segunda-feira, 12 de maio de 2014

Gravidez na França - o primeiro trimestre

Passada a euforia da descoberta, começa a bater o desespero. O que sabemos sobre maternidade/paternidade? Nada! E não temos a menor ideia de por onde começar. Viver essa experiência em um pais estrangeiro também não facilita muito as coisas...

Por motivos obvios, eu não sei como é ter filhos no Brasil, mas imagino que quando uma mulher se descobre gravida, a primeira providência é marcar uma consulta para confirmar a gravidez, realizar os primeiros exames e receber desde o comecinho todas as instruções para que ela tenha uma gravidez saudavel. Acontece que, como todo mundo sabe, eu não moro no Brasil. E as diferenças começaram a surgir muito antes do que eu imaginava, logo que liguei para tentar marcar essa primeira consulta com o meu ginecologista daqui:

- Bonjour, madame, gostaria de marcar uma consulta. Estou gravida. 
- De quanto tempo?
- Duas semanas.
- Ok, esta marcada para abril.
- Abril??? Mas abril é daqui 3 meses!
- Isso mesmo. E não se esqueça que a senhora precisa escolher uma maternidade e se inscrever o mais rapido possivel se quiser garantir uma vaga. Au revoir!

Tum-tum-tum...

Ficamos la, eu e a minha cara de pastel, penduradas no telefone por alguns minutos repassando aquela conversa surreal até eu me convencer que o problema não era o meu francês, ela realmente havia dito abril. Quem me acalmou foi a minha comadre, que teve o meu afilhado aqui em Lyon e esta no final de uma segunda gravidez em Paris, me dizendo que na França é assim mesmo: "A possibilidade de um aborto nos três primeiros meses é muito grande, então eles so te consideram realmente gravida depois desse periodo. Até la, você vai se sentir meio abandonada, mas vai ver que depois eles cuidarão muitissimo bem de ti".

Quando você descobre que todos os gastos médicos com a gravidez (exames, consultas, internações e partos) são totalmente gratuitos para qualquer mulher gravida na França (seja ela francesa ou não), fica mais facil entender e aceitar que em um lugar onde o sistema publico é acessivel e de qualidade, ele precisa de certas regras para continuar funcionando. E não é assim porque é publico, não. Ao contrario do Brasil, onde quem pode pagar consultas particulares consegue ser atendido antes, aqui na França as regras são as mesmas para todo mundo. O meu médico, por exemplo, atende no publico e no privado (que, no meu caso, também sai de graça porque eu tenho um bom seguro de saude que reembolsa a diferença que o governo não paga), e mesmo assim eu não consegui uma consulta antes da 12a semana. Tive que acalmar meu coração e dançar conforme a musica.

Quer dizer, tive mais ou menos, né? Porque eu acabei driblando o sistema.

O carnaval estava chegando e a nossa ida para o Brasil ja estava programada ha algum tempo. Embora eu tivesse apenas um mês de gestação, Léo e eu sabiamos que aquela seria a nossa unica chance de dar a noticia pessoalmente para a familia e receber os abraços dos nossos queridos. Abraço em vida de expatriado so não vale mais que coxinha frita na hora, ainda mais quando se mora na França!

Procuramos o nosso médico de familia (aqui temos um médico generalista que sempre nos atende antes de nos encaminhar para um especialista) e falamos da viagem. Ele proprio sugeriu que fizéssemos um ultrassom para ter certeza que o ovulo fecundado estava bem implantado, que estava tudo bem com o bebê. Mas foi uma exceção. De maneira geral, os pais so vão ouvir o coração do bebê na primeira ecografia, realizada entre a 11a semana e a 13a. Se for uma gravidez normal, 3 ultrassons serão pagos pelo governo (3°, 5° e 7° mês), mas pode variar em gravidez de risco. Os pais também podem fazer outros sem pedido do médico, claro, mas terão que pagar do proprio bolso.


E é basicamente isto. No primeiro trimestre, precisamos apenas nos preocupar em controlar a ansiedade e resolver duas tarefas administrativas. A primeira é escolher a maternidade, se inscrever e torcer para sermos aceitos - o que fizemos logo que soubemos que estavamos gravidos. A segunda é enviar a déclaration de grossesse (declaração de gravidez) fornecida pelo médico depois da ecografia de 12 semanas. Este documento que comprova a gravidez vai garantir o acesso às vantagens socio-econômicas aos quais as gravidas têm direito (falarei mais sobre isso em outro post).

Como se vê, os 3 primeiros meses foram bem tranquilos por aqui. Não tive nada de enjoos, nem desejos, insônia ou dores de cabeça. Alias, não tive dor em canto algum! So sentia que estava realmente gravida porque o meu apetite triplicou. Agora, se você perguntar ao Léo o que o fazia ter certeza de que ele seria pai, não tenho duvidas que ele vai dizer que eram as alterações nada sutis no meu humor.







PS: Como não sei muito bem como funciona todo o processo médico relacionado à gravidez no Brasil, vou adorar se alguma mamãe ou algum papai quiser compartilhar comigo experiências e informações. O atendimento no sistema publico é muito diferente para o particular? Sinta-se à vontade para papear! A caixa de comentarios esta aberta pra isso!  :)



47 comentários:

Andrea Gass disse...

Olá, não experiências para te passar, e sim para te perguntar :P
Moramos há 3 anos na França, só eu "falo" francês, pois no emprego do meu marido ele só fala em inglês. Então está aí meu maior medo, queremos "começar a tentar engravidar" no final desse ano, e meu medo maior são essas burocracias.
Me dá um pânico só de pensar, só precisei ir a um hospital aqui uma única vez, foi até bem tranquilo. Mas gravidez é diferente né? Muitas dúvidas e muito medo da bendita lingua.
Outra coisa se não for abusar, tu tens como me passar qual teu seguro saúde? Estamos pensando em trocar o nosso. Muito obrigada e aproveita tua gestação.

Paulina disse...

Na Alemanha também, eles só te consideram grávida mesmo depois dos 3 primeiros meses. Os casais, normalmente, nem avisam ninguém antes desses 3 meses pra não gerar nenhuma frustração e tal se caso a mulher perder o bebê - o que é bem comum antes dos 3 meses.

Adorei o post de comparar os países =)

Rosely disse...

Mirelle, Estou na minha 18ª semana aqui no Brasil e não consigo me imaginar vivendo esse momento sem um plano de saúde. A demanda do serviço público é muito grande e não há como ter muito planejamento. Sei que existe pré-natal em postos de saúde, mas o parto acaba acontecendo na sorte, nas emergências muitas vezes. Moro em Niterói (RJ) e a maternidade pública que tinha aqui fechou. Muitas gestantes são convidadas pelos seus obstetras que atendem em rede pública para realizaremm seus partos em clínicas privadas( e então terão que pagar por isso....). Acredito que uma gravidez de risco tenha certa prioridade no atendimento na rede pública, mas só o que vejo mesmo são as pessoas fazendo um esforço financeiro( além dos INÚMEROS impostos que pagamos) para ter um plano de saúde para minimizarem os transtornos/tensões/sofrimento. Mesmo usando plano observo as clínicas de exames lotadas, com grande espera (mesmo marcando com anecedência) e o consultório dos obstetras cheios. Estou tendo uma consulta por mês, o que me acalmou desde o inicio, além dos telefones e e-mail da minha obstetra para qualquer urgência. Sem plano de saúde não saberia nem por onde começar....

Adriana Pessoa disse...

Sabia que era mais ou menos assim pois, acompanhava um blog - Pedalando em Paris - onde a dona do blog contou tudo sobre a gravidez dela, como foi, como funcionava, sobre essa marcação na maternidade....enfim! Parabens pela gravidez, aproveite esse momento mágico...curta sua barriga! Eu amei estar grávida e foi um período de imensa felicidade, que me lembro com emoção e alegria. Beijos.

Mirelle Matias disse...

Olha, Andrea, quando eu cheguei na França eu também tinha medo de ter filhos aqui. Principalmente porque aqui parto é natural, so tem cesarea em caso de risco. E como no Brasil somos acostumados a acreditar que o normal é fazer uma cesarea, eu ficava assustada de pensar em parir de outra forma. O que, obviamente, mudou quando fui realmente amadurecendo a ideia de ter filhos e me informando sobre tudo o que envolve esta decisão. Hoje eu não me imagino tendo filho no Brasil de maneira alguma. Uma outra coisa que me ajudou MUITO a entender melhor o que acontece na hora do parto foi um programa de TV chamado Babyboom. parece bobo, mas de tanto assistir eu perdi o medo e entendi como as coisas funcionam aqui na França. Sobre as burocracias, é verdade que elas são inumeras. So posso te dizer que recebemos muito material pelo correio e nosso médico também nos ajuda a entender qual o proximo passo. Não precisa pensar nos 9 meses de gestação de uma vez, sabe? Cada mês tem uma nova consulta e saimos de cada uma delas com novas informações e sabendo muito bem como resolver a parte burocratica. Sua insegurança é compreensivel, mas ouso dizer que as condições de ter uma gestação tranquila na França são bem melhores que no Brasil.Sem falar que aqui você não vai gastar quase nada, mesmo se não tiver um super plano de saude (mas, ja que você perguntou, o nosso plano de saude é da Humanis, fornecido pela empresa do Léo. Mas é como no Brasil, os niveis são personalizados pra cada empresa e temos a sorte da empresa do Léo fornecer um super plano de saude pros seus funcionarios). Espero ter te ajudado. :)

Aqui na França eles também não contam pra ninguém antes de completar 3 meses, Paulina. O Léo so contou pros colegas de trabalho hoje, e eu ja estou com 16 semanas! Eles também preferem falar o nome so depois que o bebê nasce. Mas decidimos não esconder a boa noticia da familia e contar pessoalmente mesmo sabendo dos riscos de um aborto, porque, como eu escrevi no texto, queriamos ser abraçados. :)

Parabéns pela gravidez, Rosely! Nossos bebês vão nascer com poucas semanas de diferença. :)
Imagino mesmo que no Brasil seja mais complicado ter filhos sem um plano de saude. Você disse que "nos hospitais publicos o parto acaba acontecendo na sorte, nas emergências muitas vezes". Me fez pensar que uma das maiores diferenças de ter filho aqui e no Brasil é justamente a hora do parto. Aqui, os partos são feitos por parteiras e não por médicos (médico so em cesarea ou complicação no parto normal). E não temos como marcar hora ou saber quem vai fazer nosso parto. Não podemos escolher, sabe? Eh a parteira que estiver de plantão quando a bolsa estourar. Isso me dava muito medo no inicio, mas, como eu escrevi pra Andrea ali em cima, me acostumei e hoje acho muito natural que seja assim.

Obrigada, Adriana!

Beijos pra vocês, meninas!

Ana Luiza disse...

Mireille, meus três filhos já estão adultos, veja só, nem me lembro mais como eram as consultas. O que está gravado no meu coração, é a emoção de viver um dos momentos mais intensos da minha vida. A gente fica sensível, chora por nada, se sente o máximo, e ao mesmo tempo insegura, fica ansiosa pela saúde do bebe, e ansiosa para ver a carinha dele. Feliz da vida quando ele chuta e não te deixa dormir! A melhor companhia para uma grávida é outra grávida! Mil figurinhas pra trocar ! Não sei se esse livro existe ainda, e se você aí na França teria acesso, mas se tiver oportunidade não deixe de ler "A grávida e o bebe" de Rinaldo Delamare. Ele descreve mês a mês como está o bebê e como está o seu corpo. Ficava na minha cabeceira! Aproveita, que é bom demais! Bjs

Vivian disse...

Vao querer saber o sexo do bebê ou vai ser surpresa? Nome, vao querer facilitar para a pronuncia dos franceses? rsss...
Vc disse aqui no comentario que nao se imagina tendo filho no Brasil, mas se o destino levar vcs de volta? Ja pensou na possibilidade? Vcs nao têm vontade de cria-los perto dos familiares e amigos? As leitoras que ainda nao engravidaram ou que estao na primeira gravidez agradecem o compartilhamento desta nova etapa!
Sao tantos posts para o blog voltar à tona! Parabéns!

Mulher de Legionário disse...

Mireille, não tenho filhos mas acompanhei a gravidez de duas amigas aqui em Nîmes e ambas tiveram consultas na mesma semana ou nos quinze dias seguintes que ligaram. Talvez seja em Lyon que seja superlotado ou seu médico mto disputado mas nunca tinha ouvido falar em darem consulta só depois da 12° semana. Engraçado como dentro do proprio país tanta diferença. Tu. Pretendes fazer os "cursinhos" de parto? Minha amiga fez c/ uma sage femme e no dia do parto ela estava de plantão e atendeu ela, foi ótimo. Sei q dependendo vc pode tb solicitar a presenča do seu médico no parto, tem q pagar o honorario por fora, mas é uma possibilidade né. Boa sorte, estou acompanhando sua gravidez aqui de Nîmes, beijos!

Vera disse...

Quando se descobre uma gravidez, as dúvidas são imensas, mas quando se descobre uma gravidez num país estrangeiro, a lista aumenta ainda mais.
É tão bom quando temos alguém com quem podemos falar, pedir conselhos...
Adorei este post.

Mirelle Matias disse...

Estou doida para senti-lo chutar, Ana Luiza! :)

Oi, Vivian. Vamos querer saber o sexo sexo sim, mas como não conseguimos identificar na ecografia dos 3 meses, so vamos saber no mês que vem, quando fizermos a eco do 5° mês (a esta altura ja poderiamos saber se pagassemos por fora uma eco, mas não estamos tão ansiosos assim, então vamos esperar). Sobre o nome, queriamos um que escrevesse igual em português, francês e ingles. Não foi muito facil, mas tive que abrir mão de Antônio, que acho lindo. Ja fizemos nossa escolha e são nomes que funcionam para todas essas linguas. Sobre não me imaginar tendo filhos no Brasil, eu disse isso porque tenho ficado realmente assustada com toda a repercussão sobre a violência médica que as mulheres gravidas têm sofrido durante suas gestações e partos no Brasil. A dificuldade de encontrar um médico que faça parto normal, a precariedade do serviço publico e a necessidade de ter um super plano de saude para poder ter uma gestação tranquila, essas coisas. Sem falar em cha de fralda, cha de maternidade, comprar enxoval em Miami e montar quartos caros e cheios de frufrus pro bebe. Nada contra quem faz tudo isso, so não é a minha cara (e aqui na França é tudo TÃO mais simples!). E respondendo a sua ultima pegunta, sobre ter vontade de cria-lo perto dos familiares e amigos, claro que temos vontade! Mas sabemos que não é uma opção, então temos que nos conformar e aproveitar o lado bom de criar os nossos filhos na França. A parte ruim a gente tenta não pensar.

Oi, Mulher de Legionario. Vamos por partes. O processo burocratico na gravidez é igual em toda a França. Minha amiga Vera do comentario ai em cima também esta gravida e se consuta com o mesmo médico que eu aqui em Lyon. Por sorte, ela ja tinha uma consulta marcada com ele antes mesmo de engravidar, portanto, so manteve o horario e quando foi la estava nas primeiras semanas de gravidez. Ele a examinou, disse que estava tudo bem, perguntou se ela tinha alguma duvida e disse que ela deveria continuar levando a vida dela normalmente, porque gravidez não é doença e não havia mais nada a fazer antes de completar os 3 meses. Eu poderia ter conseguido uma consulta com ele pra semana seguinte que liguei, mas seria uma consulta ginecologica como todas as que eu fiz antes de engravidar (e teria que pagar por ela). No texto eu disse que as consultas aqui são de graça, mas são as consultas que acontecem a partir do 3° mês. Eu, como brasileira, achei tudo muito estranho, mas minhas amigas francesas sabem que isso é o tratamento normla por aqui e ngm corre no médico antes do 3° mês (a não ser que tenha um sangramento e tal). Portanto, sim, é possivel conseguir consulta com ginecologista antes dos 3 meses mas não são consideradas consultas do pré-natal nem são 100% reembolsadas pelo governo. Hoje mesmo eu recebi um envelope da CPAM (Assurance maladie) com um "mémento", uma cardenta explicando as estapas da gravidez onde diz que a primeira etapa é a primeira consulta pré-natal, antes do fim do 3° mês. Sobre os cursinhos de parto, sim, vou fazer tudo! Espero ter a sorte da sua amiga de encontrar uma sage femme que me acompanhe nessas etapas. Minha comadre, que teve que fazer uma cesarea porque meu afilhado não estava na posição certa, também teve muita sorte de ter nosso ginecologista no parto porque ele estava de plantão (sim, eu sei que pagando por fora tudo é possivel, tanto no Brasil quanto na França, mas o post é pra falar de como são os procedimentos "normais" por aqui. Nunca ouvi falar de ngm que pague pro médico estar presente num parto normal porque aqui é aceito que quem faz esse trabalho são as parteiras e não médicos).

Isso é verdade, Vera! <3

Zoe disse...

Oi Mirelle, muito legal você contar sobre gravidez e parto na França. Aqui no Brasil o número de cesárea é altissimo. Temos mesmo essa cultura muito enraizada que parto normal sente muita dor, que cesárea é melhor, que parto natural é coisa de índio, que pra que sentir dor, que é melhor escolher marcar a cesárea e pronto etc. Quando eu morava na Holanda, país em que a maioria dos partos são domiciliares e naturais ( não dá nem para ter anestesia em casa) eu achava absurdo também, onde já se viu, pra que sentir dor?! Mas depois que engravidei, ja aqui no Brasil, eu fui me informar sobre parto, li bastante, minha opinião mudou (alias uma coisa que eu aprendi muito depois que engravidei, foi mudar de opinião toda hora). O parto normal aqui no Brasil é medieval, tem muitas intervenções que são feitas de praxe, mas que muitas vezes não são necessárias (agora que você está gravida, vai ler mais sobre esse assunto), por exemplo, exames de toque toda hora durante o trabalho de parto, episiotomia, manobra de Kristeller, colírio de prata nos olhos do recem nascido, aspiração das vias áreas do recém nascido etc. Essas coisas os médicos fazem muitas vezes porque aprenderam assim e sempre fizeram e nunca teve problema, melhor prevenir do que remediar, é o que eles pensam. Mas a questão é que para que submeter a parturiente e o bebe a esses procedimentos se não são necessários? São procedimentos que causam no mínimo dor, desconforto, constrangimento, e dependendo do que é feito pode causar infecção, perda da libido, morte por hemorragia. Por isso que a cesárea acaba sendo a opção. Os médicos aqui são treinados para isso muito bem (estou falando dos partos particulares, por convênio, pois no SUS, é feito normal descrito acima).

Zoe disse...

Esse tipo de parto normal eu também não queria. Foi ai que pesquisando, encontrei um grupo de mulheres, obstetras e pediatras humanizados, que prioriza o parto natural, vaginal pois é a forma mais fácil de nascer, tem menos riscos para saúde da mãe e do bebe, é melhor para o bebe, pois já começa a adquirir flora intestinal, e outras coisas. O parto humanizado respeita a mulher, a deixa a vontade para ter o bebe na posição que achar melhor (pois no parto normal tradicional, a parturiente tem que ficar deitada de costas para facilitar ao médico fazer o parto- depois você vai ler que essa origem do parto ser deitada começou na França!). O parto humanizado, respeita o recém nascido, não usa esse colírio de prata e não faz a aspiração se não for preciso, incentiva o contado inicial da mae-bebe e o aleitamento materno na primeira hora de vida. Respeita a família pois o bebe, se tiver tudo certo, saudável, não é separado dos pais (geralmente no Brasil depois que nasce o bebe é levado para longe da mae para fazer exames, pesar, dar banho e as vezes dão até fórmula). O parto humanizado se baseia na informação, as gestantes são incentivadas a ler e estudar e a se preparar para o parto natural. No Brasil, eu percebo muito que a mulher não quer se responsabilizar pelo nascimento do filho, é muito mais fácil fazer uma cesárea, rápido, e indolor, mas não se preocupa com as conseqüências que isso pode trazer, é uma cirurgia, há inúmeros riscos. No geral, as pessoas aqui não se informam, acreditam no que o médico fala sem questionar. E quando a mulher quer ter parto normal (muitas vezes nem sabendo desses procedimentos que mencionei) pois acham que parto normal é melhor e tal, os medicos (particulares) acabam dando uma desculpa qualquer para marcar uma cesárea, por exemplo, cordão enrolado no pescoço, bebe muito grande, mãe muito pequena, bebê já tá pronto para nascer (com 38 semanas) e para que esperar e outras mil desculpas. Eu escolhi ter um parto natural e humanizado, há 56 dias nasceu meu bebe, mas acabou que não foi natural, pois tive que ter anestesia, episiotomia e o bebe nasceu por fórceps. Mas por eu ter estudado, sei que tudo foi realmente necessário. Fui respeitada, meu bebe também, ele ficou comigo o tempo todo, passei a maior parte do trabalho de parto em casa. Mas para ter tudo isso tive que pagar particular, pois o convênio não cobria. Foi uma grana alta, mas não me arrependo, fui juntando ao longo dos 9 meses e tive o parto com respeito. Se tiver oportunidade, leia sobre o parto humanizado, tem até um documentário recente chamado "O renascimento do parto"bem legal. Pelo que li, ai na França segue a linha que chamamos de humanizada aqui e aí é o sistema público de saúde! Bom vou parar por aqui, se precisar de qualquer coisa, ajuda, tiver duvidas, pode perguntar, no que eu puder ajudar estarei a disposição! Boa gestação!

Carol Remor disse...

Moro nos EUA e é exatamente igual. Meu queixo quase caiu qdo me disseram q a primeira consulta era com 3 meses. Sao apenas 3 ecografias tb, mas é td mto diferente do Brasil.. eles fazem o exame e sequer dizem se está td bem, o medico está vendo td certo mas nao fala.. e a gente precisa saber neh. Quando soube q a segunda eco eles nem contam os dedos dos pes e das maos.. fiquei revoltada rs. Por sorte fui para o Brasil e Mexico durante a gravidez, entao fiz uma eco no inicio da gestacao (15 sem) no Mexico e com 24 sem no Brasil.. aih foi aqueeela consulta de mais de 1h, olhando orgao por orgao. Fiquei muito mais aliviada. Tive parto normal induzido, aqui cesarea só em caso de risco de morte. Minha Alice está completando hoje 2 meses, passou voando. Curte muuuito cada semana de gestacao, é muita novidade e informacoes neh.. mas vc vai ver q voa.. e depois da uma saudade gigante deles na nossa barriga. Boa sorte e mta saude pra vc e esse bbzinho. Beijos

Ana Brêtas disse...

Bom, não sei como funciona no setor público aqui no Brasil na prática...mas o que ouvimos são sempre experiências precárias pela própria qualidade dos serviços e dos hospitais.
Com relação ao setor privado de fato é diferente, já que fazemos ultrassonografias todos os meses da gravidez. Mas concordo que o sistema público priorize a partir do terceiro mês como fazem aí. Mas é claro que, em sendo fácil, aqui ninguém resiste a fazer antes...hehehe
Realmente aqui também há que se buscar bons médicos e existe uma pressão muito grande por cesareanas. Cada um tem que buscar pessoalmente a informação adequada na hora de tomar suas decisões (e muitas vezes até trocar de médico pela pressão). A cesareana tem grande relevância em um importante número de casos, mas não deve ser banalizada como vem ocorrendo aqui no Brasil.
Mais uma vez parabéns a você e ao maridão pela bênção maravilhosa! E como tb estou grávida, só posso agradecer, pois além de ler suas delícias de textos, ainda por cima a temática é muito oportuna! hehehehe
Bjs
Ana Brêtas.

Mirelle Matias disse...

Isso mesmo, Zoe, na França o parto é mais humanizado que no Brasil. Não que não haja exceções, mas, quando é um parto normal sem complicações, o bebê vai direto pro colo da mãe pra fazer o peau à peau (pele-a-pele), o cordão umbilical pode ser cortado depois de alguns minutos, os cuidados com o bebê podem esperar, enfim. Aqui, caso a mãe deseje, é possível fazer um projet de naissance, um projeto para o nascimento do bebê, onde a mãe informa tudo o que ela deseja para que o parto seja o menos medicalizado possível (no nosso consta itens como não me privarem de comida nem bebida, recusa da episiotimia - a não ser em caso de extrema urgência- , cortar o cordão umbilical apenas quando ele parar de pulsar, fazer o peau à peau, entre outros). Este projeto deve ser assinado por mim e pelo médico que me acompanha e distribuido para toda a equipe no dia D. Por isso vamos apresentar nosso projeto na nossa proxima consulta com o médico para ver se a maternidade que escolhemos é capaz de aceitá-lo. se não for, procuraremos outra. Obrigada, Zoe, por compartilhar tantas boas informações. Parabéns pelo Murilo! :)

Carol, eu também fiquei tentada a marcar uma consulta com o meu ginecologista no Brasil, mas resisti. A verdade é que ele não ia me falar muito mais do que eu já tinha ouvido do meu generalista aqui: que eu podia continuar indo pra academia, come do normalmente, vivendo a vida que eu tinha antes de engravidar (evitando peixe cru e lavando bem a alface, claro). Então resolvi confiar e desencanei. Na nossa eco das 12 semanas eu tb achei o médico bem "seco". Falou que estava tudo bem, que ele estava se desenvolvendo do jeitinho que tinha que ser e que estava pulando pra caramba lá dentro. Mais nada. Mas achei que fosse o jeito francês, já estou bem acostumada e não me importei. Já a minha amiga Vera, que fez a eco dela algumas semanas antes de mim e com o mesmo médico, ficou meio decepcionada com a "frieza" dele. Mas aqui na França tb dá pra fazer ultrassons mais demorados pagando por fora. Lembro quando fui com minha comadre fazer a ultra 3D dela que ficamos 1h la dentro e q médica era mega simpatica, mas eles pagaram por fora. Parabéns pela sua Alice! Nome lindo. ;)

Oi Ana! Aqui é como no Brasil, eu posso fazer um ultrassom por mês se eu quiser pagar por eles, mas a questão é: precisa? O que é realmente necessário e o que já virou indústria de fazer dinheiro e deixar as mães culpadas? Acho que se eu morasse aí e visse todas as minhas amigas fazendo uma eco por mês, eu me sentiria mal de não fazer tb. Pensaria que não eStava cuidando do bb com a atenção que deveria. Mas vivedo aqui, onde o normal é fazer apenas 3 ecos durante a gestação, eu fico sossegada. E olha que, como eu escrevi no texto, meu seguro reembolsa o que o governo não paga, portanto eu poderia fazer sem custos. Mas escolhi fazer tudo à francesa, rs. Seguindo o recomendado por aqui. :)

Line disse...

Acho que a Zoe descreveu bem a situação obstétrica atual do Brasil. A gravidez no Brasil é muito medicalizada, quase tratada como uma doença, inúmeras consultas, medicamentos, ultras, e a cesárea, que é vista como algo muito natural por lá.eu também achava normal, isso antes deme mudar pra Holanda e conhecer o outro lado da moeda.

Eu pari há dois meses, foi um parto normal, mas hospitalar e com algumas intervenções, infelizmente. Meus planos de parir na casa de parto não se concretizaram porque tive uma gravidez super complicada, mas o próximo com certeza será em casa,no aconchego do meu lar!

Parabéns pela gravidez!

Andrea Gass disse...

Muito obrigada pelos esclarecimentos Mirelle. Boa semana para vocês.

Rosely disse...

Acabo de ver essa noticia na TV aqui no Brasil :
"Ministério da Saúde autorizou o parto humanizado na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O recém-nascido deve ser colocado no abdômen ou no tórax da mãe de acordo com a vontade dela, diz esta portaria. O corte do cordão umbilical só será feito após ele parar de pulsar.

Essa lei também prevê a amamentação da criança na primeira hora de vida. “Nós precisamos estimular que essa primeira mamada aconteça na primeira hora de vida. Além de fornecer o primeiro aporte calórico para a vida do bebê, essa prática também acelera a descida do leite materno”, explicou o ministro da saúde Arthur Chioro.

Conforme a nova lei, exames físicos, ou o de profilaxia da oftalmia neonatal, só poderão ser feitos após estes primeiros passos da criança com a mãe.

Caso o recém-nascidonão tenha respiração ou ela seja irregular, haverá o atendimento de um funcionário do Programa de Reanimação da Sociedade Brasileira de Pediatria para fazer a reanimação neonatal. Entre 2014 e 2015 serão investidos R$ 2,1 milhões neste programa para atender essas crianças.

Para incentivar o parto humanizado foi criada a Rede Cegonha, em 2011. Este programa que está presente em ao 5 mil municípios presta assistência social á saúde da criança e da mãe ajudando com o pré-natal, parto, pós-parto até o segundo ano da criança. "

MAS COMO TUDO NO BRASIL, SUA EFETIVAÇÃO DEPENDERÁ DE FISCALIZAÇÃO....

sou Bárbara disse...

Muito interessante seu relato! E como essa questao de gravidez é difente em cada país né?! Eu tive meu filho ano passado na Alemanha e tive um acompanhamento super bom. Nao exagereado como no Brasil, com ultrassom todo mês, mas ainda assim tive acompanhamento médico. E apesar de também nao se espelhar pra familia sobre a gravidez antes do 3 mês nós fomos atendidos antes disso sim, mas tb so depois da 6 semana pra garantir que o feto ja aparecesse nos exames. O que mais gostei lá foi o acompanhamento por uma parteira ou doula, não sei ao certo qual seria a traducao. Tive acompanhamento desde o comeco da gravidez até dois meses depois do nascimento do pequeno. E o melhor de tudo, pago pelo seguro saúde. Eu achei ótimo e vou com certeza carregar pra sempre essas boas dicas que recebi dessa parteira pros proximos filhos.

Mirelle Matias disse...

Eu acho que parir em casa deve ser tão especial e mais tranquilo, Line, mas aqui na França a prática é pouquíssimo estimulada. Até para encontrar informações é difícil. O nosso hospital tem uma parte especializada em partos humanizados, então fico mais tranquila. Mas confesso que adoraria morar num lugar que incentivasse os partos em casa. Parabéns pelo bebê!!!

Eu já tinha visto essa notícia e fiquei bem contente, Rosely. Acho sim importante ter fiscalização, mas tb acho que é dever dos pais se envolverem mais com o parto e saberem o que querem pra esse momento. Sabendo dos seus direitos fica mais fácil cobrar que eles sejam respeitados né? Agora, o índice de cesáreas nos hospitais públicos no Brasil é muito mais baixo que no particular. E é aí que mora o problema. Essas novas regras deviam ser aplicadas em todos os lugares, não apenas nos hospitais públicos.

Não vejo a hora de entrar em contato com as doulas daqui, Bárbara. Nossa preparação pro parto é responsabilidade delas e tenho certeza que vou tirar muitas dúvidas. E esse acompanhamento pós parto tb é todo pago pelo governo aqui.

Beijos!

Insolente disse...

Olá Mirelle, muitos parabéns pelo bebé.
Acho engraçado esse sistema no Brasil porque acho que as grávidas não precisam assim tanto de consultas antes dos 3 meses. Mas aqui em Portugal, antes dos 3 meses conseguimos ver se há alguma malformação no bebé e interromper a gravidez antes das 12 semanas, caso os pais concordem. Fazemos uma análise de sangue que, se mostrar algum tipo de pré-disposição, avançam para amniocentese. Como é aí?

Oliva disse...

Fica tranquila Mirelle, minha filha teve seu bebê em Lyon e la a atenção é optima. Ela teve o bebê no hospital de Sainte- Foy- lès- Lyon e parecia uma clínica privada.
Mais uma coisa, eu recomendo e não é exagero, pedir agora mesmo uma vaga na creche!
Abraço

Mirelle Matias disse...

Insolente, aqui na França tem o IVG (interruption volontaire de grossesse), que é o aborto por razões pessoais da mãe. Ou seja, quando ela decide que não quer ter o bebê pq engravidou sem querer, pq não se sente pronta, enfim...; e existe o IMG (interruption médicale de grossesse), que é a interrupção da gravidez por razões médicas (malformação ou qualquer outra patologia que coloque a vida da mãe em risco ou que comprovadamente vai deixar sequelas no bebê). No caso do IVG, ele pode ser feito até a 12a semana de gravidez, ou 14a semana depois do primeiro dia da última menstruação. Já o IMG, pode ser feito até o final da gravidez, quando se descobre algum problema com o bebê.

Pois é, Olivia, já recebemos este conselho e vamos procurar logo saber como funciona a historia da creche. :)

Anônimo disse...

Mirelle, sempre leio teu blog embora tenha pouco comentado, por preguiça. Estava com saudades do teu texto, e como mamãe recente de primeira viagem (minha Cecília tem 1 ano e 8!) e como fã distante adorei saber a novidade! Parabéns pela coragem de encarar este desafio, de deixar a segurança do mundo a dois para ajudar na evolução de um ser que estava lá em cima só esperando esta decisão de vcs! Falando daqui: tenho convênio particular e não posso opinar sobre o sistema público no pré natal. Mas em geral marcamos a consulta na gineco, que pede um exame de sangue pra confirmar. O primeiro ultrassom é em torno de 6 semanas, pra ouvir o coração do bebê, descobrir quantos são (já pensou, vários?), e aonde estão "alojados". E desde a primeira consulta, era uma consulta por mês (controle de peso e pressão basicamente, e esclarecer dúvidas). Entendo o sistema francês "pular" esta etapa, mas penso que é legal esse acompanhamento cedo sim (inclusive para tomar ácido fólico). Minha médica era muito tranquila, e não fez muito alarde em NENHUM momento, apenas acompanhou o processo. No meu caso tive muita dor no ciático desde o segundo mês, mesmo sem barriga ainda, e ela me explicou todos os motivos desta dor (o corpo se prepara pro parto desde a concepção) e consegui controlar a dor com muita natação e pilates! Bom, no mais os ultrassons são +- na mesma época daí...e no final, estava com 39 semanas e ela deixou uma requisição extra de ultrassom na minha mão caso chegasse a 40 semanas e meia sem sinal de trabalho de parto. Quanto ao parto: é fato que no Brasil INFELIZMENTE impera a cultura da cesárea, do tipo "se tens condições de pagar, por que sofrer?". Sempre fui contra, principalmente porque as cesáreas na maioria das vezes são pré-agendadas, não se espera nem a mulher entrar em trabalho de parto (pobre bebê que perdeu o direito de escolher quando nascer). As mulheres agendam porque fazem questão de que o mesmo médico que fez o pré-natal faça o parto, e pra não pagar a mais marcam o parto pro dia que o santo está de plantão. Mas o que vejo é que essa escolha tem quem possui convênio particular, pois pelo menos em Floripa as maternidades públicas só fazem cesárea quando precisa. Aqui a equipe de obstetras é muito bem reconhecida e em geral, falando exclusivamente do parto, não temos problemas independente do sistema (particular ou público). Uma vez eu e meu marido conversamos com um obstetra que atuava tanto na maternidade pública quanto na particular sobre onde era mais seguro ter o bebê (SEGURO, e não confortável). Ele sem dúvida alguma indicou a pública, pois nestas maternidades atuam profissionais que já encararam todo tipo de experiência (casos de todo o estado), gestações de risco, partos difíceis etc. Ele disse: lá é certo que mãe e bebê saem com saúde da maternidade, mas não tem frescura. Não tem anestesia, cesárea por opção da mãe muito menos. Nós queríamos o parto normal mas como eu tinha um convênio bom decidimos pelo “conforto” da clínica particular. Mas que dificuldade pra acreditar que nestas clínicas iam respeitar minha decisão de parto normal! Pensando nisso contratamos uma doula pro dia do nosso parto (para acompanhar o médico plantonista e convencê-lo da minha opção), uma pessoa bem especial que nos deu um curso de gestantes (e psicóloga!), a Carol. Entendemos tudo de parto, e principalmente entendemos todas as desculpas esfarrapadas que os médicos preguiçosos costumam usar pra empurrar a cesárea...tínhamos também um plano de parto! Deu td certo, nossa doula nos acompanhou e o médico foi bem respeitoso, e todos esses procedimentos de parto humanizado eu vivenciei! Sai ANDANDO da sala de parto para o meu quarto quase na mesma hora, com minha bebê no colo recém-nascida. Mas eu sei que nem sempre é assim: já ouvi hsts de muita gente forçada pelo médico a ir pra faca mesmo chegando na maternidade com a ideia de parir o próprio bebê! Vamos continuar trocando figurinhas com o avançar da tua gestação, nós mamães vamos amar essa nova fase do blog! Mari/Fpolis

Carol Remor disse...

Mirelle, tenho uma curiosidade. Por td que li vc comentando aqui o método de pré-natal na França e EUA são semelhantes.. mas e a questão do ganho de peso? No Brasil eles recomendam 1kg por mes ou no máximo 12kg em toda gestaçao. Minha amiga mora no Japão e parece que eles recomendam engordar 4kg. Eu.. entre perdas (enjoos fooortes) e ganhos fiquei na casa de 7kg a mais. Quando estava com 6 meses a enfermeira me pesou e disse: "Se vc quiser comer sorvete, come tá?" É que até os 6 meses eu só perdi peso.. :O Mas no geral eles me trataram feito ET e como se a Alice tivesse problema de desenvolvimento, sim.. uma medica falou isso pra mim, diziam que ou ela tem problemas ou é um bb pequeno. Acho q é um pouco obvio, visto que, tenho 1,63, nasci com 2.5kg e meu marido não é de familia muito alta, quase impossivel comparar com o bb estadunidense entende? Levaram esse terrorismo até o dia do parto. Alice nasceu com 3.100kg e 53cm. Super comprida e gordinha. Eu fiquei muito chateada com td q houve, meu pre natal foi uma neura.. soh estava tranquila por causa dos exames q fiz no Brasil, acredito que oq tenha ajudado é que aqui nao temos apenas 1 medico.. A clinica obstetrica sao em 4 medicos e vc passa entre os 4 toda a gestacao para conhecer, pq no dia quem faz o parto é quem está de plantao.. um dos 4 daih. Mas foi complicado, cada medico que eu ia falava uma coisa. Uma disse q se nada mudasse até 40 semanas iria para cesarea, chegou com 40 fui na consulta crente q ia direto para o hospital fazer cesarea e o medico do dia disse q nao. Aih a gente se revolta, pq falam q o bb pode ter algum problema mas mesmo assim induziram o parto. Hoje olho pra tras com um pouco de menos raiva.. pq td deu certo e minha pqna é mto saudavel.

Mirelle Matias disse...

Poxa, Carol, que situação, hein? Ainda bem que ela veio saudável! Tem médico muito sem noção mesmo! Ontem eu estava batendo um papo com minha comadre que vai Paris ainda este mês em Paris e ela me contou que nessa segunda gravidez ela não foi atendida por médicos. Fez todo o pré-natal com as sage-femmes (parteiras) do hospital, justamente pq só encontrou médicos frios e grossos no início e nas ecos. Enfim, sobre o peso, meu médico me disse que é isso mesmo, 1kg por mês, 2kg nos últimos 2 meses. Mas acho que vou engordar mais. :/ Não tive um único enjoo, meu apetite aumentou muito e eu já ganhei 4kg em 16 semanas!!! O que me ferrou mesmo foi ter ido ao Brasil no primeiro mês, pq sempre que vou lá eu como demais! Volto com uns 5kg a mais. Então já viu, né? Meu bb mal tinha sido concebido e já estava se fartando com arroz, feijão, coxinha, pastel, churrascaria.... Sinto uma fome de dragão!

Anne disse...

Participando,

Eu sou mae de 3 filhos, todos nascidos aqui bem pertinho de Lyon precisamente Beaujoilais.Nao sei se tive sorte mas, comigo foi bem diferente, minhas consultas foram a domicilio ate o setimo mes,pude contar tambem com uma estrutura que me auxiliou em momentos mais delicados como o baby blues.A ultrassom realmente é feita em periodos bem definidos ao total sao 3 durante toda a gestaçao. Os exames medicos sao completissimos isso te da muita segurança pra continuidade da gestaçao.A partir do setimo mês o monitoramento era no Hospital, sem nenhuma burocracia, tudo foi tranquilo a hospitalizaçao foi muito serena e o os profissionais bem qaulificados. Tambem nao precisei me inscrever em nenhuma lista de internaçao. Realmente so nao foi perfeito nos 2 ultimos partos que nao tive temo de aplicar a analgesia. Espero que um dia o Brasil chegue a esse nivel.

Paula Andrade disse...

Oi, Mirelle!!

Sou a Paula, jornalista de Brasília. Já nos falamos por email algumas vezes, inclusive sobre freelas... Parabéns pelo seu bebezinho!! Que venha com muita saúde!!! Também estou grávida, de 9 semanas e, acredite, está tão difícil conseguir uma ginecologista em Brasília que quase tive que marcar a minha primeira consulta para o final do segundo mês! Depois de ficar ligando quase todo dia para o consultório de vários médicos, consegui uma consulta e dei início aos exames tradicionais (sangue, urina, ulstrasson etc etc etc). Agora encontramos uma médica que nos pareceu confiável e decidimos seguir com ela... Não foi fácil porque temos gatos e muitos médicos têm preconceito com grávidas perto de gatos. Pura ignorância, afinal, o apetite é grande mas não o suficiente que nos faça comer as fezes do animais para adquirir toxoplasmose. Enfim, está sendo uma delícia acompanhar a sua jornada aí na França e pode comparar com a nossa aqui no Brasil. Depois nos conte se você já estão desconfiando se é menina ou menino! Aqui no Brasil temos o teste de sexagem fetal que dá para fazer após a oitava semana. Aí também tem?
Abs!
Paula

Jonas Vasconcelos disse...

Q emocionante!!!!

Ô vontade q tô de agarrar vcs dois!

Pelo texto, não tenho dúvida de q esse pivete será francês. Mas pelo menos, terá o sangue brasileiro, de pessoa quente, pra cima...

Jalile disse...

Oi Mirelle, parabéns pelo bebe. Aproveite todos os dias, curta muito a gravidez e o nascimento de seu filho (a). Minha filha Valentina está com 8 meses, nascida de um maravilhoso e transformador parto natural, depois de muito estudar e lutar para fugir da imposição do sistema brasileiro. Contra tudo e todos, que te acha louca, india, xiita etc. Tive um parto the flash, menos de 2h de trabalho de parto. Como sou fisioterapeuta, me preparei fisicamente, fazendo yoga para gestantes, trabalhando posturas que favorecem a descida do bebe, a respiração diafragmática, e também fazendo exercícios para o fortalecimento do períneo e usando o EPI-NO, um aparelhinho alemão que usamos nos final da gestação, para evitar a episitomia e possíveis lacerações. Aí na França não se usa? Abraço

Jalile

Loirinha disse...

Boa tarde a todas...

Chamo-me Marina e estou em França desde Janeiro deste ano....
Soube agora recentemente que estou grávida, e gostaria de saber se me podem ajudar..Tinha aqui pessoas que se diziam de minhas amigas e só me apunhalaram, mas tudo bem...desprezo é o melhor.
É assim, eu estou numa casa a viver com familiares, um espaço pequeno e agora mais do que nunca necessito do meu espaço para o novo membro que aí vem..
Eu queria saber se me podem informar ou até ajudar eu agradeceria imenso, pois não tenho ajuda de ninguém, e gostaria de saber das ajudas que posso ter aqui relativamente ao bebé, como uma casa, e as ajudas para ele..
Isto estar num país estrangeiro sem sabermos falar, falo pouco, é terrível, pois não sei para onde me virar para pedir as ajudas :(
Será que aqui alguém me pode ajudar??

Beijinhos e obrigada a todas

Gabriela disse...

Ei Mirelle, parabéns pela gravidez que Deus abençoe mto vcs! Tem um blog muito bom p vc pegar as dicas q vc falou: http://www.derepentemamae.com

Lidiane SILVESTRE disse...

Também moro em Lyon, e tive minha primeira filha ha 1 mes. Escolhi a maternidade Saint Joseph Saint Luc por ser perto de casa e pq queria uma estrutura pequena (eles so tem 21 quartos, sendo que 20 quartos sao individuais). Descobri q estava gravida e 15 dias depois ja tinha que me inscrever em alguma maternidade! Fiquei perdida, sem saber se queria nivel 1, 2 ou 3, privada, semi-privada ou publica. Muitas escolhas pra serem feitas em tao pouco tempo! Tive parto normal sem forceps, ventouse ou episiotomie. 14 horas de trabalho, mas tudo correu bem! Meus pais vieram pra acompanharem o final da gestaçao e ficaram impressionados com a diferença entre França e Brasil. Eu tbm so fiz as ultras obrigatorias, e achei o suficiente. Passei uma gravidez deliciosa, curta muito esse momento, é unico! E o mais importante, DURMA BASTANTE!!!!! Bisou, Lidiane

elizabeth guttler disse...

oi mirelle bomdia que bom que esta tudo bem acho que estar gravida e uma coisa maravilhosa e que filhos so nos trazem felicidade os meus ja estao bemgrandinhos e naquela epoca so faziamos o ultra som na ultima semana se tudoestivesse correndo bem entaoso soube que teria um menino uma semna antes domarcelo nascer m e lembro que tinha muitosono no incio da gravidez pensava que estava doente porque nao costumava dormir de dia mirella viva muito esse momento lindo sublime mesmo eu estou aqui ja esperando por netos que espero venham um dia beijos mirelle estgamos de novo no porto no largo da maternidaded bem perto da miguel bombarda um lindo domingo em lyon beth guttler

Fernanda Leitão disse...

Olá Mirelle, parabéns pelo seu bebê. Minha filha tem 1 ano e 5 meses, meu parto foi cesária (aqui no Brasil parto cesária virou o "normal") apesar de ter plano de saude, minha obstetra foi particular, o convênio médico só cobriu as despesas hospitalares. Como minha obstetra já era minha gineco há muitos anos, preferi que ela acompanhasse meu pré-natal. Nunca quis ter parto normal, sempre tive medo (acredito que minha mãe me passou esse medo já que ela sofreu bastante nos partos dela) e acabou que desde o começo optei pela cesariana. Bom, Graças a Deus deu tudo certo , mesmo se eu quisesse não conseguiria ter um parto normal, já que comecei com contrações às 14h e a noite não tinha dilatação nenhuma. Minha recuperação foi tranquila, mas sei de mulheres que sofrem muito na recuperação de uma cesariana. Quanto ao nosso sistema público de saúde, não tenho o que falar é vergonhoso.
Felicidades e aproveite esse momento sagrado da gravidez e quando ele chegar, aproveite cada segundo com ele, pois o tempo voa.

Anônimo disse...

Mirelle,
Primeiramente, parabéns pela sua gravidez! Apenas um comentário: entendo quando você diz que "na França é tudo TÃO mais fácil." Já morei na Europa bastante tempo e vivenciei isso de perto. Não tive filhos fora, mas sei que, de forma geral, a vida é mais simples mesmo. De fato, os brasileiros de forma geral costumam se preocupar muito com esse "frufrus" que você diz. Acho que isso diz muito sobre o nosso subdesenvolvimento cultural... Mas, fazer enxoval em Miami não é uma simples questão de "frescura". Talvez você já não se lembre mas tudo no Brasil é ridiculamente mais caro. Eu moro no Rio e aqui o custo de vida tem extrapolado qualquer nível razoável. Ter um filho aqui é bem caro e fazer enxoval aqui é MUITO mais caro do que viajar para o exterior e comprar as coisas, ainda que em dólares. Pasme, mas é a pura verdade, basta colocar na ponta do lápis para comprovar. Sem contar que a qualidade dos produtos comprados no exterior não se compara, especialmente quando se fala em roupinhas para bebês. Sou mãe de um menino de 10 meses e estou grávida do segundo filho. É nítida a diferença na qualidade e preço das roupas brasileiras e das que foram compradas no exterior.
No mais, acho que muitas mamães já te falaram sobre a experiência de se ter um filho no Brasil, né? Desejo que você tenha um ótimo parto e que esse bebê traga a vocês muitas felicidades!

João&Gabriel disse...

Ola, Tenho acompanhado seu blog pois pretendo ir a Lyon em Novembro. Na verdade serão so 3 dias antes de seguir para Beaujolais e Borgonha rumo a Paris! Mas sou encantada com o tema parto/peito. Tive 2 filhos em casa com parteira (enfermeira obstetra), no Rio de Janeiro, pq sabia que se fosse para um hospital provavelmente inventariam uma desculpa para fazer cesarea. Infelizmente parir no Brasil,de forma verdadeira e respeitosa, quase nao existe, dessa forma a maioria das mulheres tem optado - por ignorancia ou medo - por aceitar a sugestáo do medico fofo que prefere marcar a cesarea. Estamos num momento marcante, cada vez mais mulheres estao tomando as redeas do seu parto e, nessa onda, estao aparecendo medicos que se dispoem a acompanhar um parto normal por todo o tempo que for necessario. Tambem esta mais difundido (ainda muito pouco) o trabalho das enfermeiras e parteiras. Tive dois partos domiciliares planejados - em 2003 e em 2007. Aqui no Rio ha duas maternidades que tem trabalhado com afinco na humanizacao do parto, com atencao respeitosa a mae e ao bebe, que sao as maternidades Maria Amelia e a Leila Diniz, alem da Casa de Parto David Capistrano. Muitas mulheres que tem plano de saude estao optando por ter filho na rede publica, devido a taxa de quase 90% de cesareas nos hospitais privados... Boa sorte! TEnho certeza que sua gestacao e parto serao bem assistidos e voces poderao viver intensamente essa viagem maravilhosa que e parir e se tornar mae/pai. bjs, Pauliane
Ps. Muito obrigada por todas as dicas sobre Lyon que ja anotei :-)

João&Gabriel disse...

Ola, Tenho acompanhado seu blog pois pretendo ir a Lyon em Novembro. Na verdade serão so 3 dias antes de seguir para Beaujolais e Borgonha rumo a Paris! Mas sou encantada com o tema parto/peito. Tive 2 filhos em casa com parteira (enfermeira obstetra), no Rio de Janeiro, pq sabia que se fosse para um hospital provavelmente inventariam uma desculpa para fazer cesarea. Infelizmente parir no Brasil,de forma verdadeira e respeitosa, quase nao existe, dessa forma a maioria das mulheres tem optado - por ignorancia ou medo - por aceitar a sugestáo do medico fofo que prefere marcar a cesarea. Estamos num momento marcante, cada vez mais mulheres estao tomando as redeas do seu parto e, nessa onda, estao aparecendo medicos que se dispoem a acompanhar um parto normal por todo o tempo que for necessario. Tambem esta mais difundido (ainda muito pouco) o trabalho das enfermeiras e parteiras. Tive dois partos domiciliares planejados - em 2003 e em 2007. Aqui no Rio ha duas maternidades que tem trabalhado com afinco na humanizacao do parto, com atencao respeitosa a mae e ao bebe, que sao as maternidades Maria Amelia e a Leila Diniz, alem da Casa de Parto David Capistrano. Muitas mulheres que tem plano de saude estao optando por ter filho na rede publica, devido a taxa de quase 90% de cesareas nos hospitais privados... Boa sorte! TEnho certeza que sua gestacao e parto serao bem assistidos e voces poderao viver intensamente essa viagem maravilhosa que e parir e se tornar mae/pai. bjs, Pauliane
Ps. Muito obrigada por todas as dicas sobre Lyon que ja anotei :-)

diane disse...

Oi Mirela.
Sempre leio e é a primeira vez que comento. Minha filha tem 1 mês e tive atendimento sem dificuldades desde o primeiro trimeste, talvez porque moro em cidade pequena, mas realmente senti que eles não te tratam realmente como grávida no primeiro trimestre e quanto à maternidade não tive que me inscrever não... bjs e boa sorte.

Julyana Mattke disse...

Oi Mirelle, eu e meu noivo vamos nos mudar para Lyon no final de julho ou incio de agosto e gostaria muito de ter contato com você! Sei que deve estar muito ocupada por causa do novo baby, mas se puder me dar uma ajuda eu iria agradecer imensamente!
Aguardo a sua resposta :)

Att. Julyana

julyanama2@hotmail.com

Daiana disse...

Aqui no Brasil funciona da seguinte forma:Se for por plano de saúde, a rede privada na sua imensa maioria vai levar a mulher à cesárea. Se for no público vão insistir no parto "normal" até o fim. Sem contar que tenho amigas que fizeram o pré-natal na rede pública e só foram receber os resultados dos exames feitos no inicio da gravidez depois que o bebê nasceu.

Anônimo disse...

Mirelle, no meu caso, moro no Paraná, tenho plano de saúde pago pela empresa e complementado por nos e mesmo assim passei descaso em tudo, esperas, falta de consideração etc, o que marcou muito minha gestação, mas enfim, no Brasil até no particular não temos ordem nem progresso, afffff. Boa sorte ai!!! Bjo

Paula disse...

Vou comentar como mãe e como enfermeira do serviço público do Brasil. tive meu filho há sete anos e fiz tudo particular/plano: pré-natal,exames, ultra-som, parto... Desde o primeiro mês já iniciei as consultas de pre-natal. E aqui exatamente plea alta taxa de aborto nos primeiro trimestre o cuidado com a gestante é triplicado. Tomamos as vacinas pertinentes, fazemos exame e controle da evolução da gestação mês a mês ( a cada quatro semanas mais ou menos).

O serviço público é muito ordeiro no que se refere às gestantes. É motivo de observação e até corte de recursos quando há uma morte materno-infantil sem explicação plausível no município. As redes implantadas (chamadas de rede cegonha) ficam de olho e querem detalhamento das gestantes e acompanhamento. O pré-natal é realizado nas Unidades básicas de saúde com médico e enfermeiro. Só as gravidez de risco são encaminhadas para o obstetra ainda na gestação. é feito a medição da DPP (data provável do parto) e no dia do parto a gestante se encaminha a alguma maternidade de seu município. a primeira opção é pelo parto normal. No serviço público só se faz cesárea se realmente houver necessidade.
Claro que existem municípios que as coisas não fluem bem assim...Mas é assim que tem que ser.

O SUS tem tudo pra ser muito bom! A ideia é sensacional. Os programas são exemplares. Mas, existem os políticos atravancando que o recurso chegue ao seu destino.

Espero que tenha explicado um pouquinho como funciona por aqui.
bjão.
Deus te dê uma gestação abençoada!!

Anônimo disse...

Saudades de novos posts e comentarios seus!!!!!!
Nao nos deixe carentes!!!!!
Por favor!!!!
Beijinhos
Ana Bretas

Anônimo disse...

Olá, Mirelle!

Nossa, nem sei por onde começar o meu comentário!

Mas vamos lá... Parabéns pela gravidez! Que o seu bebê venha com muita saúde e que seja fonte de muito amor e alegrias para você e toda a sua família.

Sou casada, ainda não tenho filhos e, assim como você, moro longe da cidade que nasci (não tão longe, é verdade, pois não atravessei o oceano, mas como esse nosso Brasil é tão grande e tão diversificado, me sinto tão distante da minha terra que foi impossível não me identificar com você.

Descobri seu blog ontem e desde então não parei de ler os textos. Me diverti e gostei demais da maneira que você escreve. Parabéns pelo blog, pelos textos e pelas fotos.

Me interesso bastante pela França (cultura, pessoas, cidades, língua, culinária etc) e aqui pude conhecer algumas curiosidades francesas que não sabia que existiam. Estou programando (na verdade, ainda estou no estágio do "sonho") uma viagem à França no início do próximo ano. Em princípio, gostaria de ir novamente a Paris e de lá seguir para outro país, mas você está me fazendo mudar de ideia, rs! Quem sabe a viagem não se estende a Lyon!? Gostei bastante de tudo que você escreveu sobre a cidade.

Enfim, você ganhou uma nova leitora! Sei que cheguei atrasada, após vários anos da criação do seu blog, entretanto tenho uma grande desconfiança que me tornarei assídua. Espero que essa sua nova fase de vida lhe traga bastante inspiração para novos textos.

Que Deus abençoe sua família!

Um beijo com carinho, Camilla

Nathalia disse...

Oi Mirelle,

Muito gostoso acompanhar sua gravidez. Pretendo engravidar dentro de poucos anos e, ao mesmo tempo, planejo viver na Europa em breve.
Fico insegura com relação à engravidar em um novo lugar, mas a leitura desse post está me fazendo criar coragem!

Será que a gravidez em Portugal tem tantas vantagens quanto na França? Espero que sim! :)

Beijos!

Anônimo disse...

Olá Mirelle,
Trabalho e moro em Lyon há mais de 5 anos e tenho várias dúvidas, inclusive qual seria a melhor maternidade em Lyon. Você tem alguma recomendaçao?
Obrigada :-)
Marcella

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