sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Danem-se os banhos!

Faz três anos que eu moro na França. Três anos que eu vivo diariamente a experiência de me transformar. Não houve um unico dia morno, tranquilo. Altos se alternando com baixos. Criticas abrindo espaço para elogios. Resisti o quanto pude, mas a França acabou por me conquistar.

Não cedi aos bistrôs charmosos que aparecem nos filmes, nem à elegância das senhoras super magras. Também não foram os queijos que me ganharam, muito menos os vinhos produzidos aqui - estes eu nem quis experimentar. O que me colocou de joelhos foi o cinema francês, tão diferente do hollywoodiano que a industria brasileira nos força a consumir; o respeito pelas greves, a paixão da população pela politica. Além, é claro, da musica.

Aprendi a ficar à direita nas escadas rolantes, a encher o tanque do carro, a viver sem ralo na cozinha. Abandonei os saltos, aderi ao corte joãozinho, entendi que não devo furar as orelhas da minha filha, nem entupi-la de rosa. Até as cuticulas eu parei de tirar. 

Falo das amenindades porque as coisas sérias eu não saberia listar. Mudei tanto, mas tanto, que eu nem me reconheço em muitos textos que ja publiquei aqui. Se tudo der certo, daqui a 3 anos também não vou me reconhecer nos que estou escrevendo agora. Não quero estacionar. Sei que é de curiosidade que eu preciso para continuar descobrindo lugares interessantes e cruzando essas pessoas bacanas que chegam de todos os lados, inclusive através do blog. Sem curiosidade, eu não conseguiria manter o trato que fiz comigo mesma de viver pelo menos um momento intenso todos os meses do ano. Um trato que me da a tranquilidade de saber que limpar bunda de criança para ter grana para viajar é ok. Que marcar um café com um desconhecido pela internet para praticar uma nova lingua é a coisa mais normal do mundo. Que a prioridade não é trocar o carro amassado, mas acumular carimbos no passaporte.

Eu não sei você, mas eu estou vivendo a vida que eu sempre sonhei e, embora eu saiba que a França não é perfeita, so posso agradecer ao destino por ter escolhido pra mim um cenario tão maravilhoso, onde eu nunca vou ter o conforto de tirar os sapatos e me sentir em casa.



76 comentários:

Natalia disse...

Assino embaixo! A gente vê o mundo com outros olhos, adota outros valores, cria outras prioridades. Eu passeio olhando pras luminarias das ruas: nos centros historicos elas são cheias de detalhes. E tudo quanto é detalhe da fachada de um prédio tem um razão de ser, e quero saber todas. O carro amassou? Ainda bem que não fomos nós que nos amassamos. Sim, é a quantidade de carimbos no passaporte que fala muito sobre quem somos e não o preço da bolsa da marca X. Aprendi muito com os franceses também, inclusive à lutar pelos direitos. Quem diria que um dia eu participaria de uma manifestação? Pois participei! E quem melhor pra fazer cinema que os inventores desta arte?

Nestor Jr. disse...


Ahhhh a redenção!
Lindo Mi.

Beijos de saudades
:)

Lizzie disse...

Sabe que você sintetiza o que penso a respeito de prioridades na vida, né? Já nem ligo quando a menina com 10 anos a menos que eu me olha como uma louca, porque nem apto temos mas já tô planejando a próxima viagem pela Europa. E no processo de morar fora as mudanças são inevitáveis e bem vindas, são elas que ensinam que nossa forma de ver o mundo é apenas isso, UMA forma, e feliz é quem entende isso e tira o máximo da experiência. Tô feliz da vida por você! Beijão!

Jeh disse...

..." mas acumular carimbos no passaporte."

Estou rumo a isso, janeiro estou chegando por ai pra limpar bunda de neném e estudar o francês. quero muito viajar, conhecer outros países e voltar aos que já conheço. Estou indo para Gex, divisa com Genebra.

grande beijo!

Ka Smith disse...

Que declaração de amor linda.
Acho que também preciso dessa curiosidade para ser feliz, para crescer e me descobrir.
Me sinto exatamente como você, vi isso quando você postou uma foto de Lyon no Instagram dizendo que era a cidade mais linda do mundo, quando a gente ama muito uma coisa, a gente acaba se sentindo parte dela, né? do que ela é.

A única coisa que eu continuo fazendo igual é em relação aos brincos, mal posso esperar para furar as orelhas da Mia, mas só porque eu acho bonito, sem conotação social, porque a brasileirice ainda está impregnada em mim, e quer saber? que bom também.

Um beijo Mi!

Anônimo disse...

Sem palavras para o texto!!
Maravilhoso!!
Autêntico.
Um beijo grande no coração
Vânia

Ana Flávia disse...

Lindo, minha querida guerreira!
Quem sabe um dia poderei te visitar.
Saudades...

Unknown disse...

Lindo o texto, mas me explica os banhos por favor... Rsrsrs... Deixou o banho pra lá mesmo??? Bjs Nati

Leonardo disse...

Lindo texto amor, me faz pensar no quanto eu tb mudei de 2002 pra ca e o quanto eu gosto e me identifico com essa nossa nova terra.

Foi uma delicia acompanhar a sua metamorfase nestes 3 anos e espero que a gente continue descobrindo o mundo e se "metamorfosando" até não podermos mais.

Bjim

Laetitia Valadares disse...

Sem comentarios... <3

Milena F. disse...

Texto muito gostoso de ler!!!
Engraçado como o desconhecido nos transforma a cada dia... E o quanto as nossas prioridades mudam!!!
Antes eu queria "morar bem", em um apartamento enorme, hoje já acho o que (que é pequeno) enorme somente para duas pessoas!

Nina disse...

Mt, mt bonito isso. Morar fora do Brasil nos faz entender onde estao as prioridades e as coisas que realmente importam. E elas estao sempre nas coisas simples. Morro de rir qd vejo alguém falando que brasileiro é simples...

Existe ali uma incrível inversao de valores. Acho triste.

Curta seus dias.

dani disse...

Oi Mirelle, que bom ler isso, é sinal que eu e meu marido vamos nos acostumar e talvez ver o outro lado de tudo.
Mais já estou me vendo diferente tb, cheguei a duas semanas atrás, me assustei com algumas coisas e pensei, nossa, vou ficar três anos aqui.....agora essas coisas que me assustaram já estão se tornando normal. Acho que já estou começando me render a França tb..rsss. Ler o seu blog nos ajudou e nos ajuda muito, por isso quero conhecer vc. Obrigada
Dani

DIdi disse...

eu estou lendo seu blog e me identificando demais! Em tudo. Com o fato de passar fome na França, com o fato de não entender a comida sem sal, e, ao mesmo tempo, com o fato de amar as diferenças!
Tem três semanas que moro em Avignon, no sul. Vou continuar te acompanhando para encontrar mais similaridades e, também, como a gente gosta, mais diferenças!

Anônimo disse...

Mirelle,

Este texto está maravilhoso! Fiquei super emocionada ao ler...talvez porque em breve esteja exactamente nessa posição.

Parabéns pelas palavras tão bem escritas, que mostram que você só pode ser uma pessoa fantástica!

Vera Toucinho

Mirelle Matias disse...

Ah, Natalia, como tens razão! Morando fora a gente se vê obrigado a mudar. No começo eu nem queria. Não é facil admitir pra nos mesmos que temos que mudar, que o que eramos não era o melhor do que podemos ser. Não é nada facil. Mas não é preciso ir pro exterior para querer mudar, so é mais forçado. Penso que mesmo no Brasil, mudando de cidade, de bairro, de amigos, a gente ja é capaz de ver o mundo de uma maneira diferente. Eh so se abrir e se permitir mudar. (fiquei curiosa, a manifestação era do quê?)

Saudades de ca tb, Nestor. Volta?

Isso, Izzie! Apenas uma maneira de ver o mundo. Bom mesmo é quando vc consegue viver de acordo com o que acha certo pro seu mundo, né? Porque é tão raro ver isso. As pessoas se esforçam mais pra se adequar aos mundos dos outros do que aos seus proprios. Feliz somos nos que conseguimos aproveitar tudo isso!

O bumbum do neném vai ser o menor do detalhes do seu séjour aqui, você vai ver, Jeh. O tempo que passei cuidando das crianças foi otimo pra me fazer crescer e aprender coisas novas. Não fosse por eles, eu não estaria pensando em ter filhos hoje, por exemplo. Que você saiba aproveitar todas as oportunidades que essa aventura te oferecer e que a sua viagem seja especial. Vem com tudo! :*

Boa, Ka! Isso ai! O segredo é saber manter o essencial enquanto permite que o resto se transforme. Nasci brasileira e vou morrer brasileira em muitos sentidos, mas que bom que hoje eu sou também um pouco francesa, alemã, palestina, turca e tantas outras coisas graças à tudo o que vi pelo mundo e às pessoas que conheci pelo caminho.

Obrigada, Vânia. Outro grande pra você.

Vem, Ana? Vem, vem? Vou ficar tão feliz quando puder te mostrar a minha cidade! :)

Oi Nati! O banho é uma das caracteristicas brasileira que eu não vou abrir mão nunca. ;)

Emboitadinhos, né, amor?

Outros mil <3 pra você, Lê! (e pode mostrar esse texto pra sua amiga que disse que não gosta do blog porque eu falo mal dos franceses, Haha!)

Isso mesmo, Milena! Nosso apê de 55m2 é perfeito pra nos dois, mas eu nunca pensaria em morar assim nos tempos de Brasil.

Engraçado você falar isso, Nina. Parei pra pensar e, realmente, você tem razão. os franceses são infinitamente mais simples que os brasileiros. Que coisa.

Oi, Dani. Vocês estão em Lyon? Sabe o que eu percebi? Que a nossa visão do pais que nos recebe e também do pais de origem (no caso, o Brasil) vai mudando de tempos em tempos. Nos primeiros meses a gente se assusta, depois se encanta, e dai se acostuma. Tudo fica mais calmo e então você começa a questionar. Quando a saudade de casa aperta, você começa a detestar tudo por aqui. A achar o Brasil é o melhor lugar do mundo. Dai você visita o Brasil e vê que não é bem assim, e volta mais conformada com a França. dai começa a respeitar, a entender. Estou num momento de paz com a França, mas ja passei por todas essas fases e sei que logo logo a birra volta. Ser assim faz bem, nos faz crescer. Viva cada etapa com intensidade pra valer mais a pena! :)

Hahahah! Me sinto tão menos estranha quando aparece alguém dizendo que também não gosta da culinaria francesa, Didi. Como eu disse no texto, a França não é perfeita, né? Ainda bem!

Obrigada, Vera. Mas não sou tão fantastica assim - mas isso você vai perceber quando nos encontrarmos prum café. ;)

muitos beijos em todos vocês!

Juliana Couto disse...

Estou na França ha anos e nao posso dizer que foi facil chegar até aki. Casei tenho um bebe, e este ano consegui minha carta de residencia de anos (graças a Deus), mas por diversas vezes ao dia eu penso no Brasil na carreira que deixei para tras e acabo me deprimindo de alguma forma, porque nao consigo encontrar essa França que vc descreve tao bem em seus textos.
Sempre passo pelo seu blog, ele, de alguma forma, me motiva e me ajuda a redescobrir a sorte e a coragem que tive para chegar onde estou e que eu preciso realmente aprender a valorizar isso. Obrigada por manter a sua motivaçao acesa e mostrar a todos os que estao aqui, que a França é realmente um bom lugar para se viver... mesmo se nossos diplomas muitas vezes nao sao reconhecidos, mesmo se ser um "estrangeiro" nos fecha muitas portas e mesmo se as pessoas nao se sensibilizam com a sua situaçao..., mesmo assim... preciso todos os dias de razoes para acreditar que aki ainda é melhor que la.
(desabafo)

Fernanda disse...

Seus textos sao sempre gostosos, ainda mais esses que fazem a gente se identificar. Eu estou fora do Brasil há quase 7 anos, e não trocaria todos os perrengues e saudades pelo tanto que aprendi e ainda aprendo.

Juliana Couto disse...

"Estou na França ha 5 anos e este ano consegui minha carta de 10 anos...

Ana Paula Bertarelli disse...

Fico muito em paz ao perceber que hoje você tem maturidade para perceber o que muita gente tem dificuldade em suas vidas (por incrível que pareça): que é feliz!

Você é feliz e está grata à vida por isso! Olha que sublime!

kkkk que viagem né?

Je t'aime! (escrevi certo?)
Beijos

Anônimo disse...

Adriana do Brasil
Miiiii.....Arrasou!!!
Até coloquei uma de suas frase no meu face. Viajo para França atraves de seu blog, sonho com esse pais todos os dias foi o lugar mais maravilhoso que conheci na vida e quero te um dia a oportunidade de passar um tempo maior nesse lugar encantador.Continue sempre escrevendo vou ser sempre sua leitora e aluna, gde bjus Dri

Mirelle Matias disse...

A parte profissional é o que me impede de dizer que a minha vida hoje é perfeita, Juliana. Sei como é largar a carreira para morar fora. Entendo como você se sente porque também me sinto assim muitas vezes. Diariamente, eu diria. Como eu escrevi aqui nos comentarios, viver fora tem os seus altos e baixos e eu tento ser mais alegre do que triste, embora eu ache que ficar triste faz parte também. Pra encontrar essa França que eu hoje chamo de maravilhosa eu precisei me abrir. Desejei conhecê-la de verdade. Estudei, li, vi os filmes, escutei as musicas, fui atras de conhecer os habitos franceses (me cadastrando em sites de trocas linguisticas, topando trabalhar como babah de crianças francesas, voltando pra faculdade, frequentando soirees de pessoas 10 anos mais jovens que eu, etc). Não é mesmo facil, mas é possivel. O que precisa mudar é o seu olhar pelo Pais. Embora todo mundo precise de aconchegovez ou outra, se você tentar se sentir em casa do outro lado do oceano vai acabar ficando frustrada. Dê uma chance pro novo, faça coisas que normalmente não faria, faça amigos se cadastrando em sites, em associações. Depois volta pra me contar se deu certo? :) Courage!

Eu também não trocaria, Fernanda! São os perrengues que validam os momentos de alegria, né?

Ah, Paulinha! Quem mais nesse mundo (além da Vanessa, de vc e da minha mãe) entende o preço que a minha felicidade tem nesse momento, né? Eh sublime mesmo! E teu francês ta tinindo! Adorei! Moi aussi, je t'aime! <3

Ei, Dri! Sumida você! Não esquece de colocar Lyon nesses seus planos de viagem, hein? Tô te esperando por aqui! Obrigada por me acompanhar!

Beijos, meninas!

Juliana Yonezawa disse...

Mi, o titulo do post me fez pensar que podemos comparar a cidade que escolhemos p viver com um relacionamento.

Os defeitos nao importam quando as qualidades sao muitas e nos sentimos felizes :)

Beijo

elizabeth guttler disse...

querida mirelle estou desde ontem a noite foi de madrugada que li o blogue pensando no que escrever porque estou so ha seis meses fora de casa e estou morrendo de saudades de saudades da casa dos amigos da rua do meu bairro do calcadao do mercado dos amigos das pessoas de tudo acho que ja estou passandoda idade de ser uma imigrante sei que minha situacao e diferente e que estou aqui com passagemde volta mas custa a passar e estou emportugal que sempre amei bom entao e issoque bom saber que voce e leo estao felizes integrados vivendo nessa linda cidade
mirelle a julia nao esta mais em lyon ja foi para o brasil vamos ver o que vai rolar agora um beijo grande

Waneska Ferreira disse...

Mirelle, adorei seu texto. Estou indo morar perto de Lyon por 03 anos, em Saint Etienné, e sei que depois deste tempo não serei a mesma, sei que estas mudanças vão acontecer naturalmente. Espero dê tudo certo, coragem eu tenho de sobra...heheheheh, vou acompanhar meu esposo que fará o doutorado aí. bjus

Suzani disse...

Mirelle, post maravilhoso.
Assino embaixo com todas as suas argumentações...tenho um sonho de conhecer a França, vamos ver se concretizo ainda nesta vida rsrs..
Quanto ao cinema francês, está ganhando notoriedade, na semana passada fui ao cinema assistir ao filme que no Brasil recebeu o título de Intocáveis, um filme muito bem feito, que me surpeendeu.
Beijos

Mirelle Matias disse...

Boa, Ju! Afinal, é mesmo um relacionamento,né? Tem doação de ambas as partes, tem momentos de alegria, dificuldades, superação. Não acho que as qualidades da França apaguem os defeitos (que não são poucos), mas acho que cabe à mim decidir se quero ficar rabugenta reclamando do frio, da comida, do cheiro ou ficar feliz com a educação, a cultura, a igualdade social. Enfim, hoje eu vejo assim, mas talvez amanhã eu volte pra reclamar, rs.

Ah, Beth, querida, se não esta facil pra você ai em Portugal, imagina como a sua filhota e eu penamos aqui na França. Aproveite o restinho da sua viagem porque tenho certeza que quando você voltar pro Rio, vai sentir saudades. Dê um beijo na Julia e diga que tô torcendo por ela. :)

Oi, Waneska (que nome diferente!). Sabia que você é a terceira brasileira que se apresenta nos ultimos 10 dias que estão vindo pra França por causa dos estudos do marido? Ontem mesmo eu tomei café com uma delas. Vai dar tudo certo sim! Ainda mais trazendo coragem na mala.

Ah, o filme é lindo, né, Suzani? Assisti quando saiu aqui e morri de rir, de chorar, de tudo! Que bom que chegou aos cinemas brasileiros e que o pessoal esta conhecendo o cinema francês. A simplicidade no uso das técnicas, a delicadeza de contar historias reais e simples sem efeitos especiais, bombas explodindo ou tramas complexas. O cinema francês é delicioso porque trata das relações humanas de uma maneira que eu gosto muito. Faz anos que não assisto a um filme americano.

beijos!

Ana Paula disse...

Texto lindo e inspirador...
Bjssss e tudo de bom pra vc!

Carina-Senzatia disse...

Só quem é grande e aberto, consegue aprender que tem coisas boas em todos os lugares. E aceitar que as dificuldades e diferenças são aprendizado.
Ninguém disse que seria fácil, mas todos afirmam que é recompensador, e somos obrigadas a concordar, não é mesmo?
Parabéns por ser grande, vc sempre vai viver o melhor do mundo, seja onde for, pois não é a França, é você.

Um beijo enorme!

dani disse...

Oi Mirelli, estou morando em Lyon sim. Meu marido veio expatriado e vamos ficar aqui 3 anos. Conversei com vc pelo face, não deu certo de nos encontrarmos pq vc estava indo para Veneza. Vamos marcar alguma coisa? Bjosssss

Patty disse...

Lindo texto, Mi.
Confesso que quando voltei de viagem da Europa, adotei valores diferentes do que estava acostumada, digo, acomodada aqui, como por exemplo, deixar o carro na garagem e ir a pé até o banco a 3 quarteirões de casa, comprar uma bike, me alimentar de maneira mais saudável, ler mais, enfim. Coisas que pude perceber através dos hábitos e culturas dos países por onde passei. E posso falar? To beeem melhor!
Eu acho que deixar de trocar o carro amassado e acumular carimbos no passaporte é, com certeza, bem mais válido. Trazemos conosco atitudes bem mais bacanas que ficar mostrando o "status" pelas ruas. To super de acordo com vc :)
Bjs.

pgiuliav disse...

Exatamente o que penso... Às vezes fico pensando que talvez não tenha mais personalidade por saber que não vou 'odiar' ou 'adorar' algo por muito tempo porque estou sempre mudando.

Comecei a ler seu blog e adorei =)

Luísa Ferreira disse...

que lindo, Mirelle! adorei o post e lê-lo agora foi inspirador. acabei de chegar (há duas horas, hehe) em Valladolid, onde vou passar 10 meses fazendo um máster, e agora sozinha no meu novo quarto deu aquele friozinho na barriga. acho que vou salvar teu texto nos favoritos, pra quando me perguntar "o que tou fazendo aqui?" dar uma lida e lembrar que essa curiosidade é o que há de mais importante. beijo grande e boa sorte pra nós :)

Mirelle Matias disse...

Beijos pra você, Ana Paula!

Um sorriso enorme se abriu no meu rosto ao ler a sua mensagem, Carina. Eu precisava te dizer isso.

Dani, claro! Vou te responder la no face. ;)

Coisa mais boa de saber, Patty! Você é uma menina especial, que se permite. Adoro gente assim, aberta, imã de boas vibrações, de novas ideias. Você esta no caminho certo, continue. :)

Olha, pgiuliav, o poeta ja dizia que ter aquela velha opinião formada sobre tudo é uma furada. Não sou nem louca de contrariar o velho Raul. Você é?

Ih, Luisa, 10 meses passam voando! Trate de aproveitar tudo o que puder, não deixe passar nem um unico dia sem descobrir algo novo pra não se arrepender quando voltar pro Brasil. Talvez você so entenda o que esta fazendo ai quando não estiver mais ai, mas pode ter certeza que algum sentido tem. Divirta-se!!

Beijos, meninas!

Celinha disse...

Bombando é apelido! E todos senpre tem algo especial a comentar. Coisas que só quem tem um blog com posts sinceros e verdadeiros tem.
Estar com você nesta semana foi bom demais. Aprendi mais, passamoa horas felizes. E esta viagem tem me feito refletir muito. Minha cabeça está a mil por hora. Tanto a fazer, tanto pra aprender, tanto pra descobrir...
Obrigada por ser como é. E que tudo siga da melhor maneira possível pra você e pro Leo.
Beijo enorme.

Renata Inforzato disse...

Adorei, Mirelle

Vc sintetizou tudo o que sinto... Amo esse país, já o amava desde o Brasil e foi o que me faz largar tudo lá pra vir viver aqui. Se fosse antes, nunca que viria, ainda mais pra viver sozinha. Hoje amo a vida que tenho aqui, e estou aberta ao que tiver que acontecer, às mudanças....
Obrigada por traduzir em palavras nossos sentimentos....
Ah, meu aluno e a família me convidaram de novo pra ir a Albufeira. Acho que será nas férias de abril
beijosss

Anônimo disse...

Não vejo a minha hora chegar...Você demorou muito parase apaixonar completamente?
Sou a Regina de corpo em Nice e cabeça no Brasil... Foda!
Vcs estão fixos aí para sempre, voltam para o Brasil um dia ou desejam morar em outro país? Vc e seu marido trabalham com o quê? Bj!

Celso disse...

Lindo texto! :)

Mirelle Matias disse...

Ei, Celinha, Léo e eu adoramos passear com você e com o ogrinho pela nossa cidade. Pena que o tempo não ajudou muito... passou tão rapido, né? Quando nos encontrarmos de novo você me fala sobre essas novas ideias? fiquei curiosa!

O segredo é esse, Renata: estar aberto. Sobre o seu aluno, não da pra me levar na mala não? :D

Eu não sou completamente apaixonada pela França, Regina. Também não acho que um dia eu serei, mas pra mim levou um bom tempo para me adaptar sim. Sou muito questionadora e so quando encontrei respostas é que comecei a sossegar. Sobre a data de volta para o Brasil, não temos. Também não sabemos se vamos morar na França pelo resto da vida. (Deus me livre de ter essa informação!). O mundo é grande demais para ficar no mesmo lugar. Se eu tiver a chance de morar em outros paises, eu gostaria. Mas enquanto estiver bom, a gente vai ficando. Quando der vontade, nos mudamos. O Léo é engenheiro e eu sou jornalista. Não temos raizes e nem pretendemos finca-las num mesmo lugar.

Obrigada, Celso!

:)

Mr. Lemos disse...

Maravilhoso, irmã. Talvez não tenha sido seu texto mais bonito (foram tantos), mas foi meu conteúdo favorito ever. Do caralho! Do caralho!! Amo e tô orgulhoso...

Ana Paula disse...

Que texto lindo! Senti a emoção de tudo que você escreveu e concordo plenamente que a coisa mais bacana desta vida é vc acumular carimbos nos passaportes ! A vida é muito linda pra ser desperdiçada com coisas que não vão te trazer nada de bom!

Stefano Angelo disse...

Guria, já pensou em publicar um livro??
Muito inspiradoras as suas palavras. Mude e não mude.
Abraços.
;)

Anônimo disse...

OI mirelle, tudo bem?
Achei tão bonito isso que vc escreveu sobre "Nasci brasileira e vou morrer brasileira em muitos sentidos, mas que bom que hoje eu sou também um pouco francesa, alemã, palestina, turca e tantas outras coisas graças à tudo o que vi pelo mundo e às pessoas que conheci pelo caminho."
Eu também sou um pouco assim, tento absorver o máximo as coisas de outras culturas e estar aberto para isso é óimo a gente cresce muito.
Desde pequena sempre gostei da França, da lingua, culinária, me identifico muito mais quando estou ai do que no Brasil, meu esposo é francês, e por enquanto ainda estamos entre os dois países.
Ainda estou aguardando seu post sobre portugal, rs
Beijos querida e fique com Deus onde quer que vc esteja que ele sempre te guarde vc e seu esposo.
Bárbara Carolino

Sue Ellen disse...

Quando estive na França, em 2010, a única certeza que tive foi: eu preciso voltar! Ficar só 20 dias neste país foi tão pouco, que não se passa um só dia que eu não pense em voltar a ele.. e de lá, carimbar mais e mais meu passaporte!
Tem muito mundo nesse mundo...
e eu não quero ficar aqui!
Adorei seu texto, Mirelle!
Continue nos brindando com suas aventuras e mudanças!

Sébastien D. disse...

Gostei do seu texto, Mirelle.

Ha muito a criticar na França, mas pessoas como você torna-la um lugar melhor. A viagem permite a descoberta do outro, abre a mente. Contra o racismo e a ignorância, carimbar o passaporte é mais forte que qualquer discurso.

Mirelle Matias disse...

Elogio de irmão é suspeito, mas eu aceito. Você sabe que se hoje eu tenho essa maneira de ver a vida é porque aprendi com você, né, irmão? <3

Um viva para tudo isso, Ana Paula! :)

Obrigada, Stefano. Quem sabe um dia eu não sento para escrever esse livro, hein?

Oi Barbara! Feliz é você que pode transitar diariamente entre as duas culturas e aproveitar o melhor de cada uma delas. Faça sempre isso, aproveite!

Adorei, Sue Ellen! Muito mundo nesse mundo! Que você possa voltar logo para a França e também para outros lugares tão bons quanto.

Xuxu, que honra! Adoro quando um francês comenta no blog! A minha França so é tão legal porque nela existem pessoas como você - o francês mais gente boa que eu ja conheci!

Obrigada a todos pela visita! Beijos!

Mirlene disse...


Filha,

Com este texto você se superou! Estou muito orgulhosa pela escritora e pela pessoa desenhada por suas palavras. Carimbe logo este passaporte para o Brasil. Saudades...

Evelyn Sampaio disse...

Mirelle!

Você é daquelas pessoas que a gente fica conversando horas e horas e nem vê o tempo passar! rs
Adorei te conhecer e ver o quanto você é transparente, verdadeira e além de tudo muito divertida!

Acho que tudo é uma questão de cultura e que temos que estar abertos às coisas novas e tirar sempre o melhor daquilo pra carregarmos na nossa bagagem.

Seu cantinho é muito bom! Faz a gente se encantar pelos lugares do mundo, pela vida e ainda pensar nas "amenidades" de cada dia de um outro ângulo!

Um beijão!

Evelyn

Unknown disse...

Eu tbm muidei muuuuuuuuuito nesses 6 anos que moro aqui. Passai de super PATY a super cool, salto alto so Jesus sabe a ultima vez que usei um...aprendi muita coisa por aqui, mudei muito os meus valores. O frances é meio chato mas tem muita coisa pra ensinar. Meu marido, que é frances, quer voltar pra BH mas sou eu que nao quero rsrsrs nao sei se consigo viver nesse mundo novamente rsrsr. Aqui nos vivemos num ritimo gostoso. Pego minha filha pela mao pra passear no centro da cidade, assento num bar, a mesa no passei e coloco a bolsa no chao rsrsr, acompanho minha filha a escola com a sua bicicletinha tranquila pelas ruas... pequenos detalhes que so que vive sabe como é bom.
Mirelle mais uma vez obrigada pelo post!
Mas mesmo feliz por morar aqui tenho orgulho de ser Brasileira, amo esse nosso BRASIL!

Beijos

Fernanda Ornelas disse...

unknown = Fernanda Ornelas rsrsr

Mirelle Matias disse...

Mais 3 dias e eu chego pra tirar o sossego da sua vida, mãe! :)

Obrigada, Evelyn! O meu cantinho me fez conhecer muita gente bacana, como você. Adorei nosso papo! Vamos marcar outros encontros.

Ei, Fernanda! Você leva a sua filha pro bar? que mãe legal você é!hahahah, tô brincando! entendi o que você quis dizer e entendo perfeitamente! a vida aqui é tão mais simples e tranquila, né? penso nos filhos que um dia eu vou ter e dai tenho mais vontade de ficar. esocla perto de casa, parque pras crianças, cultura, segurança, simplicidade, enfim. nao da pra voltar pro brasil pra pagar mais de mil reais por uma escolinha, fora transporte, seguro de saude e tals.

beijocas!

Cami V. disse...

Lindo texto Mirelle! Fico torcendo pra um dia ver seu nome na capa de um livro ! Nao te conheco mas ja te admiro

Natalia Itabayana disse...

Concordo que não é o destino que necessariamente nos faz receptivos à novas ideias, mas o simples fato de sairmos na nossa bolha, não importa se mudando de bairro ou de país. A manifestação foi contra a supressão da especialidade de psicólogo hospitalar em alguns hospitais, e por uma politíca orçamentária que viabilize vagas para estagiários em psicologia nos serviços diversos - é uma luta conseguir estágio porque os serviços privados não querem pagar a remuneração obrigatória, os serviços públicos dizem que não tem budget que prevê estagiários em psi, mas no fim todo mundo precisa de um psi no serviço e contribuir com a formação ninguém quer, né... Enfim, paradoxos políticos.

Jonas Vasconcelos disse...

Foi um dos melhores textos que li sobre sua vida e evolução aqui, no seu blog. :)
Jonas

Mari Bento disse...

Ae Dona Mirelle! Belas palavras! Abraços grandes,
Mari

Mirelle Matias disse...

Obrigada, Cami. Um dia vc vai ver! :)

Ahhh, bom motivo pra se manifestat, Natalia!

Jonas e Mari, vcs sao algumas das pessoas maravilhosas que encontrei pelo caminho. A minha França só é tão legal por causa de gente como vcs.

Muitos beijos

Vanessa à Paris disse...

Aderi a praticidade, ao simple.
Fico incomoda com empregada em casa, mas nunca tirei cutilas nem no Brasil.
O corte joãozinho não aderi, mas amo Paris.
Me sinto em casa, amo essa cidade que me proporciona prazeres incríveis, prazeres simples e muitas das vezes acessíveis a todos.

Gosto dessa vida pratica, sem neuras de empregadas, limpeza profundas diárias, em que tudo deve estar perfeito. Gosto do charme da baguncinha com personalidade da casa típica francesa.

Adorei o seu texto.
Estamos sempre numa certa mutação, imagina passar a vida toda a mesma pessoa, que chatice?

Patty disse...

Mi, obrigada. Aprendo muito com vc aqui. Vc tb 'e muito especial ;)
Beijos!
Solicita'cao: encontro em Sampa qdo voltar em dezembro, hein! rs.

MUNDO DO ENZO disse...

Mi, há tempos não consigo um tempinho pra passar aqui!!!
Que surpresa mais gostosa!
Que belas palavras, que lindo sentimento...
Me identifiquei muito.
Mudanças por aqui tb, sempre...
E assim, entre altos e baixos, 8 ou 80, super quente ou geladíssima, a vida vai nos ensinando...e nos fazendo querer mais e mais dela, e nos fazendo abrir mão aqui, pra agarrar oportunidades ali...
Oportunidades de felicidade!
Um beijo grande pra vc...
Saudades.

ps: Vc está no Brasil? Numa dessas viagens pra cá, quem sabe nos encontramos... Vc tem que ver como Enzo está um homenzinho, rs...

Jonas Vasconcelos disse...

:D:D:D:D:D
Vc q é maravilhosa e faz nossas vidas ter mais brilho com sua presença.
Vou explodir de saudades :´)

Crestomanci Tássio Sam disse...

Adorei o post! Uma dia vou querer viver tudo isso também =D

E, Mirelle, tem uma "tag" pra vc lá no Disney Cast: http://disneycastbr.blogspot.com.br/2012/09/listme-e-tag-11-peguntas-pessoais.html

Jamile Torso disse...

Olá Mirelle, li seu blog numa sentada só! E adorei, com certeza será leitura obrigatória! Queria muito uma dica sua, planejo ir a França ano que vem, estou procurando um sistema parecido com au pair, só que ao inves de cuidar de criança eu queria ficar num centro equestre cuidando de cavalos e fazendo aulas de equitação, vc sabe se tem esse sistema na França? bjs

Anônimo disse...

Mirelle, faz 2 anos que moro em Bruxelas, já rodei muito! Nos últimos 6 anos já fiz 5 mudanças completas com toda a minha troçada, seja de caminhão, seja de navio!
Aprendemos muito, eu, marido e 2 filhos, e seguimos assim...
Agradeço diariamente aos meus pais que me ensinaram a levar uma vida mais simples, mais desapegada, e pela paixão por viajar! Na década de 80, o carro da mamãe já estava fora de linha há anos, mas eles viajavam ano sim, ano não, para o exterior, e com os filhos rodaram o Brasil inteiro!
Sinto falta de trabalhar fora, pois aqui sou dona de casa, mas com 2 meninos, o que não falta é trabalho! Voltamos ano que vem, já tenho até trabalho me esperando, mas gostaria que esse ano passasse devagar.... tanto coisa para fazer ainda!
Continue a escrever!
Beijocas
Maria Carmen

Anônimo disse...

Nossa que gostoso de ler! Esse trato é super bacana. Depois de passar 3 anos na Espanha também me vejo muito mudada. Quando a gente decide viver de verdade em outro lugar, mergulhar de vez a gente imprime em si novos modos de vida mesmo! Pra mim é o mais fantástico de estar fora. Hoje, de volta ao Brasil me sinto um peixe fora d'água em muitos aspectos e sei que será sempre assim. Além de divididos, os expatriados que retornam acho que sempre ficam com essa marca das mudanças que permitimos acontecer. Fiquei muito feliz em visitar o blog novamente. Você foi uma das que me inspiraram a criar o meu blog, quando essas mudanças ainda me assustavam. Bjo grande. Flávia Passos. devircigano.wordpress.com

Miller Manteiga disse...

Oi Mi. Que bonito o texto, emocionante como os outros que você escreve, mesmo aqueles mais simplões, você tem o dom. É!
Mas me diga uma coisa, você e o Leo pretendem voltar ao Brasil, não por agora e nem depois, só vontade de retornar?
Gosto de fazer esse tipo de pergunta clichê aos brasileiros que moram fora. Já passei por isso há alguns anos, hehehe.
Beijos!

Bruna Mesquita disse...

Eu fiquei so um 1 e meio fora nos estados unidos e estou contigo , mudamos assim sem ao menos tomarmos nocao e percebemos que viajar,conhecer explorar e o que nos motiva,eu estou prestes a voltar pro Brasil ,mas nao pertenço naquele lugar acho que em lugar algum tenho essa alma viajante

ilma disse...

Texto que exemplifica tudo que eu sinto quando viajo. E tenho também que concordar que mesmo nao tendo morado na França, algo nela me atrai e faz com que eu queira cada vez mais voltar e prolongar o tempo de "viajante". Vou contar um segredo rsrsr estou até procurando um curso de frances na França, só para poder ficar mais um pouco (lógico que adoro o idioma e é só uma desculpa).Gosto de seus textos tao diretos. Abraços e quem sabe um dia nos encontramos.
Abraços de viajante

The Márcio disse...

Mto legal o blog, eu o descobri hj e já li bastante coisa, vi mtas fotos e me diverti mto! É engraçado como comenta dos franceses, eu sou filho de francês e as observações dos costumes que vc faz são as mesmas que faço dos brasileiros. Eu nunca fui a frança mas minha família mantém vivo até hj os costumes. Hj tenho perdido bastante pq nao moro mais com meus pais, mas mta coisa nao vai mudar pq já é da minha natureza e talvez do sangue... rs

Anônimo disse...

Olá, Mirelle! Redescobri seu blog esses dias (pq já tinha visto no ano passado quando fui a Paris pela primeira vez). Me mudei em Agosto, estou no Brasil e volto esse mês pra casa. Quantas mudanças e quanta adaptação. Estou revirando seu blog e achando mto legal! Assim q voltar entro em contato pedindo dicas!
Tudo de bom,
Bjokas
Dani

Anônimo disse...

Olá Mirele! Gostei do seu Blog! Seus relatos tem um pouco a ver com um tempo que eu passei na França durante um programa de intercâmbio de francês em que eu estava estudando na escola Sprachcaffe. Eu fiz o curso de francês em Paris e também visitei outras cidades como Nice, Lyon entre outras. Vale a pena visitar essa cidade e recomendo tb a escola onde eu fiz o curso. Fica aqui a dica da escola http://www.sprachcaffe.com/portuguese/study_abroad/language_schools/paris/main.htm

Bel Oliveira disse...

Lindo texto!! Desde a publicação tentava comentar e não estava dando certo! Consegui agora! Adorei, devo dizer, mas o que quero mesmo dizer é: volte!!!! rsrsrs.. Beijos

Natália M. disse...

Sabias palavras!
Também estou morando na França e percebo que em um mês muita coisa ja mudou em mim.

celso disse...

Olá! Faz um tempão que não venho ao blog, que pena que não está atualizado, com histórias novas, do jeitinho que só você sabe escrever. Também comecei um blog, há um mês mais ou menos, mas sobre cosméticos e cuidados masculinos. Estou, aos poucos, tomando gosto pela coisa! Um abraço de BH!

Oliva disse...

Oi Mirelle!
Sou venezuelana e morei faz muitos anos em SP (cidade inesquecível).
Agora minha filha está chegando a Lyon para estudar e à procura de informacoes praticas para ela foi que cheguei a o seu blog.
Gostei de tudo, mais o melhor è a sua filosofía da vida!

Beijo e desculpe o meu portugués :)


Anônimo disse...

Encontrei seu blog por acaso na internet, que gostoso de ler! Lindas fotos, lindos textos e mais lindo ainda o texto que ganharam de presente de casamento!
Já morei na Alemanha, em Cingapura e na Austrália e agora estou no Brasil curtindo a maior e melhor aventura de todas: a maternidade!

Quero compartilhar um trecho da Cecília Meirelles que me enviaram quando morava na Austrália e gostei muito:

"Não queiras ter Pátria.
Não dividas a Terra.
Não dividas o Céu.
Não arranques pedaços ao mar .
Não queiras ter.
Nasce bem alto.
Que as coisas todas serão tuas.
Que alcançarás todos os horizontes.
Que o teu olhar, estando em toda parte
Te ponha em tudo,
Como Deus."
Cecília Meireles - Cântico I

Tudo de bom pra você aí!

Anônimo disse...

Se NAO fosse os banhos franceses o que traria ibope para o seu bloguinho?
Pq uns NAO precisam se quer esforçar, outros, como vc, precisam criar um mundo fantasia. Super pour toi, ma pauvre!

Para viver reclamando dos franceses, fingir que ama Lyon, publicar sua vida sexual no Twitter ultimamente, estar desempregada ha 4 anos e depender do marido... Começar o ano no acelerador e cheio de desafios para vc é significado de BABY.

Chupa as tetinhas do governo francês e aproveita os inumeros beneficios deste Pais maravilhoso! ;) Afinal, isso algumas expatriadas com os seus quesitos na França fazem maravilhosamente bem. Allez-y et felicitations!

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