios amigos aqui, alias, nao tenho amigos de verdade como tinha no Brasil. Nem por isso procuro o grupo dos brasileiros, pois como tu, descobri que nao basta ser brasileiro para ser gente boa. Atualmente tenho alguns amigos franceses da faculdade, mas nos frequentamos pouco fora do ambiente universitario. Bom, o blog é teu e chega de falar da minha experiência, so queria te dizer que me identifico bastante e que também acho que existem momentos otimos como as viagens, falar em outra lingua, aprender a se virar sozinha, mas também ha momentos dificeis, de extrema solidao. Uma coisa que aprendi aqui é que somos capazes de muito mais do que imaginamos. Força!

Milena F. disse...

Mirelle, como eu te entendo!!!
Mas essa foi uma das razões pelas quais aceitei o meu trabalho... O dia inteiro falando e trocando informações! O efeito contrário é que chego em casa e preciso de silêncio!
E adoro o silêncio! Sempre fui meio fechada e nunca fiz amizades facilmente, então "a falta de amizades" é mais culpa minha do que dos outros... Uma vez comentei lá no blog que nunca fui de ligar para as pessoas... Acabo não procurando mesmo, apesar de sentir falta delas. e como a Thatá acima, tb tenho esse plano para ligar para 3 numéros gratuitamente e por enquanto só cadastrei o meu marido!
E como vc, tb sinto essa diferença de idade ou de situação familiar na hora de avançar em uma amizade... Para quem tem 10 anos menos do que a gente, não temos o mesmo pique nem o mesmo 'cadre de vie', e como já estou na casa dos 30, casada e sem filhos, fica difícil fazer ou continuar amizades com casais com filhos... Não é a mesma coisa.

Louca na Suiça disse...

Oi Mirella,
vc descreveu os meus dias aqui na Suica!
Quase nao falo tbm...apesar que no Brasil tbm já era bem solitária, quando fazia meu trabalho final da faculdade, quase nao falava com ninguém também. Tbm tenho dificuldade de fazer amizade, e nao costume telefonar para as pessoas.
Tbm é dificil fazer amizade quando os outros nao se abrem. Comecei um curso de alemao, achei que lá poderia fazer alguma amizade, ou pelo menos, um café de vez em quando. Nao, todo mundo saí correndo no final da aula, nao dá para conversar com ninguem. E como eu entrei no meio do curso, ficou mais dificil ainda :(
Acabo só falando com meu marido mesmo, pelo menos ele pode usar o skype no trabalho e nos escrevemos um pouco durante o dia. Assim nao fica tao solitária...

Anônimo disse...

Adorei teu poste. Eu amo a solidão... partilhada!
Bjo
Carlos da Gama

Nanci disse...

Texto legal, pois mostra um pouco do outro lado da vida de um expatriado, sabemos que nem tudo é um 'walk in the park', mas é importante entender e ver que ninguem é feliz o tempo todo, e que um pouco de solidao também as vezes é bom. Como alguem mencionou ai em cima eu também tralhando em uma multinacional e falo bastante durante o dia, pois é na area comercial, geralmente o idioma é inglês o dia inteiro, mas tem um rapaz que tb trabalha aqui e veio de SP tb entao de vez em quando nos falamos em portugues. Ja as amizades que fiz aqui sao valiosas e sempre saimos para almoçar, ou tomar café fora da empresa, assim podemos falar o que quisermos e contruir uma amizade solida, que confesso, isso na minha vida é importantíssimo. E quando chego em casa converso com o marido, mas depois quero só silêncio também para descansar um pouco a mente. Mas sabemos que morar no exterior nem tudo é flores, mas continuamos aqui porque queremos e porque temos opçao, esse tipo de pensamento ajuda e muito a alcançar os nossos objetivos seja na europa ou em qualquer parte do mundo. Abraços

O Tabuleiro da Baiana disse...

Me vi em varios momentos, exceto em abrir a caixa do correio e achar passa tempo. Acho que preciso arrumar uma amiga dessa!
As vezes é tao dificil né? E sem falar que, as vezes, as 8 da noite, quem chega ja nao aguenta ouvir gente falando, e nao entende a nossa devastadora necessidade de comunicaçao...

Qualquer dia vou ai visitar vc, e passar horas, e horas tagarelando!!!!!

Isabella Santos disse...

Linda! Linda! O universo é grato com você pelo que você emana, assim como eu, que me emociono sempre ao ler as suas palavras. Você nunca está só! Acredite! E um beijo à sua amiga!

Patty disse...

Também sofro muito com a solidão. Meus problemas com ela, vão além destas palavras descritas por vc, mas não vem ao caso comentá-las aqui.
O problema é que me apego demais em pessoas as quais considero amiga e que delas ouço a mesma coisa, quando na prática não é bem assim.
A tonta aqui faz o maior esforço para agradar, mas o que recebe de volta é o desprezo, além de algumas promessas e nada acontecer.
Quem dera eu sumir para qualquer lugar desse mundo para me ver livre de todas estas angustias, mas daí poderia me deparar com a solidão que vc descreve aí: dos verdadeiros amigos!

Michelle disse...

Lindo texto, como sempre!

Eu nunca morei fora, mas sinto que com o passar dos anos, fica mais difícil fazer amigos...

Acho que a maturidade nos faz valorizar excessivamente as amizades que já conquistamos e usar o pouco tempo que dispomos para cultivá-las, nos tornando bem mais seletivos.

Hoje, aos 30, casada, acho tão delicado abrir espaço na minha vida para pessoas novas que não sei como seria morar fora.

Parabéns pela amizade que vocês construíram!

Priscila Félix disse...

Olá Mirelle!! Eu sempre leio o seu blog (acho que já li tudo)... mas não sei se já havia comentado aqui... Adoro ler seus posts!! Estou indo para Irlanda com meu namorado no final desse mês e pretendendo ficar no mínimo 1 anos. Ainda não passei pela solidão do outro lado do oceano, mas acredito que seja exatamente isso que me aguarda, grandes momentos de saudades pelo preço de estar realizando um sonho!

beijos,
Priscila

Patty disse...

Olha o que acabei de ler:

"Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só."
Amir Klink

Lizzie disse...

Não vale você fazer a gente chorar quando lê seu blog! Depois que vivemos um tempo fora do Brasil, nem lá e nem cá voltam a ser 100% a casa da gente, nem que já tenha voltado pra terrinha a mais de 5 anos, como eu. É um sentimento que vai nos acompanhar pra sempre, e que faz parte da escolha de ampliar os horizontes e viver o mundo. Mas entre todos os muitos pontos positivos e fantásticos dessa experiência há o lado que a gente gostaria de evitar, que é aprender que circunstâncias inesperadas vão nos separar de quem a gente ama e aprender a conviver mais com a solidão. Faz parte, é chato, mas mesmo assim eu não trocaria a bagagem que eu acumulei nesses anos fora. E quem é amigo de verdade continua, não igual porque você já não é a mesma, mas se transforma junto com você.

Monica disse...

Olá Mirelle,
Daqui a 4 meses me mudarei p Alemanha com meu marido e com meu filho.... endendo o que vc esta sentindo! Se um dia eu for a Lyon quem sabe a gente posa se encontrar e tomar um café!!! Bjs!

Nathalia disse...

Olá!

Entendo bem esse sentimento. Quando morei fora tiveram ocasiões em que parecia que ia até nascer uma teia de aranha na minha garganta de tanto tempo sem falar com ninguém!

Eu encontrava um alívio trabalhando. Como é aí na França para arrumar um emprego? Está muito difícil? Nem que seja um empreguinho simples, só mesmo para criar uma rotina e se relacionar. Ou então o Léo podia arrumar uma vaguinha pra você na empresa dele, hein! rs ;)

Beijos!

Cláudia Acourt disse...

Tbem vivo esta experiencia, mas curto bastante. Aprendi a fazer de mim uma otima companhia. E para driblar o fato de nao falar com alguem, escolhi frequentar o mesmo bar para tomar caffè e assim ser conhecida pelos atendentes, ligar sempre para os amigos, ouvir muita musica e sempre usar a net. Mas nada disse substitiu os amigos de carne e osso. Ai, qdo a saudade aperta, o negocio è chorar abraçada ao travesseiro e fazer aquela ligaçao.
Boa sorte por ai.
Bjos

Love Deccor disse...

Que lindo texto... beijos pra vc!

Vanessa à Paris disse...

Mirelle você expões bem o problema de ser expatriado. Nem tudo são rosas, mas existem momentos ótimos.
Eu tive a chance de fazer meu ensino superior aqui na França, eu era a única estrangeira na minha sala. Foi difícil? Se foi, o choque cultural e etc. Mas dali tirei alguns poucos mais queridos amigos franceses.
A minha vida por aqui é com altos e baixos (acredito q a de todos), mas acho que tenho uma parcela de culpa, pois como foi dito antes minhas amigas francesas em sua maior parte não são casadas ainda e rola aquela "preguiça/falta de pique". E as que são eu não sou muito próxima.
Fazer amizades com brasileiros pelo simples fato que de serem brasileiros to fora. Nada contra meus compatriotas, pelo contrario, mas muitas das vezes são pessoas que eu não seria amiga (sem afinidades) no Brasil e só pq estou fora vou ser?
Inclusive acho importante se "integrar" e conhecer o povo da onde vivemos. Conheci umas pessoas que a cada saída falavam mal dos franceses ou da vida aqui e não queriam aprender o francês. To fora.
Uma vez na academia um francês conversando comigo descobre que sou brasileira e grita PAULôo vem ca que tem um conterrâneo sua. Nos nos olhamos nos cumprimentamos e nunca mais nos vimos.
Mas falando de brasileiros, lendo o seu blog eu sinto que poderíamos ser amigas, hahah!!! Pq vc não mora em Paris( eu já disse uma outra vez isso no seu blog)? Risos. Eu sei q vc tb não esta em busca de amizades brasileiras, mas sinto uma afinidade contigo. Apesar de vc não me conhecer.
Acima a Camila disse algo que me fez cair à ficha vamos envelhecendo e nos fechando... E fiquei com medo. De me fechar de não me abrir mais. De não dar espaço para novos amigos. Eu percebi que não me sinto mais tão a vontade para fazer novas amizades e preciso corrigir isso.
Já sou uma pessoa "fechada" por natureza. Meus grandes e queridos amigos que o digam...para eu me abrir já é um parto. Não sou fechada para fazer amigos, mas para me abrir com as pessoas.
Sua amiga é uma fofa e pelo q deu a entender é minha xará. :)
Qdo vier à Paris novamente, vc não quer marcar um café? Jogar papo fora? beijocas

Ivanete Knaepkens disse...

Oi Mirelle, fiquei emocionada com o que vc escreveu!
É exatamente como me sinto,morando á 10 anos na Belgica, sou casada com um Belga, tenho 2 meninos,sou naturalizada, sou feliz...mas uma grande parte da minha vida das minhas raizes foram cortadas,viver longe de "casa" é uma opção, mas eu não sabia que doeria tanto!
Mas este ano vamos morar no Brasil, estou feliz, a outra "eu" esta vibrando, ela estava adormecida em um casulo por 10 anos!
beijos no seu coração Mirelle

Diaracy disse...

FICO COM DOR NO CORAÇÃO QUANDO VEJO VC FAZENDO ESSE TIPO DE COMENTÁRIO.
O TEXTO É MUITO LINDO
MAS NÓS, SEUS PAIS, ESTAMOS SEMPRE DE PORTAS E ALMA ABAETAS PARA VC.
TE AMAMOS MUITO

Anônimo disse...

Lindo! É incrível o que este blog faz com a gente: rimos e choramos junto contigo. Tu consegues passar idéias e sentimentos com uma facilidade fantástica. Já ocupas um lugar especial no meu coração. Beijos de mais uma leitora assídua.
Fabi.

Fernanda Ornelas disse...

Mas o que agente nao faz por amor... Eu tbm tinha uma vida agitada no Brasil, um excelente trabalho, amigos e uma familia maravilhosa. Mas deixei tudo pra tras por amor, tem 6 anos que vivo assim como vc. Mas a 4 anos tenho minha filhinha linda que me da muitas alegrias e mais um que chega em outubro. Quando vc tiver seus filhos vc vai ver como esses dias de solidao vao melhorar! Mas tbm vc vai sentir falta de compartilhar as alegrias dos filhos com os seus pais, irmaos... é um circulo vicioso que so vai melhorar se nos voltarmos pro Brasil!
E sua amiga é uma fofa! Eu tbm adoro biscoito passatempo rsrsrs
Beijos

Anônimo disse...

Oi Mirella.Seu blog é simplesmente sensacional.Parabéns!!! Primorosa sua descrição, mais do que real, do q é a solidão.Mas, permita-me sutilmente discordar do q diz.Não penso q vc está só.Deus, ou o Universo, ou o q vc queira acreditar, estão te dando a chance de ficar em silêncio, e desfrutar da companhia daquela q é, sem dúvida, sua melhor amiga: VOCÊ!!!
Sei q é lugar comum, mas na vida, nada é por acaso.De alguma forma, vc está, nesta fase, precisando conversar mais, e conhecer mais a si ppia.Aproveite.Ao final, vc será eternamente grata a esta aparente solidão.Por enqto, deixe o TEMPO PASSAR, E FAÇA DE SUA SOLIDÃO O SEU MELHOR PASSATEMPO.Bjos.Mira Torquato

Mr. Lemos disse...

Frágil demais, mesmo! Fortes foram as suas palavras!! Sai sempre coisa bonita quando vc bota o sentimento aí nos dedinhos. E que beleza de amiga. Que delícia de bolacha. Fiquei imagindo sua cara feliz... ;)

Karol Nascimento disse...

Ela vira pó quando percebemos que não importa a distânica porque quem nos ama de fato sempre dará um jeitinho de se fazer presente. Sua rotina é muito parecida com a minha. Poxa, me vi nesse texto! Beijos

Anna disse...

Lindo o post... mas não sei se a solidão é tão frágil assim... ela insiste em voltar! Rsrsrs... Mas é realmente uma alegria receber uma caixa vinda direto do Brasil. Ou, como aconteceu comigo, receber um skype com todos os seus amigos reunidos para cantar parabéns com bolo e tudo! Rsrsrs. Realmente são pequenas alegrias que fazem a gente ir em frente, que nos lembram que pertencemos à algum lugar. E a gente precisa disso, não é? Pertencer à algum lugar de verdade.
Se um dia estiver entediada me manda um e-mail, podemos ocupar nossa semana com mais um café! Sei que é duro se despedir, mas será que é melhor não ter conhecido? Beijinhos.
obs: machadoanna@gmail.com

Janny disse...

Uma antiga benção celta

Que a estrada ensine o melhor caminho
Que o vento sopre sempre em suas costas
Que o sol ilumine seu rosto
Que a chuva fertilize seu campo
E até que "outros pacotes de biscoitos passatempo cheguem de novo"...
Que Deus lhe guarde na palma da mão.
Se cuida menina linda.
Obrigada por compartilhar a sua vida conosco.
Fica com Deus

Vanessa disse...

Estava relendo meu post!
E os comentários, e a saudade doeu.
Hoje é dia de ler post's, mas esse eu sempre vou ler!
Branca minha, que falta vc faz, eu nem tenho palavras pra expressar.
saudade de ter diariamente msg no celular, e-mail na caixa de entrada, ligaçõs de madrugada, japones e fifties toda semana, final de semana grudado, show do chiclete, vc falando que Chico é ruim, pedindo opnião de qual foto é mais bonita, mas sempre escolher a outra, brigar, rir, chorar, ver tv, viajar, fazer nada... é a solidão do lado de cá é tão grando quanto, ou maior até!
E se consola, nunca ngm será o que a gente foi.

AMO

Jackie e Rômulo disse...

Super me identifiquei.Não sou expatriada, só migrante interna =) Sou de leopoldina, Minas e minha família hoje está em Cabo Frio. Vim pro Rio ozinha. E contando minha vida toda já me mudei 18 vezes. A última foi já com o marido, auqi no Rio mesmo. E sim, como vc, tenho o amor da minha vida, que me dá a incrível possibilidade de pela primeira vez poder me dedicar só aos estudos (sou jornalista como vc e agora faço mestrado em estudos estratégicos). Mas tb fico sozinha mts dias da semana, passo a noite em claro (insônia tb)n e sem ele, que dá mil plantões (é médico). Um saco. E o pior é ouvir de gente que tem marido, filhos, amigos, o tempo todo junto que nossa vida é perfeita, que médico "tá bem de vida", sem pensar no preço que pagamos, o da distância. Espero que gestos como esse da sua amiga aconteçam mais vezes pra vc. E que menos amigos partam, e mais voltem. abs,

Marcella Pedroso disse...

Nossa quando li seu post me identIfiquei muito com ele. Vc traduziu exatamente o que sinto e acredito que muitas outras pessoas que vivem fora do seu pais sentem. Sou brasileira e vivo fora Tbm com meu marido, somos os dois brasileiros, ele passa o dia fora trabalhando e e exatamente isso que acontece. Adorei seu blog, parei aqui pq fui procurar sobre a Croácia moramos do lado e queremos ir conhecer.

Carina Cavalieri Cocchiarelli disse...

Mirelle,

No meu caso quando li seu texto vi um outro lado.
Minha cunhada mora sozinha nos eua, por opção dela, e por diversas vezes, ligava a noite para o meu marido chorando de saudade ou por algum problema pessoal.
Vendo seu texto, pude ver o outro lado, o lado de quem fica sozinha sem aparo.
E sempre falei sobre a questão de ir embora e a saudade também, dos que ficam aqui, pela necessidade dela em experimenta o novo.
Sempre falei ao meu marido, ela está lá pq ela quer, ela optou por isso, pode voltar a qualquer momento.
Mandei um link desse post para ele.
Acho que explica muito do que falo pra ele e muito do lado dela também.
Bjo

Graça Oliveira disse...

Olá Mirelle, tenho acompanhado seu blog, ñ costumo fazer comentários mas, desta vez ñ pude deixar de falar.
Fico olhando estas fotos, vc e seu esposo e penso: Que vida maravilhosa, e de repente leio este post. Uma coisa é certa, tudo em nossa vida exige sacrifícios, ñ tem jeito, temos que pagar o preço devido por tudo o que aquilo que queremos alcançar ou que já alcançamos, vai ser assim a vida toda. A parte boa disso, é saber que ñ estamos sozinhas.
Leia este post e vc entenderá:
http://gracaecarlos.blogspot.com.br/2010/06/ponte.html

Fique com Deus. Desejo a vc toda felicidade do mundo.

Bjos de alguém que vc ñ conhece, mas que te admira.

Graça: gracacopamar@gmail.com

Regina disse...

Bonito seu texto e interessante a sinceridade do seu desbafo. Eu tb moro na Belgica ha quase oito anos , acho que sou mais velha que maioria aqui pois ja estou nos 58 e vim para cá aposentada, depois de uma vida atribulada e intensa de trabalho como médica .Sempre passei o dia falando muito , gosto de silencio as vezes, e tb sou insone , mas ao chegar, procurei logo algo parra fazer, voluntariado faz com que vc conheça pessoas sejam eles brasileiros ou nao. Me aproximei de brasileiros tb, e tenho atividades pra todo lado, agora comecei a produzir cultura do Brasil aqui , mesmo sem dinheiro e isso te faz conhecer gente ter novos amigos sem perder os antigos, pois sempre me comunico com eles, mesmo os do colegial que guardo até hoje.Pelos comentários eu cada vez mais me convenço mais , que não é o local que importa e sim como lidamos com ele. Se abrir para os que estão ao redor sejam eles quem forem ou que lingua falem nao importa , mas depende de nós sairmos do casulo. Todos serao nossos amigos, Nao! Mas muitos podem se tornar. Vão substituir os antigos Não! mas podem se somar a eles,Os brasileiros no exteior são importantes, sim tem a mesma saudade que nós ,e talvez sejam mais receptivos.Mas nao é o fundamental e sim a troca, e para isso precisamos apenas abrir o coração e mente para o novo sem pré conceitos, saudade a gente sempre sente de bons momentos sejam eles aonde tiverem sido vividos e para isso a infância e adolescência, são fundamentais e isso normalmente foi no " nosso país" .Enfim a solidão é o meu ver mais uma escolha, que fazemos, seja aonde for que estivermos por motivos variados timidez , medo do desconhecido, falta da lingua e da vontade de se integrar em um novo ambiente a cada, vez que trocamos. amigos a gente não perde, se afasta temporariamente, mas sempre aparece um "biscoitinho" em algum momento para selar esse laço.

camila pereira disse...

Nossa... fiquei lendo esses posts e me identifiquei com vários deles..
estou em processo de expatriação... Vou ser transferida para Marseille onde ficarei por 2 anos com meu marido de 35 anos e meu filho de 3 aninhos!
Estou com medo de fato de enfrentar a mudança e choque cultura, por outro lado fico extremamente radiante com a oportunidade.

Fico preocupada pois tbm não sou uma pessoa aberta e não tenho facilidade e não me sinto tão avontade para fazer novos amigos, o que pode ser um problema talvez...

enfim... adorei seu "desabafo"...

abraços!

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